Sustentabilidade portuária e cooperação institucional marcam encontro em Santarém

A busca por um desenvolvimento portuário cada vez mais sustentável e integrado reuniu representantes de instituições públicas e privadas, autoridades reguladoras, operadores portuários e especialistas durante o evento “Sustentabilidade Portuária e Integração Institucional”, promovido pela Companhia Docas do Pará (CDP) nos dias 11 e 12 de junho, em Santarém.

Realizado no auditório do Hotel London Santarém, o encontro proporcionou dois dias de debates, palestras e troca de experiências sobre governança ambiental, mudanças climáticas, segurança do trabalho, relação porto-cidade e desenvolvimento sustentável.

O gerente de Meio Ambiente da CDP, Samir Bestene, destacou que o principal objetivo da iniciativa foi fortalecer o diálogo entre os diversos atores que atuam na atividade portuária.

“O principal objetivo foi alcançado: trocar experiências entre os diversos atores, tanto do setor privado quanto do setor público. A Companhia Docas integra esse contexto da rotina portuária e escolheu Santarém para tratar um tema tão importante quanto o desenvolvimento sustentável da população, o respeito ao meio ambiente, às normas ambientais e o desenvolvimento econômico”, afirmou.

Para a analista portuária e de Meio Ambiente da CDP, Cristiane Andrade, um dos principais resultados dos dois dias de programação foi a integração entre os diferentes setores envolvidos na atividade portuária.

“Foram dois dias muito intensos de imersão na área de sustentabilidade e na relação porto-cidade. Conseguimos tratar de meio ambiente, economia e também das pessoas, que são o que realmente importa. O mais importante foi reunir vários entes que trouxeram suas experiências. O porto faz parte de uma engrenagem e cada ator tem sua importância. Precisamos fortalecer essa relação para alcançar melhores resultados para a economia, para o meio ambiente e para as comunidades do entorno dos nossos empreendimentos”, ressaltou.

Cristiane também destacou o papel da CDP na articulação desse diálogo institucional. “A CDP precisa provocar esses encontros para promover um desenvolvimento cada vez melhor. Tivemos a participação da prefeitura, operadores portuários, arrendatários e colaboradores da companhia. Conseguimos reunir todos esses atores e promover uma troca muito importante ao longo desses dois dias”, completou.

O administrador do Porto de Santarém, Francisco Sousa, enfatizou a importância do compartilhamento de conhecimento entre os participantes.

“Foi um resultado muito importante, em que os órgãos intervenientes, operadores e arrendatários puderam debater sobre sustentabilidade. A CDP ganha muito ao proporcionar conhecimento, aprendizado e troca de experiências com todos os seus clientes e parceiros. Esse evento fortalece nossa companhia e contribui para que todos aqueles que utilizam o porto no dia a dia possam atuar de forma mais integrada e sustentável”, afirmou.

A relevância da pauta ambiental para a região amazônica também foi destacada pelo chefe da divisão regional da ANTAQ, em Santarém, Diego Barra.

“Estamos em uma região que respira biodiversidade e natureza. O porto está inserido nesse cenário e precisa existir, mas também precisa adotar todos os cuidados necessários para minimizar impactos ambientais e sociais. A relação entre porto, cidade e meio ambiente deve acontecer de forma equilibrada e sustentável”, observou.

Representando a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará, o diretor de Licenciamento Ambiental, Marcelo Moreno, destacou o papel do Estado na regulação e acompanhamento das atividades portuárias.

“Hoje a secretaria atua no licenciamento, monitoramento e fiscalização do setor portuário, sempre considerando as questões ligadas à sustentabilidade e ao meio ambiente. Dessa forma, o Estado contribui tanto para regular quanto para potencializar o desenvolvimento desse importante setor econômico”, explicou.

Ao longo dos dois dias, especialistas e representantes de diversas instituições discutiram temas estratégicos para o futuro da atividade portuária na Amazônia, reforçando a necessidade de alinhar crescimento econômico, responsabilidade ambiental e bem-estar das comunidades.

Ao final do encontro, a principal mensagem compartilhada pelos participantes foi a de que a sustentabilidade portuária depende da atuação conjunta de todos os envolvidos. A integração institucional, o diálogo permanente e a troca de experiências foram apontados como caminhos fundamentais para garantir o desenvolvimento sustentável dos portos paraenses e da região amazônica.