Portos e Terminais
Segurança na Navegação - Porto Santarém
 

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a) Estabelecimento do calado

No Porto de Santarém, o calado será limitado pelo Canal Grande do Curuá, onde se recomenda um calado de 11,50m (37,7 pés) como seguro e razoável, observado a maré da hora.

As profundidades obedecem ao regime de cheia dos rios Amazonas e Tapajós com amplitude máxima da ordem de 6m.

Os calados máximos para atracação nos berços do porto de Santarém obedecerão aos seguintes limites:

- Berço 101:         10,00m na vazante e 11,50m na enchente;

- Berço 102:           3,00m na vazante e   9,00m na enchente;

- Berço 201:         11,50m na vazante e 11,50m na enchente;

- Berço 202:         11,50m na vazante e 11,50m na enchente;

- Berço 301:           1,30m na vazante e   6,42m na enchente;

- Berço 401:         11,50m na vazante e 11,50m na enchente;

- Berço 402:         11,00m na vazante e 11,50m na enchente; e

- Rampa Fluvial:   0,68m na vazante e    5,80m na enchente.

Deve haver consulta permanente à Autoridade Portuária quanto às atuais profundidades.

 

b) Canal de Acesso

O canal de acesso possui mais de 100m de largura. Devido as constantes variações de profundidade no canal de acesso, a Administração do Porto deverá ser consultada 1 (uma) milha náutica antes de se atingir a confluência dos rios Amazonas e Tapajós.

 

c) Velocidade no Canal de Acesso

No rio Tapajós, o navio deve navegar no máximo a meia força, normalmente não deve permitir que sua velocidade ultrapasse a conseguida com devagar adiante.

O cruzamento de navios só é permitido entre a Ilha Jacitara e a foz do rio Cuminá e da passagem de Oriximiná (bóia 8) até a foz do rio Trombetas. O cruzamento só poderá ser efetuado após estabelecimento de comunicação entre os navios.

A velocidade de cruzeiro recomendada não deve ultrapassar 12 nós, devendo ser reduzida nos seguintes trechos:

- Passagem de Oriximiná – muito devagar;

- Estirão do França – devagar;

- Bacabal (bóia 27 ao farolete 33) – devagar;

- Entre a curva do Bagre e a Bóia de Amarração nº 1 – devagar

- A partir da Bóia de amarração nº 1 nas fainas de atracação, desatracação e giro – a menor velocidade possível.

 

d) Comprimento máximo do navio

As dimensões autorizadas para os berços do porto:

 

d.1) Píer 100 - navios:

- Berço 101: 200,0 m e até 260,0 m, não havendo navios atracados nos berços 102 e/ou 201;

- Berço 102: 100,0 m (navios não convencionais);

O porte bruto máximo dos navios nos berços 101 e 102 até 30.000 TPB.

 

d.2) Dolfins atracação 200:

- Berço 201: 260,0 m, não havendo navio atracado no berço 101;

- Berço 202: 150,0m (barcaças);

O porte bruto máximo dos navios no berço 201 até 55.000 TPB e no berço 202 (não operacional).

 

d.3) TGS 400:

- Berço 401: 249,0 m;

- Berço 402: 130,0m (barcaças);

O porte bruto máximo dos navios no berço 201 até 60.000 TPB.

 

e) Boca do navio

A boca dos navios atracados ao Porto de Santarém não é limitada. Entretanto, não é permitida a atracação de navio a contrabordo de outro navio atracado no porto.

 

f) Manobras recomendadas

As manobras devem, preferencialmente, serem realizadas à luz do dia e obrigatoriamente apoiadas por lanchas dotadas de VHF para alar as espias.

O tráfego no porto obedecerá à legislação vigente, bem como as regras previstas em convenções internacionais ratificadas pelo país, e aquelas emitidas pela Administração do Porto.

Em quaisquer casos, deverão ser observadas as condições reinantes de vento.

 

g) Carta de Navegação

O porto e seus acessos constam da carta DHN-4103-B, devendo ser consultado o roteiro, capítulo V da NPCP, bem como observadas as informações divulgadas nos Avisos aos Navegantes.

 

h) Fundeadouros

Áreas de fundeio estabelecidas nas Normas e Procedimentos da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental – NPCP/2006, constante na Carta Náutica nº 4103-B:

 

Área de fundeio para navios em reparos, fazendo aguada ou sem programação:

a) LAT. 02°23'30"S LONG. 054°46'24"W

b) LAT. 02°24'00"S LONG. 054°44'48"W

c) LAT. 02°24'42"S LONG. 054°45'06"W

d) LAT. 02°24'06"S LONG. 054°46'36"W

 

A jusante do porto na LAT. 02°24'42"S e LONG. 054°43'36"W para navios que aguardam horário para atracação, a fim de facilitar a aproximação ao cais.

 

i) Balizamento

- Sinais náuticos estão contidos na Lista de Faróis - Costa Norte.

 

j) Serviços de rebocadores

- Não é obrigatório o uso de rebocadores para auxiliar na atracação/desatracação de embarcações.

 

k) Informações complementares sobre Hidrografia e Meteorologia

- Não há ação de maré semidiurna.

- A correnteza é fraca (2 nós), podendo ser suplantada pelo vento.

 

l) Dimensões do Porto

As dimensões das estruturas de acostagem, conforme descrição abaixo:

 

l.1) Pier 100:

- Ponte de Acesso:             C =   60,00 m ; L =  7,70 m;

- Píer:                                    C = 200,00 m; L = 25,00 m;

- Berço 101:                         C = 200,00 m;

- Berço 102:                         C = 185,56 m;

 

l.2) Dolfins atracação 200:

- Número de Dolfins Atracação  = 4;

- Número de Dolfins Amarração = 1;

- Berço 201 - navios:                         C = 238,00 m;

- Berço 202 - barcaças:                     C = 185,00 m (não operacional);

 

l.3) TGS 400:

- Ponte – correia transportadora:    C = 374,00 m;

- Número de Dolfins Atracação  = 5;

- Número de Dolfins Amarração = 3;

- Berço 401:                                         C = 255,00 m;

- Berço 402:                                         C = 255,00 m;

 

l.4) Cais Fluvial:

- Berço 301:                                         C = 185,00 m;

- Rampa Escalonada:                       C = 130,00 m; L =  6,00 m;

 

l.5) Rampa Fluvial:

- Rampa Escalonada:                       L =  6,00 m;