Com novos investimentos em modernização e integração energética, principal porto da Amazônia reforça seu papel estratégico no desenvolvimento do Pará e do Brasil.
O Porto de Vila do Conde, localizado no município de Barcarena (PA), administrado pela Companhia Docas do Pará (CDP), celebra em 2025 seus 40 anos de operação, consolidando-se como o principal terminal portuário da Região Norte do Brasil. Com uma estrutura multipropósito, localização estratégica e forte presença de grandes clientes, o porto se tornou referência nacional em movimentação de cargas e vetor de desenvolvimento econômico para o estado do Pará.
Segundo dados levantados pela CDP, entre janeiro e setembro de 2025, o Porto de Vila do Conde movimentou cerca de 15,3 milhões de toneladas, cerca de 47% de toda a movimentação gerada no mesmo período entre todos os portos administrados pela Companhia. Entre as principais mercadorias que circularam pelo porto estão: alumina, bauxita, soja, soda cáustica e fertilizantes. Ainda neste recorte de tempo, 596 navios passaram por Vila do Conde, reforçando ainda mais sua importância geográfica e logística para o escoamento de produtos e mercadorias.
“Os 40 anos do Porto de Vila do Conde representam uma trajetória de consolidação e crescimento econômico no estado. A Companhia Docas do Pará tem atuado de forma estratégica para potencializar esse ativo, com novos investimentos em infraestrutura, tecnologia e modernização. Essas ações reforçam o papel do porto como vetor logístico fundamental para o escoamento da produção e para o desenvolvimento econômico da Amazônia. Como uma das poucas empresas públicas autossuficientes do país, vivemos um momento importante, consolidando uma nova fase da CDP, baseada em eficiência operacional, sustentabilidade e ampliação da competitividade logística”, celebrou Jardel Silva, Diretor-Presidente da CDP.
REFERÊNCIA NA LOGÍSTICA NACIONAL
A Diretora de Gestão Portuária da Companhia, Rosândela Barbosa, destacou os avanços em eficiência operacional e integração multimodal que o Porto passou ao longo dessas 4 décadas de operação. “O Porto de Vila do Conde consolida-se como um dos principais elos da infraestrutura logística da Amazônia. Nesses 40 anos, os avanços e os novos investimentos previstos irão ampliar a capacidade de atendimento, fortalecer a competitividade do porto e garantir maior previsibilidade às operações, alinhadas às melhores práticas de gestão portuária”, disse.
Para o Diretor Administrativo-Financeiro da CDP, Samuel Rocha, o porto representa, atualmente, não apenas uma infraestrutura estratégica em termos logísticos e geográficos, mas também um ativo financeiro de grande relevância para a Companhia, sendo responsável por aproximadamente 70% da receita bruta anual da empresa, consolidando-se como o principal porto operado pela companhia. “Sua importância vai além da atuação da empresa: localizado no Complexo Industrial de Barcarena, no município de Vila do Conde, o porto é um expoente no desenvolvimento regional, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. Seu funcionamento impacta positivamente toda a cadeia econômica local, tornando-se uma verdadeira potência para o estado do Pará. Desde sua criação, ele tem sido um pilar do crescimento da região, e as perspectivas para o futuro são ainda mais promissoras”, declarou.
TERMINAL MULTIPROPÓSITO
O Porto de Vila do Conde é um terminal multipropósito, com capacidade para movimentar granel líquido (como combustíveis), granel sólido (como bauxita e caulim), carga geral, carga de projeto, gás natural e contêineres — sendo o único terminal público com essa estrutura na Região Norte.
A atual gestão da CDP tem ampliado a atuação do Porto de Vila do Conde como polo logístico e energético da Amazônia.
Nos últimos anos, o porto tem se destacado também como polo energético com a implantação de duas usinas termelétricas que utilizam gás natural como fonte de energia. O projeto, liderado pela Centrais Elétricas Barcarena (Celba), representa uma mudança estratégica na matriz energética nacional e integra a produção ao Sistema Interligado Nacional (SIN). “O gás natural que chega ao Pará por meio de Vila do Conde vai transformar nossas indústrias, o transporte e ajudar na transição energética do país. Isso significa desenvolvimento sustentável, com impacto direto na economia e no meio ambiente”, afirma Renan Maia, gerente de Relações Comerciais e Gestão de Contratos da CDP. Além disso, a movimentação do gás natural representa um novo ciclo de arrecadação para a CDP, que passa a faturar com o volume importado da matéria-prima.
De acordo com Maia, a construção das usinas termoelétricas, com investimentos totais na ordem de R$ 6 bilhões, vai inserir de vez o Porto de Vila do Conde no setor energético do país, com a geração e distribuição ao sistema interligado nacional de 2.200 MW de energia. A introdução do gás natural deve impactar positivamente a indústria local, o setor de transportes e contribuir para a redução das emissões de carbono, com a substituição de fontes mais poluentes por alternativas mais limpas.
“O Porto de Vila do Conde completa 40 anos com resultados expressivos e perspectivas ainda maiores. Nosso compromisso é consolidar um novo ciclo de crescimento sustentável, tecnológico e socialmente responsável para o Pará e para o Brasil”, concluiu o Diretor-Presidente da CDP, Jardel Silva.

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