Novo Porto de Outeiro recebe transatlânticos que servirão de hospedagem para a COP30

Infraestrutura portuária inédita coloca Belém na rota do turismo náutico internacional, garantindo hospedagem flutuante para delegações da COP30 e amplia a capacidade logística do terminal.

Um marco histórico para o Estado do Pará e para a capital paraense. Foi assim que autoridades e gestores descreveram a inauguração do novo Porto de Outeiro, que nesta terça-feira (4) recebeu os dois primeiros transatlânticos que servirão de hospedagem flutuante durante a COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém em 2025.

O empreendimento, executado pela Companhia Docas do Pará (CDP), representa um avanço estrutural e logístico para o estado, ampliando a capacidade portuária e posicionando o Pará na rota do turismo náutico internacional. Para o diretor-presidente da CDP, Jardel Rodrigues, a entrega da obra simboliza um legado duradouro de desenvolvimento econômico e social.

“É um momento histórico não só para Belém, como para todo o Estado do Pará e, em especial, para a Companhia Docas. Hoje celebramos um marco importante, que é oferecer infraestrutura para receber navios de cruzeiro. Cada transatlântico atracado aqui é uma fábrica de oportunidades, para motoristas, guias turísticos, comerciantes e toda a cadeia de serviços. Essa obra espetacular vai permitir até cinco operações simultâneas, ampliando nossa capacidade de trabalho e receita”, destacou Rodrigues.

O dirigente ressaltou ainda o empenho das equipes da CDP durante os seis meses de execução do projeto. “Foram meses de muito desafio, mas de grande satisfação. Nenhum obstáculo foi maior que a vontade de entregar essa obra. O sentimento é de dever cumprido”, completou.

Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou o impacto estratégico do novo porto para o desenvolvimento regional e para o sucesso da COP30.
“A construção desse porto coloca Belém e o Pará na rota do grande turismo náutico, o que antes não era possível por limitações de calado no Porto de Belém. Agora, grandes navios de cruzeiro e também embarcações de carga poderão operar aqui. Isso representa um salto logístico e turístico para a região”, afirmou.

Durante a visita, o ministro destacou que o trajeto entre o Porto de Outeiro e a área central de Belém é rápido e contará com operação especial de transporte. “Cronometramos o percurso: 33 minutos e 27 segundos até o local da COP. Nos dias do evento, a via expressa do BRT será exclusiva para o transporte dos delegados, garantindo agilidade e conforto”, explicou.

Rui Costa também reforçou que os investimentos vão muito além do porto. “São cerca de R$ 6 bilhões em obras de saneamento, macrodrenagem, infraestrutura viária, portuária e de mobilidade urbana. A única estrutura temporária será a das instalações específicas da COP, todo o restante ficará como legado permanente para o Pará”, afirmou.

A operação de recepção dos hóspedes internacionais foi detalhada pela diretora de projetos da Secretaria Extraordinária para a COP30 (SECOP), Gabriela Lima. Segundo ela, toda a logística foi planejada para garantir segurança, conforto e fluidez.

“Temos equipes de voluntários bilíngues no receptivo, mapas de localização, transporte 24 horas entre o aeroporto, o porto e o local da conferência. Todos os hóspedes passam por vistoria e contam com shuttles, ônibus e vans exclusivos para o deslocamento. A mobilidade está garantida e será um diferencial dessa operação”, explicou.

Com o novo Porto de Outeiro, Belém se consolida como um dos principais polos logísticos da Amazônia e dá mais um passo na preparação para sediar, pela primeira vez, a maior conferência ambiental do planeta.

1280 720 Tayna Horiguchi

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