Os preparativos para a COP30, em Belém, estão acelerados, com diferentes obras de infraestrutura na capital do Pará. Uma das ações estratégicas mais relevantes nesse processo é a requalificação do Terminal Portuário de Outeiro, obra executada pela Companhia Docas do Pará (CDP) em parceria com a Itaipu Binacional, com o objetivo de ampliar a capacidade de recepção de navios durante o evento.
A iniciativa integra o pacote de investimentos voltados à infraestrutura logística e turística da região metropolitana de Belém, e busca transformar o terminal em uma alternativa eficiente e segura para o desembarque de passageiros de cruzeiros internacionais, além de fortalecer a vocação fluvial da capital paraense.
“É uma obra estratégica, que vai funcionar como porta de entrada para visitantes durante a COP30, mas que também deixará um legado duradouro para o turismo e a logística regional”, explica Jardel Silva, presidente da CDP.
As intervenções no Terminal incluem a ampliação do píer, que possuirá 716 metros de comprimento, reforço estrutural das instalações portuárias, com a implantação de 11 “dolphins”, para atracação de navios, duplicação da pista de acesso ao píer, instalação de equipamentos de apoio ao embarque e desembarque de passageiros, além da modernização do sistema de acessos viários e fluviais.
Estratégia
Até o dia 25 de agosto de 2025, 77% dos serviços previstos estavam concluídos. Para garantir a agilidade da obra, foram montadas diferentes frentes de trabalho simultâneas para a construção das estruturas. São mais de 700 trabalhadores envolvidos na execução dos serviços, que estão ocorrendo 24 horas por dia, em três turnos. A obra conta com o auxílio de balsas para a instalação de 96 estacas a mais de 30 metros de profundidade, duas usinas de concreto foram instaladas na área para que não faltasse material e, em um estaleiro próximo ao porto, estão sendo feitas as pontes de ferro que ficarão entre os dolphins de atracação.
O novo píer do Terminal Portuário de Outeiro terá capacidade para suportar mais de 80 mil toneladas de deslocamento, com uma profundidade homologada de mais de 11 metros.
Legado para além da conferência
“Com o novo terminal, Outeiro poderá receber cruzeiros turísticos mesmo após a COP30, impulsionando o desenvolvimento local, gerando renda e ampliando oportunidades para a comunidade”, avaliou Jardel Silva.
Além disso, a estrutura será integrada a uma malha logística do Porto Organizado de Belém, formado pelo Porto de Belém, Terminal de Outeiro e Terminal de Miramar. A operação conjunta desses pontos permitirá uma distribuição mais eficiente do fluxo de operações portuárias do estado. Em 2024, o a unidade portuária movimentou 1,7 milhões de toneladas em mercadorias e o objetivo, nos próximos anos, é dobrar esse número.
As obras no Terminal Portuário de Outeiro, orçadas em cerca de R$ 233 milhões, têm entrega prevista para outubro de 2025. A requalificação do terminal representa mais do que um ganho em infraestrutura: é parte de um movimento de reposicionamento estratégico da região amazônica no contexto global, mostrando que é possível aliar desenvolvimento sustentável e protagonismo internacional.
“Belém está se preparando para mostrar ao mundo que a Amazônia urbana tem voz, capacidade e soluções. O Terminal de Outeiro será uma das portas simbólicas da nossa floresta”, declarou Silva.

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