CDP realiza simulações de atracação para o Terminal de Outeiro, em laboratório da USP

Cumprindo uma das etapas do projeto de ampliação do Terminal Portuário de Outeiro, uma equipe técnica da Companhia Docas do Pará foi até a Universidade de São Paulo (USP) para realizar as simulações de atracações possíveis no novo píer, após as obras que estão sendo realizadas no distrito. As simulações foram feitas no Tanque de Provas Numérico da USP, em São Paulo, que possui seis simuladores integrados e é referência em testes nacionais e internacionais.

O principal objetivo da simulação é garantir a segurança da navegação, utilizando realidade virtual para simular todas as possíveis manobras diante ações de chuva, vento e corrente em situações de normalidade e em condições ambientais extremas para que os comandantes dos navios, os práticos, os demais profissionais e entidades envolvidos na operação de atracação possam avaliar e discutir procedimentos operacionais.

Para Rosândela Barbosa, Diretora de Gestão Portuária da CDP, essa etapa é de extrema importância para a segurança portuária no Terminal de Outeiro, que está sendo ampliado.“Esse trabalho realizado na USP cumpre uma das etapas do nosso projeto de adequação do terminal. A simulação visa testar as manobras com os navios de cruzeiro que atenderão à demanda da COP 30. Ela considera variáveis reais para garantir a segurança da operação. O objetivo é proporcionar uma infraestrutura adequada de atracação e repotencializar o terminal para futuras operações, inclusive com navios de carga de maior porte”, destacou Barbosa.

COP30 – Em novembro, Belém sediará a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), o maior evento mundial sobre mudanças climáticas. Para acolher o público, a cidade passa por diversas intervenções, entre elas o Terminal de Outeiro, que está sendo adequado para receber navios de cruzeiro. Pedro Almeida, coordenador do projeto de expansão do Terminal de Outeiro, explicou que foram utilizados dados de batimetria e estudos hidrológicos na simulação. Esses elementos garantem maior segurança e eficiência nas operações. “Durante três dias, as variáveis foram testadas em condições de aproximação e atracação, analisando riscos associados a ventos, temperaturas e correntes de Belém. A simulação permite corrigir possíveis falhas e minimizar riscos”, afirmou.

As simulações ocorreram no Tanque de Provas Numéricos da USP, sob coordenação de Eduardo Tannuri, professor da Universidade. O espaço utiliza realidade virtual para modelar o porto e os navios, permitindo que práticos realizem manobras em condições similares às reais. “Testamos cenários com ventos fortes, chuva, correntes e falhas, para preparar os operadores para situações críticas e estabelecer os limites ambientais de operação no terminal”, explicou Tannuri.

A Capitão de Corveta da Marinha do Brasil, Helenilde Gomes, Chefe do Departamento de Pesquisas e Obras e Vias Navegáveis da Diretoria de Portos e Costas, afirmou que a Marinha está acompanhando o projeto como assessora técnica da autoridade marítima. Segundo Gomes, as simulações são requisitos obrigatórios para garantir a segurança da navegação e da vida humana no mar, além de prevenir a poluição.

“A autoridade marítima, seja pela Capitania dos Portos, assessorada pela Diretoria de Portos e Costas, que compõe um grupo especial de avaliação de parâmetros operacionais dos portos, estão aqui para assessorar também a autoridade portuária, para que aquela embarcação adentre o porto com toda a segurança, pois nós trabalhamos em prol de segurança da navegação. Como o terminal poderá receber navios fora dos parâmetros atuais, as análises de risco e simulações são indispensáveis para avaliar novas condições operacionais”, concluiu.

2560 1707 Tayna Horiguchi

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