Inaugurado pela Companhia Docas do Pará – CDP, em 24 de outubro de 1985, o Porto de Vila do Conde está localizado na cidade de Barcarena, às margens da Baía do Marajó. Nesse município está implantado um distrito industrial adjacente ao porto, onde entre outros se encontra o Complexo Alumínico constituído pelas unidades da Alunorte – Alumina do Norte do Brasil S.A., Albrás – Alumínio Brasileiro S.A, Alubar – Alumínios de Barcarena S.A. e o pólo caulinífero, constituído pelas empresas Pará Pigmentos S.A e Imerys Rio Capim Caulim S.A.
Muitos fatores transformam o porto em uma eficiente ligação da região com o resto do mundo em vista de seu privilegiado posicionamento geográfico, bem como a grandes extensão de frente acostável com seus 7 berços de atracação, calado de 14 metros, fácil acesso marítimo, fluvial e rodoviário, ampla disponibilidade de áreas para expansão, reduzidos custos com manutenção e infra-estrutura (dragagem, balizamentos e cais) e a total integração entre porto e os municípios vizinhos.
As grandes reservas de bauxita descobertas
no Estado do Pará, precisamente nas regiões do
rio Trombetas, no município de Oriximiná e de
Paragominas, na bacia do rio capim, aliadas ao potencial hidrelétrico
dos rios da Amazônia, levaram o Brasil a posição
de exportador de alumínio, pois suas reservas de 4,1
bilhões de toneladas de matéria prima - bauxita
-, eram ultrapassadas no mundo inteiro somente por dois países:
Guiné e Austrália.
Para a implantação dos projetos
ALBRÁS e ALUNORTE o governo brasileiro ficou com o compromisso
de construir: a hidrelétrica de Tucuruí, no rio
Tocantins, que fornece energia elétrica com tarifa reduzida;
o Porto; o núcleo habitacional e o acesso rodoviário.
E, juntos os governos do Brasil e do Japão concederam,
ainda, financiamentos com juros baixos e diversos incentivos
fiscais.
O local do projeto industrial portuário
ficou numa região de 19.000ha, chamada Ponta Grossa,
no município de Barcarena, a 35Km de Belém, capital
do Estado do Pará.
A zona portuária foi contemplada com
382ha e logo atrás foram destinadas as áreas da
ALBRÁS, da ALUNORTE e da subestação da
ELETRONORTE.