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Devido a constante presença de estrangeiros no Pará, notadamente ingleses, franceses
e holandeses, foi organizada uma expedição com cerca de 200 homens e 3 embarcações:
"Santa Maria da Candelária", "Santa Maria da Graça" e "Assunção". Sob o comando
de Francisco Caldeira Castelo Branco, em 12 de janeiro de 1616, a expedição conquistou
o território, lançando os fundamentos de uma casa forte, recebendo em nossos dias
a denominação de Forte do Castelo e a região, chamada de Nossa Senhora de Belém.
No início do século XX a Amazônia despontava como a maior produtora de borracha
do mundo. Com isso crescia a afluência da navegação e logo surgiu a necessidade
de se construir um porto em Belém, pois os trapiches existentes na época eram ineficientes,
perigosos e enfeiavam a cidade. Portanto, Belém estava fadada a ser uma grande metrópole,
pois sua privilegiada situação geográfica no estuário amazônico lhe garantia, futuramente,
tornar-se um importante centro urbano, pois praticamente todo o comércio da região,
forçosamente, teria que passar pelo seu Porto.
O homem de negócios, natural da Pensilvânia - Estados Unidos, Percival Farquhar
(1864-1953), depois de participar da organização da LIGHT AND POWER em São Paulo
e no Rio de Janeiro, recebeu autorização para executar diversas obras no cais da
cidade de Belém, através do Decreto n.º 6.283, de 20.12.1906, conseguiu a concessão
para explorar os serviços portuários, através da empresa PORT of PARÁ Co.
Percival Farquhar retirou todos os trapiches existentes em frente à cidade e no
mesmo local construiu o Porto de Belém, inaugurando em 02.10.1909, 120 metros de
cais e o primeiro armazém de 20 por 100metros. Quatro anos depois, em 1913, o Porto
já estava com 1.718 metros de cais acostável e 15 armazéns.
O Decreto Lei n.º 2.154, de 27.04.40, criou a SNAPP – Administração Autônoma dos
Serviços de Navegação da Amazônia e de Administração do Porto do Pará e o Decreto
Lei n.º 2.436, de 22.07.40, passou para a União as instalações portuárias de Belém.
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