ATA DA 86a REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM

 

 

Data: 04.03.2004

Horário: 9h

Local: Sala de reunião da Companhia Docas do Pará – CDP

 

 

PRESENÇAS:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AUSÊNCIAS

JUSTIFICADAS:

ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO – Representante do Governo Federal, KLEBER FERREIRA DE MENEZES e HÉLIO NUNES CARDOSO – Representantes do Governo do Estado, JOSÉ ANDRADE RAIOL – Representante dos Municípios, MARIA DO SOCORRO PIRÂMIDES SOARES e  PEDRO PAULO FERREIRA DO AMARAL - Representantes da Administração do Porto, LUIZ IVAN JANAÚ BARBOSA – Representante dos Armadores, MARCELINO CAVALCANTE DA SILVA NETO – Representante dos Titulares de Instalações Portuárias Privadas, PELÁGIO ARAÚJO DE CARVALHO – Representante dos Demais Operadores Portuários,  EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA e RAIMUNDO NONATO DOS SANTOS FILHO – Representantes Trabalhadores Portuários Avulsos, OLÍVIO SOUZA DA COSTA e JOSÉ MARIA POSSA ANDRADE - Representante dos Demais Trabalhadores Portuários, GABRIEL DA SILVEIRA GASPARETTO, GERALDO MAGELA GOMES  – Representantes dos Exportadores e Importadores de Mercadorias, DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR e ELIAS SALAME DA SILVA  - Representante dos Proprietários e Consignatários de Mercadorias e PAULO ROBERTO BRANDÃO – Representante dos Terminais Retroportuários. Como convidados, os Srs. Nelson Pontes Simas  - Diretor de Gestão Portuária da CDP e Marcus Aurélio Caldeira Antunes – Inspetor da Receita Federal.

 

AGOSTINHO RAIOL DA CUNHA, ROBERTO SEIXAS SIMÕES.

           

1.

EXPEDIENTE:

 

1.1 -

Assinatura de Termo de Posse de Conselheiros. Foram assinados os Termos de Posse dos Conselheiros Srs. KLEBER FERREIRA DE MENEZES e HÉLIO NUNES CARDOSO, Representantes do Governo do Estado do Pará, como Titular e Suplente, designados através da Portaria Ministerial, no 107, de 27.2.2004, publicada no Diário Oficial da União do dia 01.3.2004, Sr. DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR, Representante dos Proprietários e Consignatários de Mercadorias, designados pela Portaria Ministerial n0 1.277, de 23 de dezembro de 2003, publicada no Diário Oficial da União de 29 de dezembro de 2003.

 

1.2 -

Leitura e aprovação da Ata da reunião anterior.

 

Foi lida e considerada aprovada a ata da reunião anterior. 

 

2 -

ORDEM DO DIA:

 

2.1 -

Proposição de consulta formal do CAP à Prefeitura Municipal de Belém, relativa a posição oficial da administração do município sobre a incorporação da Avenida Marechal Hermes e parte da Doca de Souza Franco a área retroportuária da CDP. O Conselheiro Gabriel Gasparetto justificou porque propôs que fosse feito esse pedido de consulta formal à Prefeitura, uma vez que, pelo que se lê no jornal, há várias divergências. Informou que a Nota que o Conselheiro trouxe como sendo da Prefeitura Municipal de Belém conflita com o que tem saído nos jornais. Solicitou que fosse colocado em votação para que o CAP faça uma consulta formal à Prefeitura, por ser vital para um ponto do PDZ, que vai ser depois apresentado de uma eventual ou não incorporação. Na sua opinião seria um direito e até uma responsabilidade do Conselho de pedir que a Prefeitura Municipal de Belém se manifeste de uma maneira formal. O Conselheiro José Raiol informou que já houve uma manifestação da Prefeitura, que sempre se colocou favorável à negociação para incorporação  da Av. Marechal Hermes ao processo, tendo em vista o fortalecimento em assegurar a viabilidade do porto de Belém. Na sua opinião, o problema está na imprensa, onde interesses contrários aparecem como se fosse a opinião da Prefeitura quando não é, fugindo ao controle tanto da Prefeitura quanto do CAP. Sugeriu que se perguntasse ao jornal que publicou as notas, quem forneceu tais informações que não foram da Prefeitura. O Conselheiro Gabriel Gasparetto, respondeu ao Conselheiro José Raiol que, em primeiro lugar a Constituição garante o sigilo da fonte, sendo um direito dela não revelar e que será  uma perda de tempo do CAP. Em segundo, o que ele quer saber é a posição oficial da Prefeitura a esse respeito, que até o presente momento não foi apresentada por escrito ao CAP, sendo somente informações verbais. O Conselheiro José Raiol informou que concorda que o CAP formule a solicitação de manifestação do Prefeito, porém acha que essa solicitação deva ser feita depois de uma melhor apreciação, de um maior conhecimento do estudo e do projeto da CDP, ou seja, a necessidade de incorporação desse estudo de impacto no trânsito e qual a idéia tanto no sistema de transportes, coletivo ou individual, como no de carga, para que a Prefeitura possa se manifestar de uma forma já decisiva. Informou ainda que foi votado no CAP que não se levasse qualquer decisão enquanto não tiver o estudo mais detalhado, inclusive sendo proposto pelo Conselheiro Gabriel Gasparetto. Sugeriu que se fizesse a solicitação também para a imprensa. O Conselheiro Kleber Menezes informou que com relação a essa matéria, embora os posicionamentos do Conselheiro Gabriel Gasparetto como do Conselheiro José Raiol, tenham sido bastante pertinentes, ele reitera o pedido do Conselheiro Gabriel Gasparetto, de que seja solicitado o posicionamento formal da Prefeitura Municipal de Belém, devendo a Autoridade Portuária encaminhar todos os estudos de demandas, que possam de alguma forma consubstanciar a abordagem do Prefeito, para que se tenha um posicionamento oficial por escrito. A Conselheira Socorro Pirâmides informou que os Conselheiros quererem conhecer previamente as posições da Prefeitura sobre a incorporação da Marechal Hermes e posteriormente do Governo do Estado em relação à ação de tombamento dos armazéns, para poder se manifestar sobre um projeto de desenvolvimento e zoneamento do porto de Belém. Sugeriu que se fizesse a análise e a avaliação do novo plano que está posto, que se faça um estudo da viabilidade, e a partir desse estudo o Conselho, no momento em que aprova a proposta, um plano, aí a CDP e seus Gestores vão atrás de tudo aquilo que for necessário para sua viabilização. O Conselheiro Gabriel Gasparetto é de opinião que não se perca mais tempo, e se faça logo a Carta à Prefeitura, uma vez que o CAP tem que saber previamente as posições daqueles que poderiam concordar ou não com esse processo. Informou ainda que a Câmara dos Vereadores fará uma Audiência Pública, e o seu Presidente já se manifestou contra a essa manifestação. O Conselheiro Elias Salame é de opinião que se deva aprovar o envio da correspondência para o Prefeito. Reconhece que a propriedade da área é da CDP, mas o uso e a posse é da população, e por esse motivo ele deverá manifestar-se após aprovação da Câmara Municipal. O Diretor de Gestão Portuária, Nelson Simas é de opinião que a posição da Prefeitura já foi expressa pelo Conselheiro José Raiol, que é o representante do Prefeito. Também acha que essa é uma negociação muito complexa porque vai ser feita uma urbanização da área toda, e a CDP vai dar algumas áreas que não são de uso público para Prefeitura. Fez uma observação de que o CAP deveria ser o maior defensor dessa idéia, porém, lamentavelmente, vê que dentro do CAP tem uma resistência de uma coisa que vai viabilizar principalmente para os exportadores, aos operadores, e a todas as pessoas que precisam do porto, sendo o que existe hoje é um trânsito conturbado por causa da Estação de Passageiros, numa área que é da CDP. O Conselheiro José Raiol informou que, complementando a proposta do Conselheiro Gabriel Gasparetto, a Conselheira Socorro Pirâmides coloca que para a Prefeitura se manifestar sobre esse processo, seria necessário ter conhecimento do máximo possível dele, como também fosse dirigida correspondência ao Governo do Estado para saber qual a posição dele em relação a retirada dos Armazéns, uma vez que já foi colocado por alguns Conselheiros que seria benéfica a retirada deles para a melhoria do aspecto operacional do porto. O Conselheiro Edivaldo Batalha, observou que, lamentavelmente, o que se vê no Estado, é uma briga política entre Prefeitura e o Estado e, infelizmente essa questão chegou no CAP. Na sua opinião o CAP tem que se ater nas questões da melhoria do porto e, embora os Conselheiros sejam de diversos setores o objetivo é lutar pela melhoria do porto, tendo que se buscar uma solução. Concordou que sejam consultados a Prefeitura e o Estado. O Sr. Presidente é de opinião que se for feita a correspondência, que deva ser bem elaborada no sentido de ser pedido ao Prefeito, que nada tenha a opor, devendo ser respaldada por um estudo da CDP dizendo que é importante para o porto e que haverá uma permuta. O Conselheiro Danilo Remor informou que na opinião do setor produtivo e industrial, não há necessidade de mexer na Av. Marechal Hermes, e que foi feita uma pesquisa e todos foram contra. O que precisa ser feito é investimento do Governo Federal, e neste ano no Orçamento da União não tem dinheiro para os portos do Pará, sendo este o grande problema a ser enfrentado. Para ele o porto de Belém tem a sua finalidade que é carga geral e contêineres, não adiantando ficar discutindo se vai fechar a Marechal Hermes que não vai resolver o problema do porto. O Diretor de Gestão Portuária, Nelson Simas esclareceu que o que a CDP colocou em votação não foi o PDZ, foram as diretrizes e estratégias para um novo PDZ. Finalizando o Sr. Presidente colocou a matéria em votação de fazer uma correspondência ao Prefeito, solicitando o “ nada a opor” , sendo aprovada por unanimidade e tendo sido designado o Conselheiro Kleber Menezes para redigir a correspondência. 

 

2.2 -

Proposição de estudo de redução tarifária para carga de cabotagem. O Conselheiro Paulo Brandão informou que o Ministério dos Transportes já se pronunciou a respeito, sugerindo que todos os CAPs brasileiros proporcionassem uma redução tarifária de 50% como incentivo da navegação da cabotagem, e que também, após a assinatura do Contrato do CONVICON, já está em contato com um armador que já tem um estudo de criação de uma linha que será chamada de “Marajó”, e os navios iniciaram a sua linha do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Porto de Santos, Sepetiba, Salvador, Suape, Fortaleza e Vila do Conde, e retornando de Vila do Conde com as mesmas escalas. Ressaltou que é importante para decisão desse Armador em iniciar a linha, uma posição do CAP com referência a redução tarifária, uma vez que os trabalhadores avulsos, sem exceção, já concederam uma redução tarifária. Assim, apelou para o CAP que proceda uma redução tarifária pela cabotagem, de tal modo que permita que se monte uma planilha de custos para que o armador então decida se implantará a linha Marajó, sendo de fundamental importância a rapidez dessa decisão a fim de poder dar andamento nessa negociação. O Conselheiro Kleber Menezes, informou que, por uma questão de ordem, não compete ao CAP autorizar a redução de tarifas portuárias, sendo estas propostas por qualquer Conselheiro ou qualquer segmento, mas sim conceder a redução de tarifas portuárias desde que estas venham através da Autoridade Portuária. Informou que o assunto poderia ser discutido no CAP e este fazer uma solicitação a Autoridade Portuária para que faça essa redução, mesmo porque já existe a Deliberação no 01/96, de 22.03.96, que concede à Autoridade Portuária a autorização para promover a redução tarifária, que tem livre arbítrio para reduzir tarifas, desde que atenda na plenitude do segmento requerido. A Conselheira Socorro Pirâmides solicitou ao Conselheiro Paulo Brandão que encaminhasse à Autoridade Portuária a proposta dessa empresa, descrevendo suas metas e compromissos. Informou que como Conselheira representante da Administração do Porto, está de acordo que o CAP autorize a CDP a conceder o desconto na tarifa, a fim de incentivar a navegação de cabotagem. O Conselheiro Paulo Brandão, informou que já existe um Parecer do Ministério dos Transportes que foi trazido ao CAP há alguns anos atrás, onde recomenda que todas as Companhia Docas e todos os CAPs concedam esse tipo de redução. Informou ainda que fará uma solicitação através do SINDOPAR, onde abrangeria a todos. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas, informou que a CDP, como Autoridade Portuária, é totalmente favorável à redução tarifária e que está procurando incentivar a navegação de cabotagem em Vila do Conde, SOTAVE e Santarém, e se houver um incentivo do CAP, isso será feito imediatamente. O Conselheiro Kleber Menezes propôs que o Conselho recomende à Autoridade Portuária, subsidiado pelo Artigo 30, Parágrafo Primeiro, incisos VII e XII, da Lei 8.630/93, que promova os estudos e analise a possibilidade de conceder essa redução, baseada na Deliberação no 01/96, que está em pleno vigor, desde que efetivamente contemple a todos os segmentos de cabotagem. O Sr. Presidente colocou a matéria em votação, sendo aprovada por unanimidade.

 

3 -

COMUNICAÇÕES:

 

3.1 -

Carta DIRPRE no 52/2004, de 06.02.2004 – encaminha Carta DIRPRE no 41/2004, de 03.2.2004 para Ministro de Estado dos Transportes sobre o Terminal da SOTAVE. O Sr. Presidente procedeu a leitura das Cartas. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas, informou que a CDP já teve a autorização para o tráfego internacional no Terminal da SOTAVE, devendo ser publicada no Diário Oficial da União desta data, que o Convênio já foi feito e entregue uma cópia ao Inspetor da Receita Federal, Dr. Marcus Aurélio, acreditando que a Receita Federal vai dar o prosseguimento para o alfandegamento, devendo provavelmente sair um Decreto do Presidente da República, que está sendo encaminhado pela ANTAQ. O Inspetor da Receita Federal, Marcus Aurélio, observou que, juntamente com a Presidência da CDP, foi montada uma Agenda de Trabalho, onde a cada 15 (quinze) dias a Receita está no Terminal da SOTAVE, levando todos os representantes dos demais Órgãos públicos, onde fizeram convites também a entidades empresariais, sendo a próxima agenda no dia 19.03.2004, em Miramar, e que essas visitas têm sido extremamente proveitosas no sentido de ser verificado “in loco” os problemas, que vão sendo objetivamente equacionados. Informou que em função desse documento, vai ser feita uma verificação ainda hoje, para saber o que ainda falta em termos de viabilização do alfandegamento e, conjuntamente com a CDP, acelerar esse processo. O Conselheiro Kleber Menezes, perguntou ao Diretor de Gestão Portuária da CDP se na análise que ele fez de criação da área do porto organizado da SOTAVE, se não poderia ser mais interessante ficar uma área descoberta entre Val-de-Cães e Icoaraci, para melhor aumentar a área da CDP, ao invés de ter uma área portuária segmentada, ou seja, ficaria a área do porto de Belém, indo do Ver-o-Peso até o Igarapé Burrinhos que separa a CDP da ENASA e posteriormente uma área segregada, separando uma área de fundeio de Icoaraci até o Mosqueiro, não sabendo qual o limite que a CDP pretende. Informou ainda que a grande questão é que no passado perdeu um pouco de dinheiro, uma vez que existe um terminal que está situado no Tapanã, que hoje é uma empresa de óleo de dendê/palma, que está tendo uma movimentação crescente e, naquela ocasião, que não seria interessante estender a área do porto organizado de Belém até mais adiante, porque isso incumbiria a Autoridade Portuária a um gasto elevado com manutenção do balizamento, porque o que está fora do porto organizado compete à União e o que está dentro compete à CDP, então como não se tinha uma perspectiva comercial naquela ocasião, se achou por bem limitar aquilo que era dever da CDP. Informou ainda que tendo em vista que esse Terminal Portuário está crescendo, o risco potencial dele é o canal de acesso no porto de Belém. Questionou se seria o caso da CDP fazer um estudo em aumentar a área do Porto de Belém até mais na frente, porque englobaria não apenas o Terminal da Sotave, talvez vindo a facilitar até o alfandegamento, como trazer à Autoridade Portuária ganhos com os terminais que com o crescimento da demanda poderão vir a estimular, sendo uma sugestão. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas respondeu que é uma área de porto organizado independente e vai do Igarapé Burrinhos até Mosqueiro, porque foi feito um estudo economicamente e verificou-se que seria mais viável uma área de porto organizado independente.

 

3.2 -

Andamento do Projeto da CONVICON. O Conselheiro Paulo Brandão comunicou que estão procedendo a retirada e a modificação da linha de incêndio e esgoto, bem como iniciando a terraplanagem e a construção do pátio, e ainda que, pelo cronograma, as obras de concretagem devem se iniciar dentro de 15 dias, quando termina a terraplanagem. Com relação a contratação de armadores, informou já ter um fazendo linha para Vila do Conde com duas escalas mensais, e estão esperando resposta de outro para começar nova linha com escala semanal de navio de longo curso. Dessa forma, provavelmente a partir de abril seis navios estarão escalando mensalmente em Vila do Conde, estando a produtividade muito boa, contando hoje com uma faixa de 19 contêineres/hora, estendendo o recebimento de cargas em três turnos. Informou ainda que está em negociação com um fabricante alemão, de um equipamento chamado MHC  que irá movimentar 25 contêineres por hora, e que adquirirá também portainer de um Terminal Portuário de Hamburgo e, conseguindo esses dois equipamentos, vai ter condição de movimentar 50 contêineres por hora no Porto de Vila do Conde, significando que esse Porto está inserido no contexto brasileiro como um porto moderno. O Conselheiro Danilo Remor, parabenizou o esforço do Conselheiro Paulo Brandão, que ganhou a Concorrência e acertadamente está fazendo as obras no porto de Vila do Conde. Informou que para os exportadores/importadores sem dúvida essa vai ser a solução, e a indústria só tem a agradecer, uma vez que o que se verifica é que a produtividade lá é muito boa, levando em conta as condições hoje existentes, onde ainda não tem um terminal pronto, viabilizando muito o porto de Belém, que vai se tornar mais valorizado depois que o Porto de Vila do Conde captar mais carga, criando, inclusive, uma situação de aumento de demanda de carga tanto em Belém como em Vila do Conde. Observou que a carga existe, porém o que precisa é colocar para os usuários mais confiabilidade, mais tranqüilidade e competitividade. O Conselheiro Pelágio Carvalho questionou qual o planejamento e posicionamento da CDP sobre o congestionamento de cargas no Porto de Vila do Conde, uma vez que hoje existem navios com fertilizantes que passam uma média de 6 a 8 dias para descarregar, e como será o procedimento em Vila do Conde. Informou também que hoje em Vila do Conde existem dois berços preferenciais da ALBRAS/ALUNORTE, parecendo que foi assinado outro acordo dando também como preferencial o berço 201 para a ALUNORTE. Pela projeção do Conselheiro Paulo Brandão, inicialmente se receberá seis navios por mês já nesse primeiro momento, então já estará com as cargas congestionadas. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas também parabenizou o Conselheiro Paulo Brandão, dizendo que a CDP está muito satisfeita, sabendo que o Terminal em Vila do Conde será muito importante e fundamental para o Estado, e que Vila do Conde não concorre com Belém. Informou que a previsão de aumento em Vila do Conde é um fato e que a CDP tem, rapidamente, até no PDZ está previsto, que verificar de que maneira vai atender melhor. Na sua opinião o TGL não deveria ser construído onde ele está hoje, deveria ser um pouco mais afastado, porque se limitou a expansão que acha altamente necessária. Informou ainda que a CDP vai ter que encontrar uma solução, uma vez que a previsão é o aumento da movimentação de carga, principalmente quando estiver pronto, e de alguma maneira será feita essa ampliação para atender essa demanda. O Conselheiro Pelágio Carvalho demonstrou preocupação com a priorização do berço 201 para Alunorte, com as questões de operações de fertilizantes, porque hoje um navio em Vila do Conde, operando 26 mil toneladas de alumínio, irá passar três dias lá. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas, informou que o contrato de prioridade com a ALUNORTE já existia e não foi modificado absolutamente em nada e tem que ser cumprido, até porque essa ampliação de Vila do Conde foi bancada pela ALUNORTE. O Conselheiro, Kleber Menezes, esclareceu que fez parte da negociação com a ALBRÁS/ALUNORTE e afirmou não existir nenhuma prioridade para as cargas dessas Empresas, o que existe é prioridade para alguns tipos de cargas e elas estão restritas integralmente ao Píer 1 e ao TGL, que são os Píeres 501 e 502. Solicitou ao DIRGEP que colocasse à disposição dos Conselheiros do CAP a cópia do Contrato que foi assinado para que isso fosse confirmado. O Conselheiro Marcelino informou que hoje a Taxa de Ocupação naquele berço é de 20% e o que movimentam lá é alumínio, fertilizante e carga geral, não sendo necessária essa preocupação.

 

3.3 –

 

Relatos da Comissão Permanente de Acidente de Trabalho nos portos da CDP. O Conselheiro Edivaldo Batalha deu conhecimento ao CAP do Relatório das medidas efetivas adotadas que já estão ocorrendo e informou que o Plano de Segurança está sendo bem encaminhado, sendo providenciada a troca de uniformes, principalmente do estivador, que o material utilizado foi todo trocado por outros mais eficientes e de boa qualidade. Informou que o Grupo de Ação esteve no Porto de  Vila do Conde para fazer um levantamento da situação. Observou que o Plano de Ação é uma coisa inovadora, e que os portos precisam ser modernizados, principalmente na questão da segurança, sendo fundamental esse acompanhamento. O Conselheiro Pelágio Carvalho lembrou que na última reunião do CAP foi solicitado um levantamento para conhecimento dos Conselheiros, e se observa que nas operações realizadas nos portos organizados, 5% do valor financeiro pago por essas operações são retidos no Fundo Nacional de Educação e outros 2,5% para o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo, que são destinados para treinamento dos trabalhadores avulsos. De 1997 até 2003, foi recolhido para esse Fundo R$2.851.000,00 e retornou R$230.000,00 para treinamento, sendo nesse período ofertadas 842 vagas, cujo responsável é o DPC. Informou ainda que para este ano tem reservadas 141 vagas para treinamento, com uma verba de R$60.000,00, como retorno do que foi recolhido no exercício de 2003, e como se vê a relação do que recolhe e o que retorna é realmente irrisória, e que embora sejam recolhidos para fundos federais, o dinheiro não retorna como treinamento, então a DRT autua o OGMO por não ter feito o treinamento, chegando até numa situação de tantas autuações da DRT que está praticamente inviabilizando a gestão do OGMO. O Conselheiro Edivaldo Batalha colocou que essa questão do treinamento é fundamental para a questão da segurança, uma vez que se deve ter operadores eficientes para o bom funcionamento do Porto, dando como exemplo os operadores que fizeram o Curso de Ponte Rolante, em Vitória, e hoje são excelentes operadores. Considera que essa questão da DRT somente multar seja uma atitude arbitrária e insensível, não podendo simplesmente ignorar a legislação, ela deve analisá-la como um todo. Informou que eles não tem gostado do tratamento dispensado pela atual delegada nessas questões, onde pedem reunião e ela não os atende, ficando estes à mercê da arbitrariedade dos fiscais da DRT. O Conselheiro Kleber Menezes, informou que essa questão do ensino profissional marítimo, na ocasião em que ela foi discutida caberia, e é uma das incumbências do CAP, instituir em cada porto organizado o Centro de Treinamento Profissional Portuário. Observou que na ocasião, foi discutida no CAP uma eventual autonomia, até pela distância que se tem dos grandes centros de formação, e de que esse centro fosse estabelecido aqui em Belém, com a participação do SINDOPAR, do OGMO, dos trabalhadores e que esse Centro fosse autônomo e receptor dos recursos destinados dentro da área operacional dos portos, para que ele, dentro de sua forma, até mesmo recrutando profissionais que tenham mais especialidades em outros centros,  pudessem vir aqui e treinar essa mão-de-obra, porém esse posicionamento foi superado por uma doutrina que estava se estabelecendo nos grandes portos brasileiros, que acabou efetivamente outorgando ao DPC, até porque se sabe que no Rio de janeiro e aqui em Belém tem o centro como o CIABA e o CIAGA, com uma estrutura completa. Informou ainda que existe uma Deliberação no 02/98, que cria o Centro de Treinamento Profissional do Trabalhador Portuário no Estado do Pará, e que instituiu o CIABA como o nosso Centro de Treinamento Profissional do Trabalhador Portuário, devendo então a ele que carreiam todos esses recursos. O Conselheiro Paulo Brandão esclareceu que o CAP autorizou ao OGMO a assinar um Convênio com o CIABA, porém não se sabe se a DRT aceita que os diplomas dos cursos ministrados por outras Instituições sejam concedidos, como por exemplo pelo SESI/SENAI, ou se tem que ser pelo CIABA. O Conselheiro Kleber Menezes, sugeriu que o SINDOPAR ou o OGMO faça uma pesquisa dessa legislação, uma vez que até pelo que foi colocado pelo Conselheiro Pelágio talvez seja chegado o momento de se buscar uma independência e se ter aqui em Belém esse mesmo Centro com trabalhadores, com o Conselho de Supervisão do OGMO gerando isso. O Conselheiro Pelágio Carvalho, informou que foi feita uma consulta ao Comandante do CIABA e ele falou que a DPC poderia credenciar alguma instituição de ensino ou de treinamento, desde que se apresentassem os currículos dos docentes, etc., poderia se credenciar e fazer aqui em Belém. O Conselheiro Paulo Brandão informou que a Federação Nacional dos Operadores Portuários – FENOP fez uma reunião e convocou alguns Deputados Federais dos Estados de São Paulo, Paraná e outros Estados, tentando modificar essa contribuição, fazendo uma Lei para que esse dinheiro seja transferido para o OGMO e este seja responsável pela elaboração dos cursos. O Conselheiro Pelágio Carvalho, sugeriu que fosse pesquisada melhor a legislação e na próxima reunião, se fosse trazido o melhor encaminhamento.

 

3.4

 

Estágio em se encontra a implantação do ISPS-CODE nos portos da CDP.  O Diretor de Gestão Portuária, Nelson Simas, informou que já foi aprovado o Estudo de Avaliação de Risco na CESPORTOS e que na reunião de Vitória, foi aprovado também na CONPORTOS. Informou também que já foi contratada a empresa para fazer o Plano de Segurança e o Estudo de Avaliação de Risco, por valores baixos. Informou ainda que para que para que o Plano da CDP seja aprovado sem restrições, é importante que os terminais privativos, existentes na área do porto organizado, também estejam com os seus planos aprovados e, ou pelo menos o Estudo de Avaliação  de Risco, e para isso, a CDP já enviou correspondência a todos eles para agilizarem e a atentarem para o prazo. Na sua opinião, não deve haver problemas, uma vez que a CDP vem fazendo o que é necessário e tudo deverá estar pronto até 01.7.2004, que é o prazo estipulado. O Inspetor da Receita Marcus Aurélio Antunes, observou que a preocupação deve ser redobrada, uma vez que, para que o Plano de Avaliação dos Portos da CDP, fosse aprovado, foram necessárias quatro reuniões da CESPORTOS, e cada vez que ele era avaliado, tinha que refazer alguma parte. Observou também, na avaliação da CESPORTOS, que tiveram que fazer uma série de ajustes no trabalho confeccionado pela empresa contratada pela CDP e sabem que ela será a mesma que elaborará o Plano de Segurança, e que espera que haja uma melhoria na qualidade do trabalho, para que de fato não se tenha nenhum problema, sugerindo que haja um acompanhamento mais próximo da Autoridade Portuária nesse sentido, uma vez que a expectativa é quando o trabalho retomar para aprovação da CESPORTOS, do Plano propriamente dito, não se tenha mais os problemas que ocorreram. Informou que receberam a visita do Coordenador da Receita Federal, Dr. Medina, que resolveu criar uma Comissão para fazer uma interação do papel que a Receita Federal exerce em relação ao ISPS CODE e vinculado isto às próprias normais atuais de alfandegamento que a Receita Federal tem, no sentido de corrigí-las e flexibilizá-las, sendo essa Comissão composta de seus auditores com larga experiência na área portuária. O Conselheiro Marcelino Cavalcante informou que é uma preocupação dos empresários em nível nacional com esse Plano de Segurança e, numa reunião com o Dr. Paulo de Tarso, Diretor do Departamento de Portos e juntamente com o Ministro dos Transportes, ficaram estabelecidas algumas datas sobre o Plano de Segurança, que estivesse implantado em todas as Companhias Docas até o dia 20.3.2004, porque em 20.5.2004, o Ministro já quer estar com todos os Planos prontos, para  em 01.6.2004, poder enviá-los para certificação internacional. Com esses novos prazos e com o Estudo de Avaliação de Risco já aprovado, questionou o Diretor de Gestão Portuária sobre qual o prazo previsto pela CDP para implantação do Plano propriamente dito. O Diretor de Gestão Portuária Nelson Simas informou que, concomitantemente, quando foi aprovado na CESPORTOS, já houve a contratação da empresa para elaboração de Segurança, e foi dado o prazo de trinta dias para entrega do trabalho, que cairá justamente em 30.03.2004, porém, independentemente desse prazo, algumas medidas que serão necessárias e já estão sendo implantadas como a instalação da segurança eletrônica. Informou ainda que o Plano de Segurança vai estar pronto no prazo e as principais medidas já estão sendo executadas.

 

3.5

 

O Conselheiro Gabriel Gasparetto, informou que no Informativo CDP deste mês, fala que houve nos dias 05 e 06.02.2004, o VI Encontro de Administradores e Gerentes dos Portos da CDP, e diz que o Diretor Nélson Simas, apresentou o PDZ dos Portos da CDP. Questionou ao referido Diretor se o novo PDZ foi apresentado antes do CAP, nessa reunião. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas, informou que o que foi apresentado foi um power point mostrando as diretrizes estratégicas do que a CDP está querendo no novo PDZ, e que estava sendo encaminhado ao CAP para aprovação. Informou ainda que foi apenas uma questão de semântica da Jornalista. O Conselheiro Gabriel Gasparetto,  informou que isso só corrobora o que ele disse quando estavam no fórum da reunião do CAP ou seja, que a CDP fala que são diretrizes estratégicas no CAP, e quando se dirige a qualquer público que não seja o CAP, ela fala como PDZ, não deixando isso claro, dando a impressão de que o PDZ já está aprovado, porque o Informativo foi escrito pela CDP.

 

3.6 -

O Conselheiro Edvaldo Batalha, fez a leitura da Carta que foi endereçada aos Usuários pelo Sindicato dos Estivadores e Trabalhadores em Estiva e Minérios do Estado do Pará (SETEMEP), encaminhando o Relatório de medidas efetivas adotadas pelo OGMO/SESSTP, com relação a questão de segurança do trabalho portuário, sendo decidido juntamente com a DRT, em função do acidente que houve na Av. Marechal Hermes. Ressaltou sobre a importância dos Órgãos intervenientes, mas que os trabalhadores também tem a sua importância porque trabalham no porto. Informou ainda que isso foi feito para que seja feita uma análise melhor, e se busque uma solução para os problemas de determinadas funções no Porto. O Diretor de Gestão Portuária da CDP, Nélson Simas, informou estar de acordo, prometendo que a CDP estudará uma melhor solução para o problema que foi tomada pela parte operacional, e a DRT, por uma questão de segurança, que as vias que eram somente de carros, hoje está transitando carga. O Administrador do Porto de Belém, Pedro Paulo Amaral, informou que sobre a questão dos veículos pequenos dentro do porto, tem mantido reuniões com a Alfândega e DRT, tendo passado essa questão para a Diretoria. Informou que houve uma Notificação para que a CDP tivesse as vias de acesso de veículos leves e veículos pesados distintos, e como no porto de Belém o problema é a questão de espaço, não há local para que ele possa determinar que haja esse tipo de trânsito de veículos. Informou que já vinha estudando com o Supervisor da Guarda Portuária sobre a situação, de como poderia se resolver da melhor maneira possível, sendo difícil arranjar uma via distinta para isso. Informou ter ainda a questão da segurança, sendo começado pelo Pátio de Contêineres, porque a CDP está providenciando a nova área que a Alfândega vai utilizar fora do pátio porque ela não quer ficar dentro do Pátio, então o acesso de veículos pequenos começou a ser proibido no Pátio de Contêineres, onde só entra os operacionais, depois teve que ser expandido no porto como um todo. Observou que embora as pessoas tenham que andar mais e que, por isso, essas medidas não satisfaçam num primeiro momento, não vê outra solução para o Porto de Belém, achando que foi bem mais benéfica, uma vez que as pessoas podem se movimentar com mais tranqüilidade pelo porto e o risco de acidente ficou bem menor, quase zero no que diz respeito a isso, porém não descartou que outras possibilidades possam ser discutidas.

 

4 -

ASSUNTOS GERAIS

 

4.1 -

 

Atualização do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento dos Portos de Belém, Miramar, Sotave e Vila do Conde. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas, solicitou 30 (trinta) dias de prorrogação do prazo para que seja concluído o trabalho para ser apresentado ao CAP para que o mesmo possa fazer a sua análise, dando prosseguimento ao que foi colocado na reunião extraordinária, vai ser enviado um CD e um Sumário Executivo para análise e posterior votação. O Sr. Presidente concedeu a prorrogação de 30 (trinta) dias.

 

4.2 -

O Conselheiro Gabriel Gasparetto, observou que, ainda na reunião do Administradores e Gerentes dos Portos da CDP, e no IDP diz que os Administradores apresentaram relatórios de cada um de seus portos. Solicitou acesso aos relatórios que são da abrangência do CAP de Belém, Vila do Conde e Santarém, onde imagina que os Administradores estejam relacionando pontos positivos e negativos, sendo do interesse do CAP ter um resumo para ser discutido, uma vez que são assuntos que estão sendo tratados no CAP.

 

4.3 -

O Conselheiro Kleber Menezes solicitou à Autoridade Portuária que ultime a atualização do link do CAP na home page, pois gostaria de vir preparado para a reunião, uma vez que tentou capturar na referida página a última Ata do CAP, e a que lá se encontra é de agosto/2003. Solicitou que o Setor de Informática da Empresa fosse mais célere na atualização do site para que se possa fazer as consultas necessárias. O Conselheiro Gabriel Gasparetto,  concordou com o Conselheiro Kleber Menezes, e solicitou que, uma vez assinada a Ata numa reunião anterior, que ela esteja disponível no site para consulta, dentro de, no máximo, uma semana. Solicitou ainda que fique registrado em Ata uma recomendação do CAP para que a Administração Portuária proceda a disponibilização das Atas no site da CDP, até uma semana após a sua aprovação. O Diretor de Gestão Nélson Simas,  informou que isso será providenciado imediatamente via on-line.

 

5  -

ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS

Ao encerrar os trabalhos, o Sr. Presidente agradeceu a presença de todos e informou que a próxima reunião realizar-se-á no dia 30.03.2004.  Nada mais havendo a tratar,  eu, DÉBORA SALES LOBATO, lavrei a presente Ata, que lida e aprovada, foi  assinada por mim e pelos Conselheiros. Belém, 04  de março de 2004.

 

 

 

 

ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO

Presidente

 

 

 

KLEBER FERREIRA DE MENEZES

Membro

 

 

 

JOSÉ ANDRADE RAIOL

Membro

 

CONTINUAÇÃO DA ATA DA 86a REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM

 

 

 

MARIA DO SOCORRO PIRÂMIDES SOARES

Membro

 

 

 

LUIZ IVAN JANAÚ BARBOSA

Membro

 

 

 

 

MARCELINO CAVALCANTE DA SILVA NETO

Membro

 

 

 

PELÁGIO ARAÚJO DE CARVALHO

Membro

 

 

 

EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA

Membro

 

 

 

RAIMUNDO NONATO DOS SANTOS FILHO

Membro

 

 

 

 

CONTINUAÇÃO DA ATA DA 86a REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM

 

 

 

OLÍVIO SOUZA DA COSTA

Membro

 

 

 

GERALDO MAGELA GOMES

Membro

 

 

 

GABRIEL DA SILVEIRA GASPARETTO

Membro

 

 

 

DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR

Membro

 

 

 

ELIAS SALAME DA SILVA

Membro

 

 

 

PAULO ROBERTO BRANDÃO

Membro