ATA DA 8a REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO
CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM
Data: 08.10.2004
Hora : 9 h
Local : Auditório da Companhia Docas do Pará - CDP
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PRESENÇAS: AUSÊNCIAS JUSTIFICADAS: |
ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO –
Representante do Governo Federal, KLEBER FERREIRA DE MENEZES –
Suplente do Representante do Governo do Estado, MARIA DO SOCORRO PIRAMIDES
SOARES – Representante da Administração do Porto, LUIZ IVAN JANAÚ BARBOSA – Representante dos Armadores, MARCELINO CAVALCANTE DA SILVA NETO – Representante dos Titulares de
Instalações Portuárias Privadas,
RICARDO MEDINA VIANA e FRANCISCO
HERMÓGENES DE OLIVEIRA PESSOA – Representante dos Demais Operadores
Portuários, EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA - Representantes dos
Trabalhadores Portuários Avulsos, CARLOS
ALBERTO DA SILVA LEÃO, AILTON
ABADESSA DA SILVA – Representantes dos Demais Trabalhadores
Portuários, GABRIEL DA SILVEIRA
GASPARETTO e GERALDO MAGELA GOMES – Representantes
dos Exportadores e Importadores de Mercadorias, DANILO OLIVO CARLOTTO
REMOR – Representante dos Proprietários e Consignatários de
Mercadorias, PAULO ROBERTO BRANDÃO – Representante dos Terminais
Retroportuários. Como convidados,
os Srs. Marcus Aurélio Caldeira Antunes – Inspetor da Receita Federal,
Nelson Pontes Simas – Diretor de Gestão Portuária da CDP e Ademir
Galvão Andrade – Diretor Presidente da CDP. MARTINHO CÂNDIDO VELLOSO DOS SANTOS,
JOSÉ ANDRADE RAIOL e ROBERTO SEIXAS SIMÕES . |
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2– |
ORDEM DO DIA: |
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2.1 - |
Carta DIRPRE n0
313/2004, de 09.8.2004. Análise das Propostas de Atualização do
Plano de Desenvolvimento e Zoneamento: |
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Terminal de Miramar; |
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Terminal do Outeiro; |
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Porto de Vila do Conde; |
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Porto de Santarém. |
A
Conselheira Socorro Pirâmides pediu para o Consultor Petrônio Magalhães
que foi contratado para fundamentar
mais os estudos e para fazer a apresentação conforme está na pauta. Salientou
que é importante destacar que vão se no PDZ conforme Carta encaminhada a todos
os Conselheiros e bem como aos Planos para os Terminais de Miramar, Outeiro e
os Portos de Vila do Conde e Santarém,
ficando para os próximos sessenta dias o do Porto de Belém. Em seguida
passou a palavra ao Consultor para que ele apresentasse as propostas. O Sr. Petrônio
Magalhães informou que é Consultor
da Empresa PETCON, que foi contratada pela CDP para auxiliar na proposta de
atualização dos Planos Diretores dos Portos do Pará, e que após muitas
discussões que ocorreram à apresentação dos estudos, trouxe ao conhecimento de
todos para discussão e aprovação a Atualização dos Planos Diretores de Vila do
Conde, Santarém e parte do PDZ de Belém que se refere aos Terminais de Outeiro e Miramar. Informou ainda que, na
verdade apresentará será uma serie de desenhos comparativos entre o PDZ atual
que está vigendo e a proposta de atualização. Com relação ao TERMINAL DE MIRAMAR , informou que no
PDZ atual não ocorreu uma definição de zonas, as áreas estão indicadas, só há
edificações existentes sob os objetos mostrados nos desenhos, não havendo uma
definição dos espaços do porto, e o que propondo uma zonificaçao, que é dentro do que atualmente existe lá, de vez
que não há nenhuma indicação de interesse e grandes investimentos. Informou
ainda que existem a Zona de Embarque e Descarga de Graneis Líquidos e Sólidos, Zonas de Parques de Estocagem de
Granéis Líquidos e Sólidos, Zona de Habitações Funcionais e Zona de Interesse
Portuário, e que portanto, não há nenhuma novidade senão colocação de apelidos nas diversas áreas que o Terminal dispõe. O
Conselheiro Kleber Menezes observou que no caso de Miramar, só existe
uma coisa que lhe causou uma certa preocupação, e que não sabe se não entendeu
bem, onde não está apresentado pelo Consultor, mas no material que foi
encaminhado via e-mail existia alguma coisa como a caracterização e a
consolidação da Zona Residencial do Terminal, e dentro do que foi mencionado
pelo Consultor está retirada a construção do píer 3, uma mudança muito
significativa que não foi referenciada, porque no PDZ atual e aprovado, existe
um píer 3, e não está constando. Esclareceu que, na verdade, essas habitações
foram mantidas porque a Autoridade Portuária evidenciou ao Governo Federal que
essa seria uma área indispensável para uma potencial expansão da área do
terminal de inflamável, então as casas foram mantidas porque na testada
principal de água daquelas habitações iria ser construído o píer 3 essa foi a
única razão da manutenção e que a manutenção da área residencial, efetiva e definitiva que está sendo proposto
no PDZ no local daquele, na sua opinião é um grande equivoco, como também a
retirada desse píer 3 do Terminal. Perguntou se no estudo feito pela
Consultoria houve algum indicativo, porque confessa que não viu na Memória de Cálculo, nada que evidenciasse
a necessidade de alguma forma caracterizar que aquele Terminal estaria fadado a
manter-se com os mesmos berços de atracação atualmente existentes. O Consultor Petrônio
Magalhães informou que os estudos que foram feitos demonstraram que os
berços existentes são suficientes para atender, a demanda atual e a projetada
com tranqüilidade, sendo as áreas de tancagem de derivados de petróleo estando
hoje sub-utilizadas, e que há grande espaço para eventual localização de outros
berços e de outras áreas de estocagem e a possibilidade de melhorias
operacionais que aumentem a produtividade e, portanto, aumentem a capacidade de
descarga dos berços. Informou também que a eventual construção de um terceiro
berço, que não pode ser afastada definitivamente, mas que não é proposta no
PDZ, precisando que essa questão fique bem clara, porque enquanto nos terminais
de carga geral e contêiner se pode chegar e fazer pesquisa de demanda e da área
econômica, nos terminais de carga especializadas a proposição de novos
terminais decorre de demandas especificas, há um empreendimento industrial que
ali vai se localizar e partir disso pode se desenvolver. Quanto a área
habitacional, informou que ela é uma zona que não diria inadequada porque não
sabe qual será o futuro do Terminal de Miramar, porque quando foi construído
foi construído no local muito aprazível fizeram as residências lá em função
dessa condição maravilhosa nos idos de 1913, quando o Porto de Belém começou a
operar, então hoje a cidade já circunda o porto de Belém e se tem avenidas
importantes cruzando o Terminal de Miramar, e essa zona ela tem uma vocação
habitacional inequívoca então trata-se de reconhecer essa vocação em virtude da
desnecessidade de comprometê-la, com empreendimentos portuários, só que há
outras áreas muitos grandes que também poderão ser usada no futuro para o
desenvolvimento portuário, e em termos de demandas existentes não há
necessidade nem do terceiro berço e nem de mexer nessa zona de habitações
funcionais. O Conselheiro Kleber Menezes informou que essa preocupação, é naquela ocasião em que o Dr. Petrônio inclusive era o Consultor, eles haviam
chegado a essa mesma conclusão que se chegou e agora, acreditando até que
reforça muito mais em relação a consolidação do TGL no porto de Vila do Conde
bem como essa decisão da TRANSPETRO de levar as suas operações para o Terminal
do Outeiro. Observou que a questão naquela ocasião, de colocar dizendo até com
sentimento corporativo, em deixar um potencial futuro já que não se sabe o que
vai ser, pelo menos que se deixe o que já está, ou seja, que seja preservado
aquilo que foi a grande motivação para deixar aquela área habitacional, porque
com essa imagem que está apresentando é um pouco falsa porque não representa a
verdadeira realidade daquela zona, uma vez que logo abaixo da área das casas
existe um píer operacional e muito operacional, que é o píer da PETROAMAZOM,
quando poderia se presumir que toda a área de baixo, ou seja, terminou o píer 2
já teria condições de começar as áreas residenciais, onde tem o limite
ELETRONORTE, existe o Terminal da PETROAMAZOM que hoje é o terminal mais
movimentado que tem em Miramar, com dezenas de balsas operando, com tanques de
combustíveis adjacentes às residências. Informou que na verdade, quando foi
operacionalizado esse Terminal houve muita discussão com a PETROAMAZOM, e quase
que a Diretoria anterior foi forçada a retirar essas casas porque está dentro
de uma área portuária, e querer definir como Terminal de Miramar, sendo área do
porto organizado de Belém, portanto esse Terminal está convenientemente e
adequadamente localizado e operacional, então se retira esse píer ou pelo menos
a uma proposição de no futuro se tirar esse píer, se caracteriza a inadequação
da manutenção dessa zona de habitações funcionais dentro de uma área de
inflamáveis, dentro de área de risco, podendo trazer muitos transtornos, porque
se tem tanta coisa importante para discutir, essa discussão ele diria que é
secundaria, então porque não se manter isso até para justificar as casas,
porque se retira isso ele é proposição que as casas estão erradas, porque estão
no meio da área operacional portuária. O Consultor Petrônio Magalhães informou
que já está colocado, não há nenhuma sugestão de retirar isso. O Inspetor da
Receita Federal Marcus Aurélio Antunes sugeriu que dentro dessa
discussão de zona habitacional, por exemplo no ISPS CODE, a discussão de risco
que se tem nos portos, no entorno de Belém, com certeza absoluta é Miramar o
que é o ponto de risco máximo, se pensando em agregar uma idéia de expansão de
atividade de habitação mais urbana, está se potencializando esse risco, e na
sua opinião não seria prudente pensar desta forma, como há espaços bem
significativos e até pensando numa divisão mais social que a própria Empresa
poderia dar para comunidade, transformar essas áreas que ainda estão ociosas em
espaços de lazer e esportes para utilização da própria comunidade, então se
elimina a condição de agregação de risco e não deixa de dar uma definição para
elas em termos de idéias. O Consultor Petrônio Magalhães informou que o
risco em que está submetida essa área, não é bem o risco do que se preocupa que
o foco principal do ISPS CODE, sendo claro quem uma zona onde tem tanques de
combustíveis há uma preocupação com relação aos aspectos de segurança que está
voltada, onde estão indicando os berços e as áreas de estocagem à proximidade
da zona de habitações funcionais não são consideradas perigosas assim os
tanques todos tem que obedecer as normas técnicas rigorosas com respeito a
proteção contra vazamento e ao ingresso de pessoas e que antes das restrições
do ISPS CODE, já existiam restrições sérias por causa do trânsito de pessoas, o
PDZ não está dizendo que essa zona é somente para habitações, indica que essa
zona que tem uma vocação para habitações funcionais e que é reconhecida
atualmente e que há espaços para o desenvolvimento de Terminais de Granéis
Líquidos e eventualmente sólidos, como por exemplo o cimento na outra direção,
sem prejuízo do desenvolvimento portuário e que há bastante área de expansão, e
que não há nenhum projeto na CDP para investimentos nessa área que não
sejam de manutenção, não há demanda de
grandes obras e grandes ocupações nesse espaço, apenas se dá uma primeira
indicação que antes não existia, de que os espaços deveriam se organizar dessa
forma. Informou que vão repensar a questão do píer 3 e trazer uma outra
sugestão. Quanto ao TERMINAL DE OUTEIRO
informou que essa proposta em que a definição de que toda área existente deverá
estar zoneada e vocacionada para instalação de terminais de granéis, reconhece
que as estruturas de píer existentes tem despertado interesse de investidores
na montagem de granéis sólidos, e que todos eles se propõem a montar terminais
com seus próprios recursos, a partir de processos licitatórios como a lei
prevê, a montar projetos para movimentação de cavaco de madeira, movimentação
de cimento, de trigo e inclusive de soja e derivados de petróleo, e entre
outros, tendo então esses interesses se manifestados de forma muito
preliminares, não tendo a definição dos tamanhos de navios que serão utilizados
em cada projeto, qual será a movimentação anual, qual será o tamanho de
carregamento etc, condições que seriam fundamentais para definir o espaço de
cada um ou seja, se vai até aqui definir a zona, porque todas as bases de tanques
são do projeto antigo que está indicado como existente, e toda área seria
dedicada para instalação de terminais de granéis, e que o espaço para cada um
terminal terá que ser alocado a partir das demandas específicas e cada um dos
interessados vai apresentar o seu projeto estando previsto no PDZ que todo esse
espaço dedicado a terminais de granéis líquidos ou sólidos, há uma área de
expansão futura que não tem conflito ambiental na sua utilização, e a
possibilidade indicada de se fazer um píer 03
com tubovias, um píer mais leve, sem necessidade de pontes, com acesso
para veículos leves, para um parque de tanques que ainda não está definido se é na área existente ou
na área de expansão futura, dependendo muito do projeto que vier a ser
apresentado e como o empresário privado pretende chegar e montar o projeto.
Informou que há também a sugestão de via de acesso dos terminais feito por um
lado e as tobovias e transportadores serem do outro lado do projeto das áreas.
O Conselheiro Carlos Alberto Leão observou que ficou acordado na reunião
extraordinária do CAP lá no Outeiro, com a Comunidade, a questão da área
interna para o estacionamento de carretas por conta de não ter no Terminal do
Outeiro, a questão da logística do porto, e apontar no PDZ a questão das pontes
e da via expressa ao porto, e que seja incluído como área de expansão do porto,
e o outro lado da BL (Rodovia Municipal) chegando até ao Rio Maguari, uma vez
que a via BL ficaria com uma via interna do porto e que hoje essa área está
toda ocupada por habitação. Observou também com relação ao nome, onde CAP desde
a reunião realizada em Vila do Conde, sugere que mude para Outeiro, porque a
Comunidade diz que a lembrança da Sotave é muito ruim pelo o que representou a
Sotave para Comunidade, tendo então uma argumentação de que o Terminal já é
conhecido pela sua história, entendo então que teria que ser o contrário, teria
que ser Terminal do Outeiro. O Conselheiro Gabriel Gasparetto informou
que sobre a sugestão que a Comunidade fez, e que o Conselheiro Carlos Alberto
Leão comentou porque não foi desenhado onde seria o estacionamento, isso
decorreu há trinta dias atrás não tendo chegado ao seu conhecimento do Dr.
Petrônio para trazer um croqui onde
seria a área mais indicada para o estacionamento de carreta, e que nas
utilizações aqui não viu mencionado carga geral, por exemplo lá tem o Terminal
sendo muito útil para exportação de carga geral e madeira, mas não está
mencionado carga geral, e sim granéis sólidos e líquidos, cimento, cavaco de
madeira que é uma possibilidade, uma pretensão de uma Empresa, trigo em grãos,
combustíveis líquidos em primeira fase, podendo depois vir a ser soja, como
também não estando claro a carga geral que é o mais importante no momento. Na
sua opinião isso deveria estar claro aqui
também lhe parecendo que também
não haveira contêineres, uma vez que não está mencionado, entendendo que
deveria haver previsão para contêiner, como também que a carga geral tem que
estar prevista como item especifico. Informou ainda que não encontrou nem neste
PDZ e nem nenhuma das outras propostas os levantamentos econômicos e
financeiros, mas somente números relativos a movimentação de cargas, previsão,
expectativa futura, projeções de volume, questionando como se pode avaliar se
um determinado perfil ou tendência é adequada e não sabendo qual o valor
daquilo não se participou da idéia de que o CAP aprove um PDZ ainda que ele
esteja em nível de volume aparentemente bem encaminhado, quanto não se saber
quanto custa aquilo. Informou que precisa saber quanto vai custar e apontar a expectativa das
fontes de recursos para fazer aquilo ao longo do tempo. O Consultor Petrônio
Magalhães continuou, informando que, quanto a utilização de outras áreas,
isso é possível acrescentar indo ao extremo Ilha de Outeiro toda, se dedicar ao
futuro do desenvolvimento do Terminal, mas o que a Consultoria chegou e achou
que era prudente de se fazer nesse instante, era garantir a área existente hoje
mais uma de expansão futura, seguiam definidas as áreas para implantação de terminais
de granéis. Com a parte relativa aos acessos viários, ela é mencionada no
estudo, se for mantido o acesso existente através da ponte do furo do Maguari e
cruzando toda a Ilha do Outeiro, isso vai ser um problema grave que é muito
mais simples e menos impactante para Comunidade que acesso seja feito pelo
prolongamento dessa avenida que dá para uma nova passagem no furo do Maguari,
mais ajusante da ponte e onde existe um serviço de balsa funcionando, e esse
serviço de balsa poderia atender no primeiro momento a essa demanda de
movimentação, e numa segunda fase poderia ser dimensionada e construída uma
ponte dependendo da demanda, e ao que
consta a Comunidade ver com bons olhos a possibilidade dessa ponte, uma vez que
iria facilitar a vida de muita gente pois tem ônibus que fica de um lado e do
outro para poder chegar e fazer essa baldeação nessa passagem. Informou que evidentemente, o aspecto de acesso é
tratado e sugerido que seja resolvido por exemplo com a construção da ponte,
existindo disposições restritivas a isso sim, onde teriam que ser negociadas
com os órgãos ambientais da Prefeitura, etc, evidentemente também se alguma
Empresa quiser construir um empreendimento dela, sem utilizar os terrenos que a
CDP oferta, mas utilizar uma outra área mais à margem da rodovia, ela poderá
fazê-lo não havendo nenhum impedimento, a não ser que a Prefeitura venha a
dizer que essa área destinada a implantação de projetos industriais são 36
hectares mais 41 hectares, e uma área bastante grande para implantação dos
empreendimentos que estão colocados, e na hora da implantação desses
empreendimentos tem a ver com o nível de utilização dos berços que estão
colocados agora que são o píer 1, que pode atender navios de grande porte, e o
píer 2, que é um berço para barcaças, e a possibilidade de um píer 3, e que a
capacidade de movimentação desse berços, estimada grosseiramente, poderá ser
atendida com os espaços de estocagem
que são propostos nessas zonas. Informou ainda que quanto ao problema de
indicação de áreas de estacionamento de carretas, não desenhou essas opções
porque não há definição de que terminais serão especificamente lançados,
evidentemente, na área de cada terminal, tem que ser prevista a área para
estacionamento, pesagem e controle de veículos na área especifica de cada
terminal, não fora da área do terminal, mas também não se pode imaginar que, de
repente se fará uma área de estacionamento para carretas de diversos tipos sem
saber quais são os terminais que vão ser implementados, não há nem como calcular
essas áreas e também tem que se imaginar o aspecto logístico que vai ser
utilizado ou seja, esses caminhões que vão chegar para ser carregado e
descarregados eles vão ter que capacidade de carregamento e descarregamento
disponível para eles, qual é o tempo que seria previsível para que eles fossem
atendidos, então há uma série de elementos que são possíveis de se chegar e
definir no PDZ, isso é querer sair de projeção para previsão, sair da abordagem
mais técnica para uma abordagem mais de pitonisa. Colocou que o terceiro
aspecto é que PDZ, na interpretação da Consultoria que foi discutida com a
equipe da CDP, é como um Plano Diretor de cidade, ele tem como objetivo definir
usos e ocupações dos espaços portuários, então aqui define que uso está previsto
para essa área, é a implantação de terminais de granéis, então se alguém quiser
implantar um terminal para carga geral, esse PDZ diz que não é adequado, não
está se dizendo que não se possa eventualmente como se está fazendo agora,
movimentar carga geral ou contêiner mas está se dizendo que não é adequado para
chegar e indicar que seria uma zona para movimentar carga geral ou terminal, se
teria que prever berços adequados e os berços existentes são extremamente
indicados para movimentação de granéis líquidos e sólidos, e tem diversas
inconveniências para movimentação de carga geral, como por exemplo um trecho da
ponte de pouca largura, onde a largura do píer também trás dificuldade para
manobra de caminhões e também para colocação de manuseio, então a vocação maior
para movimentação de carga geral seria no cais de Belém e em Vila do Conde,
sendo esse o partido adotado pela Consultoria e aprovado até agora pela CDP, e
que traz para apreciação do CAP. Com relação ao levantamento
econômico-financeiro, como é um zoneamento apenas, como é um indicativo das
opções de desenvolvimento e organização do espaço portuário, a viabilidade
econômica dos empreendimentos tem que ser analisada empreendimento por
empreendimento ou seja, um empreendimento de movimentação de cimento, há
disponibilidade de berços, então vai se chegar e analisar a viabilidade
técnica, econômica e financeira do empreendimento de implantação de um terminal
especifico, assim manda a Lei dos Portos e assim a Resolução no
55 da ANTAQ estabelece, que no momento de se chegar e fazer o arrendamento, e
no momento de colocar empreendimentos novos é que esses estudos são feitos e
não no nível do Plano e sim no nível do projeto, então foi por isso que não foi
feito. O Inspetor da Receita Federal Marcus Aurélio Antunes
fez um esclarecimento que acha que está no contexto, onde o Terminal do Outeiro
até hoje foi alfandegado como Terminal Privativo de Uso Misto, e isso significa
privativo exatamente porque não havia, até este momento, o que ocorreu na
semana passada com a edição do Decreto dele ser qualificado como porto
organizado, então agora, a partir da iniciativa da CDP, o que a Receita Federal
vai transformar o Terminal Privativo em Público automaticamente e isso abre a
possibilidade, tanto no aspecto do arrendamento de qualquer área para qualquer
atividade, mas desde que ele foi alfandegado ele possibilita transacionar
qualquer tipo, não havendo restrição nesse sentido. O Conselheiro Gabriel
Gasparetto agradeceu o
esclarecimento do Inspetor e que ainda tem uma dúvida sobre o fato de
transformar em porto publico e passe a permitir que qualquer carga possa ser
embarcada ali, significa que independente que o CAP aprove como PDZ, se alguém quiser embarcar uma carga que não está
prevista e pode só porque o porto é publico, ou só pode aquilo que for aprovado
dentro de um PDZ. Informou que dentro do resumo e na planilha comparativa, está
no último item “proposta definições de áreas especificas para cada terminal, as
quais dependerão das demandas dos interessados”, isso lhe parecendo um pouco
incongruente com o PDZ, porque é Plano de Desenvolvimento e Zoneamento, não
parecendo lógico que se aprove 400.000 m2, que pode ser usado para qualquer coisa e que um
dia se vai ver o que é que se tem que aprovar é exatamente zoneamento para cada
tipo de atividade, se ao correr do tempo se mostrar que isso foi inadequado ou
há uma demanda maior para um tipo de carga, esse PDZ vai ser ajustado, porém se
aprovado um PDZ dizendo que serve para qualquer coisa, mas que não tem área
para nada, não tem área para estacionamento, não tem para terminal disso ou
daquilo, não precisando fazer nada sendo só um porto público não precisando de
PDZ. O Consultor Petrônio Magalhães informou que o primeiro a questão do
porto público, a abertura da Lei 8.630, no seu Art. 1o, diz
que é privilégio da União, diretamente da União ou através de concessionário, a
exploração dos portos organizados, portanto todo porto organizado em sua
plenitude é um porto público, só que no Art. 4o da mesma Lei,
ele trata de definição de dois tipos de instalações, depois que falar que podem
ser arrendadas as instalações do porto organizado, ele diz pode ser arrendado
para dois tipos de uso de público ou uso privativo, desse uso privativo ele
subdivide em privativo misto, ou privativo exclusivo, define que uso privativo
é quando o interessado for o proprietário da carga, para se definir como uso
privativo tem que ter a propriedade isso tem sido motivo de muitas discussões e
a ANTAQ aceita que não seja bem verdade assim, ou seja, o porto em princípio
como é uma propriedade da União, administrado por uma Empresa da União, é um
porto público, cujas áreas poderão ser arrendadas por interessados na forma da
Lei, através de processos licitatórios, mesmo que o interessado seja um só, e não
haja ninguém interessado a participar dessa licitação, no ponto de vista da
competição, mas o processo de contratação de um arrendamento só pode ser feito
de forma pública e a forma pública escolhida pelo legislador foi a licitação.
Quanto a definição de se colocar uma definição para ela foram colocadas áreas
de expansão futura, deixando em aberto para um exame ao longo do tempo, quando
esses espaços começarem a ficar ocupados e demonstrarem ficar insuficientes
para que o PDZ seja atualizado na época oportuna, e que se ao contrário se
definir toda essa área para instalações de terminais de granéis, é uma questão
de decisão do que se pode fazer apenas porque essa área hoje está sob domínio
da CDP, e essa área de expansão futura ainda não está sob o domínio da CDP,
seria uma coisa a chegar e zonear uma área que ainda não é agregada aos
próprios do porto, mas é uma opção chegar e fazer isso, e que ela está zoneada
só não está loteada, e toda zona é destinada para instalação de terminais de
granéis, só que não definidos os lotes a serem destinados a cada um dos
terminais, só não se chegando ao
detalhe de fazer o loteamento de cada um tamanho das unidades comerciais,
industriais e habitacionais que vão acontecer, preferindo propor uma coisa mais
ampla para ser analisada especificamente a partir de cada demanda. O
Conselheiro Gabriel Gasparetto
complementou que a questão do estacionamento, ainda não pode dizer onde
é porque não sabem onde seriam os terminais, porém o problema que se tem hoje
precisa ser resolvido antes de saber
onde vai ter Terminal, porque se tem um acúmulo de carretas ao longo de uma
pequena rodovia que está congestionando o tráfego, com um movimento ainda
pequeno, onde terão que alocar uma área de estacionamento genérico para essas
carretas dentro da área do porto, independente se essa carga é granel sólido,
granel líquido ou carga geral, independente se vai estar ao lado ou não do eventual futuro específico, ela
tem que ser alocada já para não haver congestionamento e não atrapalhar o
trânsito. O Consultor Petrônio Magalhães informou que na situação
presente, o porto não está movimentando granel de natureza nenhuma, está
movimentando madeira, não havendo definição de um terminal de madeira, nem
espaço de estacionamento para veículos de madeira, isso poderia ser analisado e
ser colocado mas que não é a proposição do PDZ, o que ele propõe é que essa área se destine a implantação de
terminais de graneis e os interessados teriam que se manifestar para implantar
os seus empreendimentos nessa área, na forma que está prevista na Lei., só
podendo se manifestar se tiver previsto no PDZ, agora áreas de estacionamentos
vão depender de cada projeto, e nenhum projeto que vier a se implantar deve
deixar de prever no seu desenho áreas para estacionamento, porque quando se
movimenta madeira nas condições que se movimenta no Outeiro, ocorre filas e
elas são decorrentes de que pode ser falta de planejamento operacional, por
parte do operador, como também pode ser por falta de áreas de estocagem
adequada, por procedimentos inadequados e uma série de coisas, sendo delas a
insuficiência de espaço para estacionamento, e se vai pensar em fazer estacionamento porque resolve é equivoco. O
Conselheiro Gabriel Gasparetto informou que na reunião passada que foi
feita especificamente no Terminal do Outeiro, para conhecer e atualizar o
estágio em que ele está, e que houve a participação da Comunidade, e ela
mostrou a preocupação de que as carretas estavam atravancando o tráfego e seja
lá qual seja o processo administrativo que está gerando isso, o fato é que
existe, e que a carga geral de madeira é que está fazendo o Terminal hoje em
dia, então na sua opinião tem que ser
levado em conta dentro desse PDZ, que carga geral de madeira existe e vai
continuar existindo e todos os Conselheiros do
CAP presentes lá, assumiram um compromisso com a Comunidade de tentar
viabilizar a existência do estacionamento, que entendem que procede a
reclamação e que está sendo atravancado o trânsito lá, não lembrando de nenhum Conselheiro discordar
dessa proposição, e nesse sentido e no momento em que o CAP aprovar alguma
coisa, passa ser uma determinação para que se faça uma área de estacionamento
genérico independente da sua sugestão de que não seja adequado, porque agora é
um compromisso de ter uma área para estacionamento, no futuro vai ter o
especifico, quando estiver cada Terminal, mas por enquanto vai ter que ter uma
ao lado da portaria, ou em algum lugar porque é um compromisso que assumimos
com aquela Comunidade. O Consultor Petrônio Magalhães informou que se
trata de um problema operacional imediato, e a CDP poderá eventualmente chegar
e analisar a melhor solução para isso, e o provimento para mais espaço para
estocagem e não dando para dizer assim, a não ser analisando a operação, que pode
ser a burocracia na entrada dos veículos ou pode ser algum outro tipo de
ineficiência que só resolva com o pátio de estocagem. O Diretor de Gestão
Portuária Nelson Simas informou que vai ser feita a área de
estacionamento mas tem a plena certeza, como foi colocado pelo Consultor
Petrônio Magalhães, que vão continuar as filas, mas que vão fazer a área de
estacionamento dentro do Terminal, porém o que acontece hoje é que o pessoal
manda o caminhão para lá sem a carga liberada, sem o despacho feito. A Conselheira
Socorro Pirâmides questionou se nos trabalhos da Agenda Portos de quase
todos os grupo, uma ação que foi priorizada que estão chamando de Centro
Avançado de Controle dos Caminhões, e ao invés de denominar a área primária do
porto para essa espera, estão trabalhando um projeto básico, estando saindo
recursos no sentido de que os caminhões vão fazer a espera no formado, onde vão
sendo chamados através de rádio, vão entrando no Centro Avançado recebem uma
senha e o porto vai convocando, porque ele entra na Portaria faz o procedimento
do ISPS CODE, e faz a sua atividade de carga e descarga, porque a movimentação
de navio depender de escala de navio, dependa da carga e depende do dia,
então pode considerar a área próxima da
Portaria do Terminal para que se tenha uma pequena área para agilizar o
procedimento do ISPS CODE, mais trabalhar o Centro Avançado, a se localizar na
Augusto Montenegro, ou no local mais apropriado para a iniciativa privada
explorar, achando que dentro da área do porto, a área que vai necessitar é de
uma área pequena. O Conselheiro Kleber Menezes com relação a questão do
estacionamento, aduziu que não é uma demanda do setor madeireiro, que hoje é a
única carga firme do porto, mas uma
demanda do porto, porque o derivado de petróleo, cavaco de madeira e o trigo
vão sair através de veículo rodoviário, então a existência do estacionamento é
indispensável, concordando plenamente com a proposição da Conselheira Socorro
Pirâmides, que está em vigor em todos os lugares do mundo, esses Centros Avançados,
longe da área primária, que é uma área nobre e cada vez mais difícil de se
obter. Informou o que se tem é que propor mesmo que seja colocado numa dimensão
pequena, mesmo que atenda no primeiro momento porque isso é uma demanda que tem
que ser dada para Comunidade que os recebeu tão bem, pelo menos uma resposta
que o tempo que eles despenderam com o CAP teve uma produtividade, mesmo que
amanhã seja reformulada hora em esses desejados Centros Avançados venham a se
implementar, achando interessante que
seja uma proposta do PDZ que se manifeste que se fale da luta e da busca por
esse tipo de Centro. Informou ainda que quando o Consultor foi perguntado pelo
Conselheiro Gabriel Gasparetto, porque não houve, dentro do zoneamento, a
locação espacial por empreendimento, a resposta foi muito bem dada quando falou
que para que é o espaço, e quando não se tem fisicamente os empreendimentos se
consolidando, e se começa amarrar aquilo que quanto mais solto ficar melhor,
mas parece não ser essa a verdade, porque na reunião anterior uma das demandas
que o Presidente da CDP mais solicitou ao CAP urgência, foi que fosse aprovado
o PDZ do Terminal do Outeiro, uma vez que existiam inúmeros interessados em
arrendar áreas daquele Terminal para os empreendimento mais diversos, entre eles cavaco de madeira,
derivado de petróleo, cimento etc., então existe o desejo potencial de alguns
empreendimentos e que não fora apenas
isso, recentemente a Autoridade Portuária lançou um Edital na praça de
contratação de Empresas, sítios portuários para implementações desses
arrendamentos, então não pode admitir sob hipótese nenhuma que a Autoridade
Portuária não tenha alocado e não tenha situado dentro da poligonal do Terminal
do Outeiro, onde vai ficar o cimento, o cavaco de madeira e qualquer coisa,
porque é obvio que se for uma linha de desejo não vão criar problemas,
acreditando que a Autoridade Portuária já tenha esse zoneamento e loteamento e
que gostaria de conhecer dentro do PDZ, como também porque não colocar o que já
tem. A Conselheira Socorro Pirâmides informou que por uma questão muito
simples, os estudos da consultoria é da viabilidade, é o que vão definir a
espacialização de uso específico, porque o PDZ está falando que a vocação do
Terminal do Outeiro são de grãos, cavado de madeira, cimento, granéis líquidos
ou outros graneis, porém o estudo da viabilidade econômica que é aquele que
estabelece a real necessidade, que tipo de especialização que o terminal tem
que ter para fazer aquela operação ou a outra, é que define o espaço mais
adequado, achando que as coisas se completam. O Conselheiro Kleber Menezes
observou que na verdade, quando o interessado requer, pelo menos o que leu na
nomenclatura da ANTAQ, a empresa que está sendo contratada pela CDP não é para
fazer um complemento ao PDZ, essa Empresa está sendo contratada porque a ANTAQ
que exigiu que agora, que para todo empreendimento para arrendamento, seja
precedido de uma avaliação da oportunidade econômica do negócio. O Consultor Petrônio
Magalhães a Resolução no 55 da ANTAQ, surgiu para fazer um ordenamento dos
procedimentos de arrendamento, estabelecendo que para fazer os arrendamentos,
antes tem que ter um programa que tem que estar calcado no PDZ ou seja, tem que
está previsto que aquela área é para aqueles tipos de terminais então se faz o
programa e feito isto é que vai se fazer as avaliações, então a ANTAQ não
obriga que se faça loteamentos apenas designe as áreas disponíveis e as suas
vocações de acordo com o PDZ, e o trabalho que está sendo licitado pela CDP certamente
vai ter que ter, no seu conteúdo, o desenvolvimento de um programa de
arrendamento sob pena de avariar um empreendimento que não vão ter um respaldo
de um programa de arrendamento prévio, então as duas coisas vão acontecer ao
mesmo tempo. O Conselheiro Kleber Menezes informou ser essa a sua
indagação, que se algumas Empresas que compraram o Edital e questionaram se a
CDP está fazendo uma licitação para contratar a avaliação do empreendimento mas
os sítios não estão definidos, e o programa de arrendamento da CDP não está
aprovado, não está aprovado como o PDZ não está aprovado, então como a CDP pode
avaliar uma coisa cujo programa que deveria suceder o PDZ que não existe, e se
existe o programa antes do PDZ, que tem alguma coisa, errada a não ser que ela
esteja fazendo isso baseada no PDZ em vigor, só que não acompanhou o Edital
essa definição. O Consultor Petrônio Magalhães informou que a
interpretação que a sua Consultoria fez desse Edital, é que a parte referente
ao Programa de Arrendamento deveria constar da proposta e da metodologia de
trabalho e que vai se trabalhar nessa direção, porém existe o questionamento do
conteúdo do Edital, que está examinado pela Comissão. O Conselheiro Kleber
Menezes colocou que a Consultoria está fazendo a proposição pela CDP do
zoneamento, e que o Consultor está apresentando pela CDP ao CAP, a proposição
que a CDP entende que não é interessante que no zoneamento, no Terminal já
definir essas áreas que estão sendo postas, inclusive, em licitação. O
Consultor Petrônio Magalhães confirmou que é não definir previamente, e
apenas definir no nível de zoneamento e não de loteamento. O Conselheiro Kleber
Menezes observou que foi colocada dentro de uma única poligonal cavaco,
cimento, etc., não houve zoneamento e está confuso. O Consultor Petrônio
Magalhães informou que na sua visão não está assim, e que estão definindo as zonas em toda área, sendo uma
única zona ou seja, todo porto seria destinado para implantação de terminais de
graneis sendo isso que está sendo proposto. Informou ainda que no momento pode
se movimentar o que quiser não tendo nenhum terminal implementado lá no nível
de Plano de Desenvolvimento e Zoneamento, e a vocação definida, a destinação
para esse espaço é que seja destinado para instalação de terminais de graneis,
como não existe essa definição aprovada pelo CAP. O Conselheiro Kleber
Menezes informou que de ver na
poligonal porque é um estudioso da questão, já que a TRANSPETRO e a fábrica de
cimento, já pediram, e para pedir tem que dizer onde quer gostaria que no PDZ e
a Autoridade Portuária já está pondo em licitação, ou pelo menos deseja porque ela concordou que o empreendedor se
situasse onde ele pretende. O Consultor Petrônio Magalhães informou que
ainda nenhum dos pedidos que nós tivemos em mãos durante o estudo define com
precisão o tamanho do navio, tipo de equipamento, etc., são manifestações de
interesse ainda difusos e não poderiam deixar de sê-lo porque Outeiro ainda era
uma promessa de que seria integrado, e só recentemente é que foi integrada a área
do porto organizado de Belém, e como
somente agora pode se pensar nisso, existem empreendedores interessados só que
não entregaram projetos ainda e terão que entregar os projetos para fazer a
avaliação econômica, e que isso só pode
ser feito a partir da manifestação deles, que vai ter que se estudar os
espaços, como vai ser a questão da compatibilidade, o compartilhamento de área
de estacionamento, etc. O Conselheiro Kleber Menezes manifestou sua
decepção pelo grau de incerteza com que o zoneamento está sendo apresentado e
que gostaria de tê-lo visto de outra forma mais clara. O Conselheiro Gabriel
Gasparetto informou que eles tem que avaliar essa questão da interpretação
de zoneamento do Consultor, e só a
definição genérica de que essa área tudo pode ser feito e uma eventual do CAP
que deseja de fato o zoneamento seja algo mais para loteamento para que eu como
um investidor e empresário avalie o interesse as vezes o posicionamento do
zoneamento, do loteamento que o PDZ já tenha autorizado como uma certa
atividade que vai influir o seu desejo, irá se esforçar para apresentar um
projeto e depois a CDP lhe aloca, encosta na rua e no fim, e aí inviabiliza o
projeto que ele achava que ia ficar encostado na área da água isso é
imprescindível para que o investidor avalie o seu interesse e já saber a
delimitação física ou seja, qual é área prevista para atividade dele. O
Consultor Petrônio Magalhães informou que no campo teórico é muito
interessante e no campo objetivo, no funcionamento factual das coisas, ocorre
que o interessado vem apresentar um projeto ele vem fazer o que se chama
negociação, ou seja, ele virá discutir as diversas hipóteses para localização,
pelo menos é o que acontece de forma geral para poder manifestar o seu projeto,
e a equipe de projetista ou consultores que ele eventualmente contratar vem até o ambiente do porto para poder
discutir, isso é um processo natural e normal,
não vendo inconveniente em dizer que essa região toda destina-se a
instalação de terminais de graneis sendo isso é uma questão de visão e que a do
Conselheiro Gabriel Gasparetto é diferente e respeita, se definirem para quatro
ou cinco lotes, fica uma coisa que vai amarrar as dimensões dos projetos que
não se sabe previamente quais são as
definições do processo industrial, se o
que vai ser feito vai chegar a influenciar na definição das instalação como um
todo espaço. O Conselheiro Gabriel
Gasparetto informou que o Consultor tem mais experiência e bons argumentos
talvez se pudesse fazer um meio termo, ou seja se mais para frente o CAP como
um todo entender isso, aprovar em algum momento quando o CAP se julgar
convencido de que as linhas gerais estão adequadas, e as vocações mesmo não
sendo vocações, são reconhecimento de alguma atividade que vão legitimamente
ter direito permanente do uso de carga geral para madeira, então tem que deixar
claro que é imprescindível para um segmento tão importante como é a madeira e o
todo, fica aprovado para essas atividades, legalizou-se o direito das empresas
pleitearem à CDP os interesses que elas tiverem daquelas empresas e setores que
a própria CDP usou como argumento do CAP agilizar uma eventual aprovação como:
cavaco de madeira, cimento, graneis líquidos etc,. aguardando o recebimento
disso e essas Empresas detalham os seus projetos, e a CDP resume aquilo que foi
apresentado e traz de volta no prazo que se abra para o CAP avaliar uma segunda
etapa, em função agora da realidade de interessados de fato querem para x
setores e segmentos e que demandam x espaços de áreas, porém a CDP poderá
apresentar a sugestão dela, de onde vai delimitar, para que o CAP numa segunda
etapa viesse a aprovar o loteamento. O Consultor Petrônio Magalhães informou
que o que vai acontecer é exatamente isso, ou seja, uma coisa é dizer que
manifestem interesse nessa área para isso manifestou interesse, esse processo
tem que passar por algum momento pelo CAP,
porque vai ter que aprovar o arrendamento, e esses aspectos todos vão
ter que ser negociados com o CAP não sendo uma questão de vontade autoritária
que vai prevalecer. O Conselheiro Carlos Alberto Leão concordou com as
colocações feita pelo Conselheiro Gabriel Gasparetto, porque tem muita
indefinição com relação ao Porto do Outeiro, a logística do porto, que envolve
desde da Eclusa quando se pensa em graneis, e que então diante dessas
indefinições a sua sugestão é
exatamente essa de se aprovar dentro do conceito que foi colocado, tentando atender o que foi discutido na
reunião no Outeiro, e logicamente quando tiver o programa, o projeto, mais
especifico, isso vem para o CAP. O Conselheiro Kleber Menezes reafirmou
que, na verdade, a sua aprovação a essa sua proposição, estará condicionada aquilo que de alguma
forma o que foi aventado na reunião os arrendamentos na medida em que eles
forem surgindo eles venham para deliberação do CAP, porque estando dentro do
PDZ regimentalmente pela Lei dos Portos não tem porque ser submetido ao CAP
cada processo de arrendamento, no momento em que está dentro do PDZ o
interessado requer à Autoridade Portuária que põe em licitação, só havendo
submissão ao CAP no caso de ele não cumprir o prazo regimental de trinta dias,
daí cabendo ao interessado o direito de recorrer ao CAP. Solicitou que ficasse
caracterizado, sugerindo que seja colocado em votação a indefinição de loteamento
ou seja a falta de melhor definição e dos critérios do zoneamento, inclusive da
sua locação espacial, que permitam a aprovação desse PDZ para o Terminal do
Outeiro, atendido o pedido da CDP,
desde de que os processos de arrendamentos venham obrigatoriamente a serem
analisados pelo CAP. O Consultor Petrônio Magalhães informou que
chegou-se a nível de consenso, de que o zoneamento pode ser esse, desde que se
coloque que o armazém de carga significa uma possibilidade de movimentação de
carga em geral, e os estacionamentos deverão ser previstos, que deverá ser
atendida, e o compromisso de atender emergencialmente, e que área de expansão
passe a denominar-se área de interesse portuário, e os processos de
arrendamento no momento oportuno, busque o respaldo do CAP porque é prudente e
inteligente se fazer isso. . O Conselheiro Marcelino Cavalcante manifestou-se
que a idéia do Conselheiro Kleber Menezes é boa no caso do arrendamento, mais
desde que o arrendamento fique consignado no PDZ, que necessariamente para lotear
qualquer área tem que passar pelo CAP. O Consultor Petrônio Magalhães informou
que com relação ao PORTO DE VILA DO
CONDE o proposto é quase o atual, não há praticamente nenhuma alteração em
relação ao atual, com exceção da previsão aqui de forma muito preliminar de TAC
Terminal de Alumina e Carvão, a ALBRAS/ALUNORTE está sugerindo a abertura de um
novo Terminal, e solicitou que se colocasse a previsão disso no PDZ, então há
manifestação de vontade para poder fazer um arrendamento de um Terminal, e Vila
do Conde é um tipo de instalação portuária nitidamente que tem um desenho todo
vinculado historicamente a um complexo de alumínio e posteriormente alguns
outros projetos que foram se instalando lá, e que fazer um PDZ para um projeto
desse tem algumas coisas que parecem com o Terminal de Outeiro ou seja, é a
partir de interesses específicos manifestados que vai se buscar os espaços e
instalar. Informou que como Vila do Conde tem mais história e mais localização
então as manifestações já carimbam mais ou menos os lugares pretendidos,
deixando claro que o TAC está indicado de forma esquemática, significa que
sendo o PDZ proposto incorporando apenas essa alteração ele implicaria em
poucas mudanças, apenas que o interessado já teria cobertura de que está previsto
no PDZ a localização de um terminal nessa posição. O Conselheiro Paulo
Brandão procedeu algumas considerações a respeito do documento que foi
encaminhado de “Proposta de Atualização do PDZ do Porto de Vila do Conde”, onde
se verifica que há um completo esquecimento de uma carga que vai movimentar
mais do que alumínio no PVC, e que toda a abordagem metodológica passa a
diferenciar-se daquela utilizada na análise e proposições do porto de Belém,
este definido como porto comercial, o Porto de Vila do Conde foi definido pelo
Ministério dos Transportes definiu como porto estratégico. Informou que na
proposta e que foram um poucos portos brasileiros pelo atual Ministro dos
Transportes como porto estratégico, se fala aqui em toda movimentação do Porto
de Vila do Conde em carvão, bauxita, soda cáustica, óleo combustível,
fertilizante, alumínio, caulim, mais em nenhum momento cita contêineres, e
verificando o documento entregue no CAP há previsão de movimentação de carga
para os próximos cinco anos com suas respectivas pranchas operacionais e no que
se refere a contêineres está completamente errado, cita uma movimentação de 700
toneladas dias, isso significa 24 contêineres por dia ou seja um contêineres e
meio por hora, quando na realidade o PVC opera numa faixa de 18 a 24
contêineres por hora, e esse documento na mão de alguém do Ministério dos
Transportes, destorce realmente a realidade com referência a contêineres, e que
também mostra uma perspectiva de 68 mil toneladas de contêineres para 2005, é
uma realidade muito abaixo daquela praticada hoje no Porto de Vila do Conde,
porque movimenta mensalmente uma faixa de 30 mil toneladas de contêineres e a
perspectiva de movimentação para ano de 2005, chega mais ou menos 450 mil
toneladas, muito superior a movimentação indicada para alumínio, portanto a
movimentação de contêineres no Porto de Vila do Conde, na realidade apontada
aqui é outra, a média do contêineres embarcada no Pará é de 25 toneladas, se
considerar o ano de 2005, vai se
movimentar 2 mil contêineres em Vila do Conde, se chega a 50 mil
toneladas/mês, então, em nenhum momento se verifica a citação de alguma coisa
com referência de uma carga que depois de todos os graneis movimentados em Vila
do Conde vai ser a carga de maior importância para o Porto, uma vez que carga que vai mais movimentar tonelada,
excetuando o granel e viu que não foi levado em consideração isso, questionando
como pode preparar um PDZ sem considerar a movimentação de contêineres, e que
no Relatório não tem citação nenhuma, não sabendo quais foram os dados que o
Consultor se baseou para preparar essa proposta, sem mencionar a importância do
que significam os contêineres no Porto de Vila do Conde, principalmente com a
cabotagem, devendo ter quatro navios de cabotagem com uma movimentação mínima
estimada em 10 mil toneladas, não estando nem
considerando isso, sim considerando oito navios, seis de longo curso e
dois de cabotagem, isso representando 50 mil toneladas/mês e nada disso é
mencionado nessa proposta de PDZ,
desprezando uma carga de tamanha importância que é a movimentação de
contêineres. O Consultor Petrônio Magalhães informou que não há nenhuma
visão de desprezar a movimentação de contêineres porque tem uma característica
muito interessante, porque ela é muito infiel, porque de repente deixa de
movimentar num canto e passa para outro que oferece melhores condições
operacionais, custos ou melhores relações etc., e no Porto de Vila do Conde nos
anos de 2003 e 2002 a movimentação de contêineres foi insignificante, ela
passou a ocorrer e as novas linhas que passaram a freqüentar lá começaram a
ocorrer no ano de 2004, sendo a movimentação de contêineres em Vila do Conde
que era basicamente de importação de
insumos para o complexo alumínico, e com a construção da Alça Viária então
houve a possibilidade de se fazer embarque de contêineres que atualmente são
movimentados no porto de Belém, através
do Porto de Vila do Conde, e trata-se de uma questão de opção de incentivar a
movimentação de contêineres num porto ou no outro, dependendo das condições
operacionais que se ofereçam ou num ou outro, e ainda se há uma área de um Terminal que é o CONVICON e ele pode
movimentar esses contêineres nas instalações existentes as quais estão
desenhadas para movimentações de graneis, pode movimentar contêineres mas não
como um terminal de contêineres, então movimentar contêineres se movimenta em
qualquer lugar mas não num espaço adequado para se criar um terminal de
contêineres do ponto de vista de local de embarque e descarga, no ponto de
vista de pátio e local para estocagem é muito bom, agora operacional não lhe
parece uma questão adequada. O Conselheiro Gabriel Gasparetto comentou
que sobre a questão do contêiner, no resumo apresentado, diz que além de não
estimular, não faz sentido assim dentro das projeções de movimentação e das
características de navios que deverão atender aos serviços de transportes da
região, a proposição de criação de terminais especializados para exportação de
madeiras e a expansão da movimentação de contêineres em Vila do Conde, é algo
mais desestimulante o não reconhecimento da importância desse segmento. O
Conselheiro Geraldo Magela informou que gostaria de tirar algumas
dúvidas, até por uma questão de coerência entre redação, resumo e o que está no
PDZ, na página 13, no item 3, fala da questão da destinação de berço de
atracação, fala que o berço 201 deverá dedica-se a descarga de coque, piche e
carvão, no resumo que foi encaminhado, via e-mail ontem, consta que o berço 201
passa a destinar-se a importação coque, piche e alumínio, então o que o
Conselho iria analisar coque, piche e carvão ou coque, piche e alumínio, seria
a primeira pergunta. A segunda seria qual o critério que a Consultoria e a
Autoridade Portuária colocaram para definição dessa destinação. O Consultor Petrônio
Magalhães informou que os critérios foram os seguintes, a metodologia de
planejamento portuário em geral utiliza o dimencionamento e a destinação dos
berços em função da demanda e da metodologia de manuseio, como por exemplo o
berço 101, que antes destinava-se a movimentação de descarga de bauxita e
embarque de alumina e hidrato de alumínio, com a expansão do complexo alumínico
e com o aumento da importação de bauxita indicou a especialização do berço 101
dobrando a sua capacidade de descarregamento para poder atender essa demanda.
Informou ainda que a Consultoria anterior
recomendou que fosse colocado mais um descarregador, dobrando a
capacidade de descarga, e mesmo assim o berço ficaria com a utilização 70 a 80%
elevada, não se trabalhando com previsão de utilização de berço, mais do que
isso o recomendável em geral é em torno
de 45 ou 50%, porque é a mesma razão que a gente tem quando chega a um local de
atendimento qualquer, quanto mais tempo o ponto de atendimento for utilizado,
maior vai ser a fila, então no modelo
de planejamento é aproximadamente o balanço seria o seguinte: berço esperando o
navio e navio esperando berço, é esse balanço
a otimização desse modelo é que leva a definição do uso de cada um dos
berços, então a quantidade de bauxita ser importada para o complexo aluminico
indicou o berço 101 como um berço para ser utilizado especificamente para isso
não dando para usar para outra coisa mais do que isso, inclusive não tem espaço
físico para isso, sendo o berço 102 a mesma coisa: as exportações de hidrato de
alumina indica que esse berço deve se especializar nessa direção, retirando a
movimentação de coque e piche, então o que se fez, e praticamente já está
concretizado, levou-se para o berço 201 os descarregadores de coque e piche,
sendo o projeto é que se leve para lá, e colocar inclusive transportadores para
eficiência adequada, supondo-se que a produtividade teórica dos equipamentos,
aproximadamente, é quem vêm sendo obtida no momento seja alcançada, então o
berço 201 seria utilizado para movimentação de coque, piche e carvão. O
Conselheiro Geraldo Magela perguntou qual o motivo de
se utilizar o berço 201. O Consultor Petrônio Magalhães respondeu que é
pela menor extensão de transportadores, certamente sendo essa a opção que foi
feita. Informou também que o berço 202 seria uma outra opção desde que se
fizesse a dragagem e o uso de rebocador, sendo
possível que seja a opção sendo uma questão de definição e de escolha,
tendo que ter um berço especifico para colocar os equipamentos, e que a questão
do carvão ou alumina, é o seguinte: a ALBRAS/ALUNORTE esclareceu que está
querendo movimentar carvão com os mesmos equipamentos que movimenta bauxita,
então ela acha que a quantidade de navios que vai trazer carvão é pequena,
então ela pode utilizar o berço 101, e tiraria a movimentação do berço 201, que
ficaria basicamente para coque e piche. O Conselheiro Geraldo Magela
informou que a sua dúvida é a seguinte, se analisar a engenharia de projeto,
analisar lay-out e analisar custo/investimento, seria muito mais adequado
colocar essa destinação para coque e piche para o berço 202, e observando
quis de saber o critério para poder
entender como se chegou a essa conclusão, porque se for observar a movimentação
de coque e piche, eles permanecem estáveis de 2004 até 2013, estando na faixa
de 120 mil toneladas e 60 mil tonelada de piche, respectivamente, e quanto ao
carvão que ele estava entendendo que teria hoje, a movimentação é zero, então
porque iria se priorizar uma movimentação se hoje é zero, não vê coerência
nenhuma, pelo menos no que estava escrito, agora com essa explicação deu um
esclarecida melhor, ou seja, a movimentação de um outro produto que é o
fertilizante, se teve um aumento de 300% na movimentação de fertilizantes nos
últimos três anos, e está previsto o aumento de 700% para os próximos 10 anos
de movimentação, estando saindo de zero de movimentação em 2000 para chegar
praticamente que é o que consta na faixa de 750 mil toneladas e posteriormente,
dois milhões e meio de toneladas e com a liberação da BR-163 que vai sair agora
e a questão da competitividade do Estado do Pará, para fazer produção de
fertilizantes e atender o Norte e Leste do Mato Grosso não tem dúvida que vai
ter esse aumento, então o Porto de Vila do Conde vai ser um grande porto
importador de fertilizante sim, e pelo que estão analisando não faz sentido nenhum a priorização, por exemplo do
berço 201 hoje para coque e piche, sendo em termos de lay-out e investimentos
seria melhor utilizar o 202 e simplesmente esquecendo o fertilizante, que é uma
carga hoje que movimenta, que tem empresa instalada como grande potencial de
crescimento e não se dá nenhuma solução, que a gente observa no quadro resumo
que a movimentação projetada de fertilizante não terá condições de ser atendida
estando claro e escrito, e nesse caso,
quer saber qual seria a solução? O berço 300 é o futuro quais os recursos?
Quando vão ser? Já está no Orçamento? O Consultor Petrônio Magalhães respondeu que em geral o que se utiliza é o
seguinte: se alguém tem uma carga a movimentar e está interessado a movimentar,
o Porto de Vila do Conde tem no seu PDZ a previsão de espaço para isso, então
ele vai manifestar seu interesse para movimentar a sua carga num terminal
específico, e fazer negociação sob o compartilhamento dos investimentos, e que
não imagina se montar um terminal especifico para movimentação de graneis
sólidos que não seja com a participação intensiva do interessado, como aliás
foi feito no Porto de Santarém, onde a Cargill investiu no berço de atracação
especificamente, então nesse caso deve se imaginar que haja compartilhamento
dos investidores. O Conselheiro Geraldo
Magela comentou que a questão de grãos e fertilizantes são complexos, e
equipamentos totalmente diferenciados, não tendo nada a ver um com outro, é
incompatível se descarregar fertilizantes e soja ao mesmo tempo, que é um
produto que não pode ter contaminação, sendo a soja um produto alimentício e o
fertilizante um produto químico. O Consultor Petrônio Magalhães informou que pensava igual ao Conselheiro
Geraldo Magela, até ver a BUNGE sugerir a construção do berço 401 em São
Francisco do Sul, para descarregar trigo e fertilizante, e propor um terminal
de granel sólido com os mesmos equipamentos e os mesmos transportadores para as
duas coisas. O Conselheiro Geraldo
Magela informou que, continuando a análise, o que a Autoridade Portuária
está propondo em termos de PDZ por exemplo, é excluir o fertilizante, que é uma
carga que vai ser um dos maiores crescimentos em termos de movimentação percentual
no porto, dando destinação em termos de
PDZ, para outros produtos e outro tipo de carga. Quis saber qual a solução que
vai ser dada hoje para a Empresa que já está instalada, hoje, procurar outro
destino fora do Estado do Pará? O Consultor Petrônio Magalhães informou que acredita que não seja isso, e o que
está se fazendo é buscar espaço para atender ao máximo possível a todos os
interessados, e espaço para se montar um terminal de fertilizantes nos atuais
4, 5, 6 berços que existem seria complicado, então imaginou que o berço 202
nessa análise sequer seria utilizado para operação porque a resistência
existente no meio ao uso de rebocadores era muito acentuada e Belém até hoje
não usa rebocadores e tem problemas de atraso de atracação e desatracação de navios por causa das correntes de
maré, sendo uma coisa que tem que ser avaliada, podendo ser com a introdução de
um rebocador, podendo trazer economia de tempo de demora do navio que
justifique além da economia, com respeito a segurança, porém desprezar o
fertilizante seria insensatez e a movimentação de fertilizantes merece um
terminal especifico, porque a projeção é muito grande que não precisa ter as
mesmas características dos existentes. O Conselheiro Geraldo Magela informou que no item 9, no caso do manganês e ferro gusa, que estão prevendo é que já tem
uma movimentação e estão crescendo com ela não estando previsto nada no PDZ. O
Consultor Petrônio Magalhães informou
que são movimentações previstas para este ano e começaram a aparecer agora, e
que na época da elaboração do Plano, falava-se que teria uma intenção difusa, e
o que acontece são que as características do Porto de Vila do Conde é de porto
para cargas especializadas como manganês, ferro gusa, e merece um estudo
específico, e se não está previsto no PDZ não tem problema, estuda-se e
propõem-se a alteração do PDZ no momento oportuno. O Conselheiro Geraldo Magela informou que cabe
ao CAP, dentro das atribuições dele, no Art. 30, inciso IV, ou seja, promover a
racionalização e otimização do uso de instalações portuárias, isso é
competência e função do CAP, e analisando esse aspecto todo com a Empresa já
instalada, no seu entendimento não está adequado e não se pode aprovar tal
proposição da maneira que está colocada, porque tem uma Deliberação e tem uma
Comissão que está estudando essa priorização e essa destinação, não devendo
aprovar um PDZ direcionando, com vários pontos falhos, pelo menos no seu ponto
de vista, e se o trabalho da Comissão
ainda não foi concluído. Sugeriu que se colocasse em votação para suspensão da
aprovação do PDZ do Porto de Vila do Conde, até que se conclua os trabalhos da
Comissão ou no mínimo que se exclua do PDZ essa nova destinação até que se
conclua os trabalhos. O Conselheiro Gabriel
Gasparetto informou que dentro de alguns itens que já foram comentados
sobre o PDZ do Porto de Vila do Conde, parece claro que se tem uma questão
importante que envolve os berços e a utilização deles, tem uma Comissão criada
que ainda está analisando e não concluiu os trabalhos porque só hoje recebeu os
elementos importantes para serem considerados, e no mínimo, por causa desse
item já era motivo para estar impedido de hoje poder aprovar o PDZ do Porto de
Vila do Conde. Na sua opinião deve-se ter que ter a conclusão dos trabalhos da
Comissão, que embasará a Empresa contratada para cotejar com a visão que ela
tem e avaliar, o que ela acha e insistir no ponto de vista dela e o CAP depois
resolveria. Informou ainda que o primeiro ponto comentado pelo Conselheiro
Paulo Brandão, que acha que tem que deixar claro na menção dos PDZs, a visão
que o CAP tem estrategicamente de certas atividades ou segmentos são
importantes e prioritários, ainda que as vezes individualmente possam ser
muitos pequenos comparados com cargas que movimentam graneis que são muitos
grandes, mas tem que estar mencionado especificamente que embarques de
contêineres é uma atividade prioritária, e que já vem se consolidando com
perspectiva de crescer bastante e se não fosse assim não teria criado através
de licitação o Terminal de Contêineres, e que há bastante incongruência no
trabalho apresentado questionando até a confiabilidade da forma como foi
apresentada. Colocou que na apresentação do PDZ do Terminal de Miramar o
Consultor Petrônio Magalhães disse que não tinha mudado quase nada, mas o ponto
mais importante que era o cancelamento da possibilidade de fazer o píer 3 foi
eliminado e não foi colocado com nenhum comentário para lhes facilitar o
trabalho, e se o Conselheiro Kleber Menezes não tivesse lembrado e só quem
fosse ler o PDZ em vigor, que iria saber que o Píer 3 existia e poderia passar
de existir agora, e aqui já foi comentado, no caso especifico, o uso do berço
201 para duas atividades diferentes, isso é outro elemento que se tem que
avaliar para poder votar, como também há muitas modificações que precisam ser
feitas, tendo a questão dos investimentos que estão tratando do horizonte de
vinte anos, tem que se pensar na existência do TAC, do TGS, na possibilidade de
vir a se exportar carne como o Conselheiro Danilo Remor comentou hoje, e que
não viu nada prevendo a questões de terminais frigoríficos. Informou que se
existe essa possibilidade real, é um fato que já deveria levar em conta para
mencionar, então tem 10 itens muitos importantes que merecem um aprofundamento
dos estudos e voltar mais para frente um delineamento, e enquanto não houver a
conclusão do trabalho da Comissão, não adiantará ele voltar aprovação porque é
um elemento muito importante, pois se tirar fertilizante de prioridades dos
berços e a solução pode ser um terminal especifico, então tem que ser
considerado como uma proposição de solução, dentro do PDZ, a construção de um
terminal especifico, e o custo disso, não é só se o custo vai ser arcado
pela iniciativa privada, que possa vir
a se interessar, mas pode ser que se
entenda que estrategicamente o Governo tenha que vir faze-lo, e dentro do PDZ
isso é um elemento para tentar se negociar com o Governo se esse é um custo que
ele assume ou se vai ser licitado no futuro. O Diretor de Gestão Portuária Nelson Simas informou que concorda que
o PDZ do Porto de Vila do Conde merece um estudo mais aprofundado, achando que
a Comissão recebeu subsídios e foram colocados pontos relevantes como foram
colocados pelos Conselheiros Paulo Brandão, Geraldo Magela, e podendo ser
deixado para uma outra reunião. O Consultor Petrônio Magalhães solicitou a palavra para se posicionar
pessoalmente e profissionalmente, e a Empresa para onde trabalho sobre a sua
competência e a sua responsabilidade com respeito a elaboração de Planos
Diretores. Informou que eles tem experiências há bastante tempo, portanto é um
pouco duro escutar que algumas coisas
que estão propostas parecerem não ser objetos de estudos aprofundados, e que
foi objeto de estudo aprofundado e além de apresentadas indicações de como
resolver esses problemas, chegando e
avaliando as coisas da forma mais criteriosa
e mais competente possível, tendo portanto que oferecer reconhecendo que
não são os únicos que podem opinar, aceitando as ponderações de todas as
pessoas, respeitando as opiniões, mas que tem experiências e que fizeram esse
trabalho com a proficiência que dispunham, sendo o que gostaria de registrar. O
Conselheiro Marcelino Cavalcante
ressaltou que o critério que a ALBRAS/ALUNORTE sempre teve um critério muito
grande, e quando quiseram expandir, e sempre em conjunto com a CDP, de se ter
um critério de como fazer isso, e principalmente fazer estudo de taxas de
ocupações e a capacidade operacional não só do Porto mas a capacidade
operacional do equipamento, e só para terem uma noção, nos últimos oito anos,
foi movimentado em torno de 4 milhões de toneladas, e hoje estão fechando o ano de 2004 com 8,5 milhões de
toneladas, e em 2006, com 12 milhões de toneladas, então basicamente estão triplicando a sua movimentação em torno de
oito anos, e logicamente sempre tiveram a parceria com a CDP, onde eles sempre
investiram no Porto ressaltando o investimento que a TRANSNAV está fazendo com
a construção do Terminal de Contêineres no Porto de Vila do Conde, achando que os outros usuários precisam
utilizar dessa mesma parceria e também mostrar claramente que quem está no porto precisa ter essa produtividade e
precisa aumentar essa capacidade, e a ALBRAS/ALUNORTE não está lá para tirar o
mérito de ninguém e nem tampouco inibir ninguém de realmente progredir, está
incentivando o uso do rebocador que é um custo grande, precisando em conjunto,
trabalhar os dados para que se chegue numa condição que seja boa para todos e,
logicamente, que a Comissão que foi instituída pelo CAP está estudando isso,
achando que os outros usuários precisam investir no porto como a
ALBRAS/ALUNORTE está investindo. O Diretor Presidente Ademir Andrade informou que está acompanhando as discussões e acha
que as opiniões dos integrantes do CAP são extremamentes importantes, tendo
sido levantadas ponderações muito válidas, entendendo que realmente já havia
pedido para retirar o Porto de Belém para apreciação, considerando que Belém é
uma área complicada na questão do PDZ, e agora Porto de Vila do Conde, e vê que
ainda há determinadas divergências até mesmo em relação ao Terminal de Miramar.
Solicitou ao CAP, a aprovação do PDZ do Porto de Outeiro, já tendo sido
assinado pelo Presidente da República o Decreto que incorpora a área do Outeiro
no Porto Organizado de Belém, sendo publicado no Diário Oficial da União, só
faltando aprovar esse PDZ. Informou também que a Empresa de Auditoria
Independente que vai fazer os estudos e preparar todo o processo licitatorio,
devendo a licitação ser aberta no dia 13.10.2004, apelando aos integrantes que
antes de concluir a reunião, que se não for possível aprovar os PDZs dos outros
portos, que pelo menos o do Porto de Outeiro tenha o seu PDZ aprovado,
assumindo o compromisso pessoal de trazer ao conhecimento do CAP, antes de
colocar qualquer processo de arrendamento em licitação, trazer o plano de
investimento, a forma de utilização para ouvir, por entender que o CAP tem o
conhecimento para interferir e decidir pelo melhor e, quando houver divergência virá para maioria decidir, assumindo o
compromisso, como Presidente da Empresa
de toda e qualquer licitação para arrendamento no Porto do Outeiro, trazer
antes para conhecimento do CAP, porem sendo fundamental que hoje seja aprovado
o PDZ do Porto do Outeiro para que se possa dar prosseguimento a esse trabalho.
O Conselheiro Gabriel Gasparetto
sugeriu o encaminhamento dessa proposição para votação, uma vez que já se teve
bastante debate sobre o Terminal do Outeiro e se chegou a um consenso, então
seriam os seguintes pontos que foram elencamos como necessários, e havendo a
concordância da CDP, para se levar a votação, o reconhecimento da atividade de
carga geral, seria incluído dentro do PDZ do Terminal do Outeiro, ainda que
possa não ser atendido como vocação, mas que fique claramente especificado de
que a carga geral é uma atividade que legitimamente utilizará daquele porto,
até porque hoje é a única, e que gostariam que ficasse claro, especificamente a
carga geral, uma vez que assumiram um compromisso com a Comunidade local de
encontrar espaço físico para estacionamento das carretas que hoje estão
atravancando a Rodovia, e que isso seja delimitado o espaço físico, e
especificamente como não conseguiram ver dentro do zoneamento que a CDP propôs
já uma delimitação de espaço físico para as várias atividades como: graneis
sólidos, graneis líquidos e a conclusão que chegaram é que poderiam a aprovar o
PDZ, condicionado aquilo que o Presidente da CDP já se antecipou e assumiu o
compromisso pessoal de que nenhum processo de licitação e arrendamento seria
levado adiante sem que antes viesse a ser trazido ao CAP, para que ele
opinasse, argumentasse e de maneira majoritária ou consensual, tomasse a sua
deliberação para a CDP levar adiante o processo, como também a inclusão e troca
de nome da área que pertence a CIBRASA, passe o nome de área de interesse
portuário, dentro desse encaminhamento e se houver a concordância, se
levaria adiante e como bloco votassem.
O Conselheiro Carlos Alberto Leão sugeriu
também a inclusão daquilo que foi uma reivindicação da Comunidade de que o
outro lado da BL – 010, e que se coloque como área de interesse portuário. O
Consultor Petrônio Magalhães passou
para o PORTO DE SANTARÉM, onde não
há praticamente proposição de nenhuma alteração, e no PDZ proposto já colocou-se
um navio atracado porque o berço já está sendo utilizado tanto no lado externo
para carregamento de navios, quanto do lado interno para descarregamento de
barcaças com sugadores, estando funcionando com um índice de produtividade
excelentes. Informou ainda que as áreas existentes há uma previsão de na área
denominada 1 para estocagem de contêineres e carga geral, e a Consultoria achou interessante preservar a
possibilidade de estocagem de madeira não conteinerizada nesse pátio, a área 2
que é a área de expansão portuária; a
2-A denominada de área de ampliação da área 2; área 3, denominada área de expansão portuária; 3-A área de
ampliação da área 3; área 4 área arrendada para a Cargill Agrícola, área 4-A,
área de ampliação; 4-B área de ampliação; 5 – área FOGAS; área 6 área de
expansão portuária; área 7- Shell/Sabbá e área 8, área de interesse do Terminal
de Fertilizante e Grãos, não havendo nenhuma mudança com exceção de se colocar
essa área para contêiner. O Conselheiro Kleber
Menezes informou que na sua opinião, está tendo uma mudança grande no PDZ
existente tanto as área 2 e 2-A, na área 1, estava seccionada até a metade da
área proposta, que seria a ampliação do pátio de cargas gerais e contêineres,
tirando a Administração do Porto e trazendo para confluência da Cuiabá com a
Av. Tapajós, entretanto as áreas 3 e a 3-A, e as áreas 2 e 2-A, eram áreas para
arrendamento para instalações graneleiras, e como está proposto está como área
de consolidação de cargas, não mais áreas para grãos, que seriam áreas únicas e
exclusivas para grãos, na área 8 está dizendo “área de interesse para terminal
de fertilizantes e grãos”, e seria utilizadas pelas empresas Cargill,
Multigrain e Bunge. O Diretor Presidente Ademir
Andrade informou que ele está interessado numa área para receber
fertilizantes, misturar o fertilizante e vender na região, e que a sua conversa
com ele foi a seguinte: se eles pretenderem receber esse fertilizante através
de um novo Terminal, ou seja, a construção de um píer, nesta hipótese a CDP
poderia licitar essa área de forma que eles ganhassem para fazerem um píer para trazer os navios
graneleiros com fertilizantes para serem desembarcados, misturados e vendidos na região, e caso eles não desejem fazer a construção
de um novo píer para receberem os fertilizantes, eles pegariam uma dessas áreas
fora do porto, fora da área alfandegada e construiriam a sua fabrica e
descarregariam no píer normal, então está dependendo da definição do interesse
da Cargill e tem pessoas interessadas nessa área para mexer com combustível,
agora se a Cargill disser que quer fazer um novo píer para receber navios com
fertilizante, fora isso se a Cargill quiser apenas fazer uma fabrica para
misturar adubo, a sua opinião é de que
ela faça numa área fora da área alfandegada. Informou que uma outra questão que
coloca sempre em duvida é a questão dos dolfins que foram deixados, qual
seria a estratégia desses dólfins,
seria um novo Terminal Graneleiro ou a hipótese que sentiu mais na região que
ao invés de aproveitar esse píer para fazer um Terminal Graneleiro, fazer o
prolongamento do píer para ampliar o píer que teriam contêineres, pensando no
futuro com o asfaltamento da Santarém-Cuiabá, toda a carga da Santarém-Cuiabá
que hoje segue para o Porto de Paranaguá, viria para o Porto de Santarém, sendo
hipóteses que ele mesmo não tem clareza de qual é o caminho que deve ser
tomado, e estão fazendo um estudo com todos os usuários para definir, embora o
PDZ tenha pensado, mais existe essa hipótese que deixa dúvida sobre o processo.
O Conselheiro Kleber Menezes solicitou
que o PDZ ficasse para discutido posteriormente, porque está complicado da
forma como foi apresentado. O Sr. Presidente
informou que, dentro das proposições dos Conselheiros Kleber Menezes e Gabriel
Gasparetto, colocou em votação a
aprovação do PDZ do Terminal do Outeiro, o que foi aprovado por unanimidade.
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3 - |
ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS
Ao
encerrar os trabalhos, o Sr. Presidente
agradeceu a presença de todos e informou que a próxima reunião realizar-se-á
nos dias 11 e 12.11.2004. Nada mais havendo a tratar, eu, DÉBORA SALES LOBATO, lavrei a
presente Ata, que lida e aprovada, foi assinada por mim e pelos Conselheiros.
Belém, 07 de outubro de 2004. |
ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO
Presidente
CONTINUAÇÃO DA ATA DA 8a
REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE
AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM