ATA DA 7a REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM

 

 

Data: 03.09.2004

Horário: 9h

Locais: Auditório do Terminal do Outeiro

 

PRESENÇAS:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AUSÊNCIAS

JUSTIFICADAS:

ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO – Representante do Governo Federal, KLEBER FERREIRA DE MENEZES – Representante do Governo do Estado, MARIA DO SOCORRO PIRÂMIDES SOARES – Representante da Administração do Porto, PELÁGIO ARAÚJO DE CARVALHO – Representante dos Demais Operadores Portuários, CARLOS ALBERTO DA SILVA LEÂO e AILTON ABADESSA DA SILVA – Representantes dos Demais Trabalhadores Portuários, GERALDO MAGELA GOMES, GABRIEL DA SILVEIRA GASPARETTO e LEÔNIDAS ERNESTO DE SOUZA – Representantes dos Exportadores e Importadores de Mercadorias,. Como convidados, os Srs. Nelson Pontes Simas - Diretor de Gestão Portuária da CDP ,  José Luis de Castro – Administrador do Porto do Outeiro.

 

 

MARTINHO CÂNDIDO VELLOSO DOS SANTOS, JOSÉ ANDRADE RAIOL, LUIZ IVAN JANAÚ BARBOSA, MARCELINO CAVALCANTE DA SILVA NETO, EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA, RAIMUNDO NONATO DOS SANTOS FILHO, DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR, ELIAS SALAME DA SILVA, JOSÉ SEVERINO FILHO e  PAULO ROBERTO BRANDÃO

 

2.

ORDEM DO DIA:

 

2.1 –

Carta s/n de 30.8.2004 – Sociedade Civil Organizada do Outeiro Fórum de Entidades

O Sr. Presidente informou que foi votado no Conselho que a Comunidade que eles já conhecem, merecia todo o respeito e que precisava, ao se instalar e começar a ter um entrosamento perfeito e harmonioso com as Entidades Ambientais da Ilha do Outeiro. Informou ter recebido a Carta e que os Conselheiros gostariam de saber o que os representantes da Comunidade têm a dizer ao CAP. O Sr. Paulo Souza agradeceu à pessoa do Presidente do Conselho, pela oportunidade de ouvir um pouco das angústias e dos problemas da Comunidade, e com isso estreitar mais relação com o CAP, que entende ser importante no processo de desenvolvimento desse Porto e das Ilhas. Informou que solicitaram essa oportunidade, porque queriam passar para os membros do Conselho um pouco da história do Porto, porque a Ilha não é especificamente portuária, tendo uma história turística insular, onde suas praias com belezas naturais, onde a sua gente tem oportunidade de todo final de semana receber 60 mil pessoas, chegando no mês de julho em torno de 200 mil pessoas visitando a Ilha, sendo então um momento impar hoje ter um porto operando com exportação de carga solta que é a madeira, daqui a um tempo com grãos e outros elementos que irão ser utilizados no Porto, e como foi colocado na Carta, há muitos anos eles vem lutando para que o Porto tivesse uma utilização que fosse trazer benefícios para a Comunidade. Disse que tem informações, através de vários estudos que eles feito com pesquisas e experiências em outros portos, em outras localidades, trazendo uma certa preocupação, e que no início da operação sentiram o impacto que foi a questão do acesso ao porto, ou seja, de que forma essa mercadoria e esse material iriam chegar ao Porto para poder ser embarcado e transportado, uma vez que se tem uma ponte que os liga ao Continente de Belém, que não tem capacidade suficiente para comportar um fluxo de veículos pesados como são as carretas que transportam os produtos, sendo este o primeiro problema que viu e que enfrentou como representante da Comunidade, tendo a população sentido que com o tempo não teriam uma ponte que lhes garantisse durabilidade suficiente. Informou ainda que se reuniram diversas vezes com a Companhia, tentando coibir, através da Policia, mas os carreteiros e as Empresas continuavam a passar, foi quando descobriram a alternativa da travessia através de balsa, que foi implantada, e esbarraram na Associação dos Barqueiros, que faz o transbordo das pessoas da Ilha pelo Furo do Maguari, onde as balsas danificaram uma ponte, sendo isso tudo problemas que foram se acumulando e que chegavam até a Comunidade, fazendo com que  ela se revoltasse. Informou também, que a partir da primeira experiência, acreditaram que o Porto seria viável, sendo uma alternativa para o desenvolvimento de Belém do Pará, e que hoje enfrentam um outro fato: a questão do acúmulo de carretas estacionadas em torno do Porto; enfrentam um problema seriíssimo com denúncias de moradores por escrito para direção do Porto, porque não há um espaço onde estacionar as carretas, que atravessam pela balsa. E que então vieram ao Conselho colocar essas questões, para que veja uma forma de resolvê-las, e que inclusive estão se reunindo para discutir sobre qual seria a alternativa para esse problema, pois foi verificado que se não for utilizada uma nova dinâmica para Portaria da entrada do Porto, vai ser difícil, por não se ter áreas externas que possam suportar todas essas carretas. Informou que trouxe ao CAP algumas sugestões, como alternativa para poder estacionar as carretas fora da via pública, fora da pista, uma vez que não tem capacidade muito grande para veículos pesados,  pois  a malha viária do Distrito do Outeiro é muito frágil, e que foram colocados na Carta alguns itens importantes para participarem do debate, porque querem participar da construção desse novo momento que a Ilha está vivendo e que entendem que são peças importantes para o CAP e para Companhia, devendo sempre serem ouvidos em algumas decisões que possam ser tomadas, para que a Comunidade também dê a sua opinião e que seja ouvida, a fim de que possam dar sua posição sobre o que é bom para eles, porque os Órgãos que fazem parte do CAP estão de passagem, enquanto que eles vivem o dia a dia. Nesse sentido, colocou a sua preocupação sobre o PDZ do Porto, sobre a questão ambiental, que para eles é fundamental e não abrem mão dessa questão, querendo participar ativamente, e que inclusive foram contrários ao alfandegamento ter atingido todas as matas, e que se no debate ele fossem consultados no período de alfandegamento do Porto, iriam propor que as matas e áreas que tenham mata virgem não fossem incluídos nele, para que se pudesse estar utilizando de uma outra forma esse espaço verde que preserva na Ilha, bem como a questão do que o Porto pode deixar para a Comunidade, sendo essa a grande pergunta na sociedade de hoje do Outeiro: o que é que eles vão lucrar com esse Porto? Informou ainda que querem discutir qual o desenvolvimento local que o Porto pode trazer para eles ou se vão só ser o repasse de recurso para o Empresário e para Companhia, e que tem alguns projetos na área ambiental que podem contribuir para que o CAP, junto com a Comunidade e com a Companhia, os ajude a tentar encontrar uma forma de desenvolvimento na Ilha, uma vez que não conseguiram Municipalizar o Porto, que na época foi o debate deles para a Prefeitura assumir o Porto, para que então pudessem implantar ali um Centro de Convenções, com toda uma infra-estrutura para receber os turistas, não sendo possível realizarem esse sonho. Finalizando, informou ser isso o que eles queriam colocar para o CAP,  para que o Conselho não olhe para eles como pessoas que querem intervir no processo, intervir nas competências do Conselho, mas que  querem participar das discussões e dar a sua contribuição para somar, e não vir a atrapalhar em nenhum momento a diretriz do CAP, porém que lhes seja dada a oportunidade de estar presente em todas as ações que forem implementadas no Porto, inclusive na discussão do nome “Porto da Sotave”, e qual o nome que poderia ser dado a ele, uma vez que essa Empresa não foi muito correta com a Comunidade, e que não gostariam que esse nome ficasse colocado na mente e no coração de cada um Outeirense. O Sr. Alan Amorim, que também faz parte da representatividade da Comunidade, agradeceu a oportunidade de participação de seus representantes na reunião, e colocou que o ponto fundamental na vinda para esse momento, seria pautar a questão da Sociedade Civil e a participação dentro da construção das políticas públicas dentro da Ilha de Caratateua, porque ela tem praticamente poucos patrimônios que são a Escola Bosque, o Porto  da Sotave e o Entreposto Pesqueiro, sendo então três possibilidades que eles tem como resguardo da Sociedade e nesse contexto  sempre foram preservados. Informou ser ambientalista do Distrito e que faz parte da ONG AMAFLOR, que está totalmente relacionada a essa área, e quando houve o alfandegamento do Porto da área portuária, simplesmente a área da Floresta do Redentor, que fica anexa ao Porto, acabou por ser envolvida, havendo um interesse de utilizar todo esse pontal do Furo do Cutuvelo da Ilha de Caratateua, sendo  uma prioridade da Sociedade de que esse Porto seria uma alternativa para o desenvolvimento local, integrado e sustentável, e que isso seria um grande Centro de Convenções, e que, dentro desse contexto, muitas coisas aconteceram, num processo onde eles mesmos tiveram que chamar a Polícia para resguardar esse Patrimônio que ficou praticamente abandonado, onde os ratos d’água fizeram a devassa e que era uma área que estava sub judice, sendo essa área impar no processo dessa expansão desordenada que foi a ocupação da Ilha de Caratateua, onde em menos de dez anos quadruplicou a população de moradores na Ilha, e que esse processo de utilização da Ilha pelo lazer e turismo, veio à tona quando da revitalização do Porto da Sotave, onde se questionou onde é que uma Ilha de lazer e turismo se adequará à questão portuária, sendo a preocupação com a vinda desses veículos pesados que acabam por passar por uma Ilha que tem uma cultura tradicional, onde as pessoas e crianças andam pelo meio da rua, então o risco é constante com o fluxo desses caminhões que, por serem pesados, pode acontecer fatalidades, porque não foi preparada a malha viária para a Ilha. Informou que eles querem sim participar do processo, inclusive até se discutir um Fundo de Participação Portuária, que possa vir a ser investido nas questões e em projetos sociais. O Conselheiro Carlos Alberto Leão agradeceu a todos os Conselheiros e ao Presidente do CAP por ter acatado essa solicitação da Comunidade, colocando ao Colegiado como tem sido a relação da CDP com ela, e que essa Audiência Pública, citada na correspondência, foi organizada e promovida pela própria Comunidade. Informou que, no primeiro momento, quando essa Diretoria chegou no Terminal da Sotave, a Comunidade não era a favor da operação, a idéia deles era de fechar os portões e não permitir a entrada porque tinham a visão anterior do Terminal da Empresa Sotave, que era o trabalho com produtos químicos, e que a CDP já está há mais de um ano nesse convívio, achando que essa experiência, e se for acatada essa participação de membros da Comunidade no CAP, na forma como está sendo solicitada, isso pode talvez num futuro próximo, e particularmente como Representante dos Demais Trabalhadores Portuários possa, com essa experiência avançando, propor exatamente uma modificação na Lei no 8.630/93, uma vez que ela não contempla a participação da Sociedade Civil do entorno do Porto. Informou ainda que se deparou na Ilha com um grupo de pessoas que resolveu acreditar e sair da ótica convencional do ambientalismo e que, na medida em que fizeram a operação experimental e que foi dito, naquele momento, que era experimental para todos: para a CDP, para o exportador, para os Operadores Portuários, para os Agentes, para os Órgãos intervenientes, como também para a Comunidade, e que eles formassem um grupo para acompanhar, e que depois, no relatório que eles fizeram, foi exatamente aprovando a operação do ponto de vista ambiental, até mesmo sobre o resíduo de óleo de convés da embarcação, onde eles perceberam o pessoal jogando a serragem, recolhendo e não deixando nada, e muitas Entidades passaram a mudar de opinião e a defender o Porto. Informou também que há outro desafio a vencer, que é uma pressão e uma cobrança da Comunidade, onde foi tomada uma medida no início e que hoje se avalia que foi errada: a de permitir a recepção de currículos no Porto, como chegaram a ser recebidos alguns, tendo muita gente alimentado a esperança de que, ao receber o currículos, a CDP poderia aproveitar bastante gente da Ilha, informando ainda terem chagado 1.800 currículos somente em 2003 e depois, com o conhecimento da operação portuária isso aumentou, sendo esse um assunto que vem sendo muito debatido com as lideranças das Comunidade que envolve a operação portuária, exatamente para eles terem a informação da Lei, inclusive já tendo sido feito um estudo da Lei 8.630/93, e já marcando a vinda do OGMO, como também convidando os Sindicatos dos Estivadores, dos Arrumadores e outros, que precisam também entender que a mão de obra portuária, tem a sua especificidade, como também a Lei, e que no início eles não compreendiam como chegava tanta gente e não se aproveitava a mão de obra da Comunidade para uma atividade tão simples, tendo então esse questionamento que nos últimos meses vem aflorando: o que a Comunidade da Ilha vai lucrar com o Porto? Observou que existe aí grande desafio que não pode ficar só no nível de responsabilidade social da CDP, em desenvolver algumas atividades, uma vez que acha importante estar objetivando, como por exemplo ajudar em projetos educativos, como a questão de plantação de hortaliças Informou também que a Petrobrás, quando veio expor numa reunião, colocou que estava disposta a formar 1000 Agentes Ambientais, que para a Companhia é importante, porque se tem um Plano de Emergência, que no caso de um derramamento, vai ter que se contar com a Comunidade, e nesse momento ela precisa saber como se comportar diante de um derramamento, e tem que ter simulação, e a Petrobrás vai fazer isso como parceira, uma vez que se sabe o investimento que a Petrobrás faz nessa área e o padrão com que ela trata a questão ambiental. Informou também que, apesar de tudo isso, ainda é muito pouco, ficando essa interrogação para todos os Conselheiros, não sabendo dizer até onde depende do CAP, da Lei, porém até quando seria possível se criar um Fundo de Compensação para desenvolvimento da Comunidade, que não necessariamente implicasse no aumento da tarifa, mas que significasse também o investimento naquilo que eles pode vir a ter prejuízo, e que também servisse para capacitar mão de obra, que o CAP tomasse essa preocupação com um Centro de Formação, como também, se possível, que os Sindicatos dos Trabalhadores fizessem registros de pessoas da Comunidade, estando dialogando com os Operadores para que aproveitem essa mão de obra, e as Empresas que trabalham temporariamente têm absorvido a mão de obra, sendo trabalhos temporários, se precisando dialogar bastante, achando que isso seja apenas um início, e que a Escola Bosque vai ter uma parceria na formação desses agentes ambientais, no Programa de Gerenciamento de Resíduos que a CDP tem. Informou que se precisa no Conselho, que tem a representação de todos os segmentos, ver de que forma se irá iniciar um novo momento no setor portuário, a partir do Porto do Outeiro, sendo que o mais importante é a vontade da Comunidade de estar junto, tendo a certeza de que se depender do CAP, estarão se orgulhando, quebrando paradigmas e criando uma lógica do setor portuário. Sobre as carretas, informou que teve uma reunião com a Prefeitura, como também com alguns Empresários que têm atuado no Porto, como o Grupo Votorantim, que tem pretensões no Porto, ter ficado muito preocupado, assim como outros também com a logística do Porto, sendo que a CDP precisa iniciar esse estudo com a Prefeitura, tendo talvez  que envolver o Governo do Estado, uma vez que a Ponte é administrada pela SETRAN, já tendo um estudo preliminar da ponte que comporta 32 ton., e a ocupação urbana se fez em torno das vias, sendo o acesso feito totalmente por dentro da área urbana, que não foi pavimentada para receber carretas, não tendo calçada e também tendo a cultura da Ilha de andar livremente. Informou que se tem uma idéia de no caso de manter essa ponte,  reforçar a se fazer um projeto, até com proteção tipo dolfins nos pilares dela, e teria que ter uma via expressa contornando o Rio Maguari, sendo outra opção de uma outra ponte, praticamente uma via expressa, saindo do centro urbano de Icoaraci que, pelo que a Comunidade apresenta, seria uma melhor alternativa, tanto que se ganharia um novo equipamento, e pelo estudo indicativo seria um investimento menor, achando importante apontar no CAP, que a CDP viabilize esse estudo concreto, tendo um projeto executivo, e aí discutir  como vai se fazer conjuntamente, já estando discutindo com a Prefeitura, sendo o Conselheiro José Raiol  quem tem capitaneado essa discussão pela Prefeitura. Observou que há a questão do investimento, onde provocou, em uma das reuniões o empresariado, porque achava importante eles pensarem em estabelecer um consórcio de quem tem interesse em operar no porto, e tentar recursos e financiamentos para viabilizar essa infra-estrutura, ou também a CDP buscar essa infra-estrutura ou a Prefeitura de Belém, sendo que o mais importante é ter esse projeto executivo em mãos, discutir e ver como viabilizar. Informou que a travessia da balsa tem problemas, com relação ao horário em que for atravessar, podendo dar problema com os barqueiros, uma vez que eles continuam fazendo a travessia, tendo a rampa praticamente sido destruída,  porque quando a ponte ficou interrompida colocaram uma balsa inadequada, e não sendo toda hora que a carga pode chegar, e do outro lado as carretas em fila causam problemas para comunidade de Icoaraci, tendo então a logística do Porto precisando ser urgentemente planejada. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas, disse que a CDP está tentando transformar a área da CIBRASA, que é maior que a área do Porto, para fazer o estacionamento de carretas, porém, de imediato, vai ter que se mexer na área do porto organizado, vai ter que seccionar a área que existe hoje, que já é de interesse de arrendatários e para se diminuir a área existente hoje alfandegada vai prejudicar os usuários que estão querendo vir para o porto, e que, inclusive, foi feita uma consulta ao Ministério dos Transportes de viabilizar o mais rápido possível essa área de propriedade da CIBRASA, para se pegar a parte da frente e colocar as carretas. A Conselheira Socorro Pirâmides informou que sobre essa questão do estacionamento, seria interessante identificar um posto de abastecimento na Rodovia Augusto Montenegro, que é uma via de acesso com maior capacidade, e os portos tem interesse de fazer essa parceria, e com simples monitoramento de rádios entre o acesso do Terminal e o lugar identificado, se fazer um Centro Avançado, tendo que implantar no lugar que identificar e acertar, tendo que ter um rádio e uma pessoa se comunicando com a Guarita do Porto, sendo essas as soluções que vêm sendo adotadas, porque todos os Portos se encontram dentro de áreas urbanas. Informou ainda que faz parte da Agenda Portos, que está identificando os gargalos dos portos que tem uma movimentação já consolidada, e essas são as principais coisas onde se chega, acontecendo que o Porto não tem uma área de estacionamento e de triagem dos caminhões, inclusive podendo evoluir na questão de agilizar a passagem pelo controle de acesso, além de funcionar como um Centro Avançado, já iniciando o processo do adiantamento da documentação. Sugeriu que nessa questão da logística definitiva, se faça um estudo de viabilidade para a própria CDP, porque se não vai se ter um porto onde a carga não vai chegar, uma vez que na condição atual e na hora que essa movimentação aumenta ela estoura, e aí os navios se desinteressam em operar em portos que não tem produtividade. Sugeriu também que o Conselho trabalhe na análise do PDZ com essa visão, porque, na verdade, esse outro aspecto que a Comunidade acha que vai acontecer, sendo também percebido no Porto de Sepetiba, que é um porto novo, onde o Município todo achou que iria explodir e iria se empregar todo mundo, e isso não aconteceu. Na sua opinião, isso vai acontecer na continuidade dessa relação, desse Fórum com a CDP, porque no momento em que se aprova o PDZ, se inicia o Plano de Arrendamento, aí sim, definitivamente aqueles que ganharem as licitações, que são aqueles que vão se instalar no Terminal e passarão a conviver com essa Comunidade, e são com essas pessoas que acha que a conversa vai fluir, com os Operadores que se instalarem no Porto do Outeiro e que, nesse sentido a geração de emprego, a utilização da mão de obra local, essa relação vai se dar nesse momento e a participação no Plano de Arrendamento pode, inclusive, ir além dos investimentos na infra-estrutura do arrendamento e no investimento da logística necessária. O Conselheiro Ailton Abadessa colocou algumas questões que foram discutidas com a implementação do Terminal do Outeiro, havendo uma grande receptividade da Comunidade, quando eles nem sabiam o que era porto organizado, e naquele primeiro momento viu a boa sensibilidade deles, e que hoje estão mostrando bem claramente que eles estão atuando como parceiros com a CDP. Elogiou a postura do CAP em ter tido essa sensibilidade de escutar os anseios e as sugestões da Comunidade, primeiro porque eles são detentores de conhecimentos que servirão de grande avanço para a CDP em projetos futuros. Colocou também que, de uma certa forma, a implementação do Porto do Outeiro já trouxe alguns ganhos para outros setores com relação a geração de empregos, os próprios Sindicatos, em especial os trabalhadores avulsos, já sinalizaram a necessidade de ampliar o seu quadro em decorrência disso, mas também o Outeiro já está tendo a sua contribuição nesse processo. Informou que na reunião de ontem, o Inspetor da Receita Federal, Marcus Aurélio Antunes, já sinalizou a ampliação do quadro de seu corpo funcional para desenvolver melhor a sua atividade, e dentro do bojo que se coloca a Comunidade, que é uma inovação e o que se espera dos Conselheiros é que nesse entendimento do desenvolvimento econômico, também está alocada a responsabilidade social, cultural, etc., e é com esse espírito que devem olhar. Elogiou também a postura dos representantes da Comunidade, falando de forma clara e direta, mostrando que há uma seriedade no que está sendo colocado e o respeito com todo o processo. O Conselheiro Gabriel Gasparetto informou que estão em vias de analisar o PDZ para vários portos da CDP,  entre eles aquele que os Conselheiros já estão inicialmente chamando de “Porto do Outeiro” e não mais de “Porto da Sotave”, uma vez que partilham  com o que foi comentado, que a SOTAVE é uma outra empresa, não tendo nada a ver com o que se tem aqui, então até que se tenha um nome melhor, eles acham que a melhor homenagem é o nome que todos estão acostumados a chamar a Ilha, que é “Porto do Outeiro”, e que em termos de PDZ, o que viabiliza, às vezes, o empreendimento comercial, uma vez que todos que tem um empreendimento empresarial, comercial, quer que aquilo dê lucro, e quando se está do outro lado, que é o consumidor, quer ser bem atendido, e por isso não vê porque uma área do tamanho da que se tem no porto, não se consiga viabilizar, dentro de um PDZ, o zoneamento para existência de um estacionamento na forma que entenderem que é o mais adequado, não tendo que ser um estacionamento final para uma carreta que já entrou na área alfandegada com toda a documentação em ordem, ele pode ser um estacionamento prévio, numa área da Empresa, mas segmentada fora de uma área alfandegada, apenas para não ficar ocupando o leito da rua do tamanho que se tem aqui. Informou que não consegue acreditar que não seja possível que se encontre alguns metros quadrados que se designe para isso, uma vez que o que acontece é que o caminhão vai chegar e vai ter lá uma vigilância que não vai deixá-lo adentrar na área do porto alfandegado; então ele ficará nesse estacionamento até que consiga o que seja necessário para entrar na parte da área alfandegada, não ficando, então, parado no meio da rua, e se for verificado que aquele caminhão está só aproveitando o estacionamento e não tem nada a ver com o objetivo do porto, ele vai ser convidado a sair dali; porém se de fato está esperando chegar uma documentação complementar, até que ele possa vir ao portão principal e entrar na área do porto, estaria resolvida a questão para não congestionar a via, não existindo para ele outra saída. Observou que se a Ilha nunca foi levada em conta para ter um porto e quando teve, ão foi levado em conta ter um estacionamento, então vai se ter problemas parecidos como estava tendo em Belém até um pouco tempo atrás, de pararem no meio da rua, não sendo a rua lugar para estacionamento e sim para trânsito de veículos, e na calçada para pedestre e não para estacionamento de carros e nem de caminhões, achando que a solução é relativamente simples. Sugeriu que fosse aproveitado no PDZ, que ainda não foi aprovado, solicitando que a CDP fizesse análise desse tipo de abordagem, se ela é viável e trouxesse ao CAP com uma delimitação de uma área, dentro de uma área física do todo do porto, onde poderia constar a existência de um estacionamento prévio dentro da área alfandegada, e assim não congestionar a rua. O Conselheiro Kleber Menezes observou que está se vivendo um momento impar sob diversos aspectos, sendo um deles o Terminal do Outeiro, onde está se  falando de um porto velho sob o ponto de vista físico, e seus percalços que estão aí a olhos vistos, porém um porto novo sob o ponto de vista operacional, como também da Comunidade do entorno e sendo considerado como inusitado o fato da Sociedade Civil Organizada estar na reunião demandando ao Porto as suas justas reivindicações, porém se for feita uma reflexão, essas mudanças e essas demandas já existiam no entorno do Porto e, como no todo já está mudando ou já mudou. Informou que em 1993 criou-se a Lei que foi evocada diversas vezes, que é a Lei dos Portos, onde se vivia um arcabouço de 1930, 1934 e 1937, com algumas incursões militares na década de 60 e aí veio a Lei dos Portos, que provocou uma revolução no sistema portuário brasileiro, e sob o ponto de vista da navegação, se teve a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, que regulou uma grande bagunça que existia no transporte marítimo e aquaviário, estando a  própria legislação aduaneira muito mais rigorosa, muito mais atual, mais informatizada e mais dinâmica, sabendo-se como era antes e como é hoje a demanda sob o ponto de vista da legislação fiscal. Então nada mais justo que as relações que o porto tem com as suas autoridades competentes, tendo também que se entender que esse momento mudou as relações com a Comunidade, e por ser uma coisa muito nova, deve-se ter muito cuidado onde se pisa, para que não crie aspirações, expectativas, e que como porta-vozes da Comunidade, não poderiam sair da reunião dizendo que foram acolhidos pelo CAP e que as suas demandas foram todas aceitas. As demandas foram postas e como representantes legitimos da sociedade, tem o dever de serem  perspicazes e incisivos na busca por esses objetivos, que é essa relação comunitária; então acredita que não é uma coisa inusitada sob o ponto de vista geral, porque tudo está mudando, obviamente, dificilmente conseguiria que alguém do Porto de Belém, a comunidade do entorno do porto de Belém para reivindicar, porque nasceram dentro daquele sistema, porque aquilo já está posto, então essa Comunidade, como uma grande alternativa para Belém, é a solução para os problemas do porto de Belém, diminuindo aquele congestionamento e o caos portuário, mas que, obviamente, esse progresso traz alguns efeitos colaterais. Acredita que a CDP está tendo uma postura muito interessante, parabenizando a Empresa por essa visão de trazer a sociedade, uma vez que é muito melhor trazer a sociedade para dentro, para discutir com o CAP, do que conversar com eles em piquetes e barricadas, porque pode ser muito bom para a mídia, mas não resolve problema de ninguém, e que essa mudança e essa proposta de se ter membros da comunidade do entorno do Terminal, participando do CAP, é uma proposta que deve ser levada adiante para se discutir. Observou também que, tudo que foi colocado no CAP, em termos de discussão, de criação de fundo pode sim ser analisado e ser entendido, pois  são os custos da implantação do empreendimento, e ninguém melhor do que a Autoridade Portuária para colocar isso no seu centro de custo e ser a Coordenadora desse processo, porque acha que o custo da implantação viária, discutir estacionamento, isso tudo faz parte do processo, tendo que mitigar, porém, no momento em que está viabilizando o porto, porque tem o empreendimento como atraente e distribui os ônus com a sociedade, acaba não ficando muito justo, achando interessante e parabenizando por essa reunião,  esperando que ela seja um marco para todos nessa busca de solucionar e criar alternativas para o desenvolvimento do Estado. O Sr. Presidente achou oportuna as falas dos Conselheiros Gabriel Gasparetto e Kleber Menezes, porque essa responsabilidade é praticamente toda da CDP, porque tem que arcar com ônus e tem que estudar todos os problemas, e os Conselheiros que são da própria Companhia que vão levar em conta, porque o ônus do progresso é realmente grande. 

 

2.2

Carta n0 126/04, ParáNav, de 02.9.2004 – Operação Porto do Outeiro.

O Sr. Presidente fez a leitura da Carta e fez a sua proposição de que a mesma seja a encaminhada para a CDP estudar e depois retornar ao CAP.

 

3.

ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS

Ao encerrar os trabalhos, o Sr. Presidente agradeceu a presença de todos e informou que a próxima reunião realizar-se-á nos dias 11 e 12.11.2004, em Santarém.  Nada mais havendo a tratar, eu, DÉBORA SALES LOBATO, lavrei a presente Ata, que lida e aprovada, foi assinada por mim e pelos Conselheiros. Belém, 03 de setembro de 2004.

 

 

 

 

 

 

 

ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO

Presidente

 

 

 

KLEBER FERREIRA DE MENEZES

Membro

 

 

 

MARIA DO SOCORRO PIRÂMIDES SOARES

Membro

CONTINUAÇÃO DA ATA DA 7a REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM

 

 

 

PELÁGIO ARAÚJO DE CARVALHO

Membro

 

 

 

GERALDO MAGELA GOMES

Membro

 

 

 

GABRIEL DA SILVEIRA GASPARETTO

Membro

 

 

 

LEÔNIDAS ERNESTO DE SOUZA

Membro