ATA DA 77a
REUNIÃO DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE
E SANTARÉM
Data: 03.04.2003
Horário: 9h
Local: Sala de reunião da Companhia Docas do Pará -
CDP
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PRESENÇAS: AUSÊNCIAS JUSTIFICADAS: |
ELÓI
PORTELA NUNES SOBRINHO –
Representante do Governo Federal, JOÃO
TERTULIANO ALMEIDA LINS NETO - Representante do Governo do Estado, JOSÉ ANDRADE RAIOL - Representante dos Municípios, CARLOS ACATAUASSÚ NUNES e KLEBER
FERREIRA DE MENEZES – Representantes da Administração do Porto, MARCELINO
CAVALCANTE DA SILVA NETO -
Representante dos Titulares de Instalações Portuária Privadas, LUIZ IVAN JANAÚ BARBOSA – Representante
dos Armadores, AMÉRICO DUARTE SILVA – Representante dos Demais
Operadores Portuários Privados, EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA e EDVALDO
MELO SOUZA – Representantes Trabalhadores Portuários Avulsos, AGOSTINHO RAIOL DA CUNHA –
Representante dos Demais Trabalhadores Portuários, DEMORVAN JAIME TOMEDI – Representante dos Exportadores e
Importadores de Mercadorias, ELIAS SALAME DA SILVA – Representante dos Proprietários e
Consignatários de Mercadorias, ROBERTO SEIXAS SIMÕES - Representante
dos Terminais Retroportuários. Como convidados, os Srs. Guilherme
Oliveira Braga – Diretor Presidente em exercício da CDP, Otílio Nélio da Conceição -
Gerente
de Normatização, Fiscalização e Controle da CDP, Pedro Paulo
Ferreira do Amaral – Administrador do Porto de Belém. GABRIEL
DA SILVEIRA GASPARETTO,
DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR e PAULO ROBERTO BRANDÃO. |
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1. |
EXPEDIENTE: |
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1.1 - |
Leitura e aprovação da Ata da reunião anterior.
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Foi lida e
considerada aprovada a ata da reunião anterior. |
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2 - |
ORDEM DO DIA: |
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2.1 - |
Carta
DIRPRE n0 23/03 - CPH, de 03.4.2003 - Renúncia do Conselheiro Carlos Acatauassú
Nunes. O Sr. Presidente deu
conhecimento da Carta supra mencionada. O Conselheiro Carlos Acatauassú falou
que depois da criação do CAP, a CDP teve muito a lucrar, não só com a
abertura da operação portuária para as empresas privadas, como também com a
participação dos principais interessados no sucesso da operacionalidade do
porto, incluindo os seus problemas. Agradeceu à Presidência e a todos membros
do CAP pela atenção recebida, procedendo a leitura da página que integra o
Relatório de Gestão da CDP, exercício de 2002, intitulada “Palavras do
Presidente”. |
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2. 2- |
Abordagem sobre o processo de Estadualização da
CDP (Audiência Pública realizada no dia 14.03.2003). O Sr. Presidente informou que o Secretário
Executivo do Ministério dos Transportes está coordenando um grupo de
trabalho, cuja conclusão está prevista para o dia 14.4.2003, pelo qual o Ministério dos Transportes dará a solução
administrativa sobre o processo de estadualização da CDP. O Diretor
Presidente em exercício da CDP, Guilherme Braga, comunicou que no dia
14.03.2003 foi realizada a Audiência Pública, por iniciativa do Ministério
dos Transportes, no sentido de se colher subsídios ao estudo do processo de
estadualização, decorrendo dentro da normalidade, onde se manifestaram
políticos do Estado, Blocos dos Trabalhadores, Blocos do Operadores e Usuários
e também pessoas que se inscreveram através de sorteio e tiveram esse
direito. Colhidos todos os pronunciamentos e colocados todos os argumentos, a
CDP providenciou toda a documentação da Audiência que foi gravada, filmada e
registrada em Ata, os depoimentos na íntegra, sendo tudo encaminhado ao
Ministério dos Transportes, onde o Grupo de Trabalho deverá, no prazo de dez
dias, apresentar soluções para o Secretário Executivo, para que na próxima Audiência
possa trazer o resultado desse estudo. |
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3 - |
COMUNICAÇÕES: |
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3.1 - |
Fax s/n STA/MT,
de 27.03.2003 – Sobre o prosseguimento da Concorrência Pública COPELI/PVC n0
02/2002, para arrendamento de áreas para movimentação de contêineres no
Porto de Vila do Conde. |
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3.2 - |
O Conselheiro
Carlos
Acatauassú solicitou que fosse registrada em Ata, voto de cumprimentos
pela inauguração no dia 04.4.2003, em Vila do Conde, da planta de duplicação
da produção da ALUNORTE, contando com a presença do Sr. Presidente da
República, o que para nossa região e para o nosso porto é da maior
importância, representando um aumento
de movimentação de carga da CDP. |
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3.3 - |
Assuntos
Operacionais. O Conselheiro Marcelino
Cavalcante fez uma proposição de se constituir uma Comissão no âmbito do
CAP, juntamente com o Presidente em exercício da CDP, para estudar e traçar
um plano de ação muito claro, com relação a esses assuntos operacionais do
porto de Belém, estabelecendo prazos e determinando a pessoa que ficaria
responsável por determinadas situações e trouxesse logo uma resposta bem
objetiva. A Agenda de discussões dessa Comissão seria, basicamente, a
seguinte, de lavra do Conselheiro Américo Silva: |
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3.3.1 –
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Acréscimo
sobre tarifas portuárias (Fundo de Investimento – 10% sobre determinadas
tarifas). O Conselheiro Américo
Silva fez as seguintes considerações sobre a tarifa: 1 - Informar
mais detalhes sobre essa cobrança (sobre que tarifas incide; quando o CAP
aprovou e através de que ato; quando a CDP informou aos Operadores Portuários
e através de que ato); 2 – Condição do
pátio de pré-stack; 3 – Falta de
Defensas no pier do Armazém 11; 4 – Retirada dos guindastes localizados entre os
Armazéns 11 e 12; 5 – Suspensão
imediata da cobrança desse Fundo de Investimento; 6 – CDP deve
emitir correspondência para cada Operador Portuário, informando o montante de
sua participação nesse Fundo; 7 – Decisão dos
Operadores em não pagar mais nada à CDP, que não seja o devido pela prestação
dos serviços. |
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3.3.2 – |
Pesagem
de contêineres. Foram feitas as
seguintes considerações: 1 - Adulteração
do peso dos contêineres; 2 – Reclamação
dos Armadores e repasse para os Operadores Portuários de custo de multas no
exterior; 3 - Responsabilidade
da CDP. |
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3.3.3 – |
Relação
da CDP com os Operadores Portuários e com o Exportador: 1 - Cobrança aos
Operadores de tarifas que não foram acordadas entre o Operador e o Exportador
(ligação reefer, armazenagem de carga, pesagem, etc); 2 – Essa relação
está definida na Tabela de Preços Portuários; 3 – Atraso no
faturamento da CDP; 4 – Concentração
de todos os fatos que deram origem ao faturamento numa única NF; 5 – Dificuldade para que o Operador Portuário
possa repassar despesas para o Armador ou
para o Exportador/Importador; 6 – Exiguidade
do prazo de pagamento dessas faturas; 7 – Sistema CDP
– conhecimento centralizado na Sra. Joelma – riscos desse fato; 8 – Situação
administrativa da CDP – perspectivas de solução; 9 – Implantar
acesso ao porto para carga solta e outra para contêineres. |
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3.3.4 - |
Armadores
de longo curso e de cabotagem deveriam ser representados no CAP. |
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3.3.5 - |
Acesso
a área de pre-stack e berços: 1 - Mudança da Receita Federal para outro
local impediria o acesso de Despachantes e outras pessoas que não estejam
participando das operações, fato que atualmente prejudica as operações em
face da pressão exercida pelos Exportadores sobre todos os envolvidos na
operação dos navios (Fiel do Armazém, Supervisor Operacional, Conferente de
Carga, Operador de Empilhadeira, etc). Discutindo-se
genericamente os assuntos da pauta proposta, o conselheiro Américo Silva
concordou com a criação da Comissão e com as ações que foram colocadas pelo
Conselheiro Marcelino Cavalcante, com um plano de ação, determinando quem vai
ser o coordenador de cada um dos itens e o Coordenador geral dessa Comissão,
com um cronograma estabelecido e acompanhado pelo CAP, a fim de que tenha uma
solução rápida e efetivamente eficaz. Quanto aos tópicos que foram discutidos sobre o acréscimo da tarifa
portuária, informou que foi perguntado aos membros do SINDOPAR, que não
conseguiram obter a Ata e Deliberação em que o CAP aprovou esse ato. Procedeu
detalhes de alguns investimentos que deveriam ter sido feitos com esse
recursos e que não foram realizados. Sugeriu a suspensão imediata dessa
cobrança, já que foram pagos pelos envolvidos no segmento portuário, não
havendo retorno em investimentos. Informou ainda que a recomendação dos
Operadores Portuários é que a CDP deva emitir uma correspondência a cada
Operador, informando o montante de sua participação nesse Fundo. Comunicou
que os Operadores decidiram em reunião não pagar mais nada que não seja o
devido pela prestação dos serviços pela CDP. O Conselheiro Kleber Menezes
informou que, com relação a essa questão, quando foi feita essa proposição,
estava vigorando na CDP um Adicional CAP na ordem de 5%, destinado para
pagamento de ISS. Naquela ocasião, em 1997, a CDP estava vivendo uma situação
muito difícil sob o ponto de vista financeiro, pois havia sido suspenso o ATP
– Adicional de Tarifa Portuária, e a direção não tinha condições de investir
no porto de Belém, uma vez que ele não está considerado no Plano Nacional de
Viação, como porto prioritário, sendo todos os pedidos orçamentários
sumariamente suprimidos, somente vindo recursos para os portos de Vila do
Conde e Santarém e em quantidades ínfimas e insignificantes. Informou ainda
que naquela ocasião, a CDP estava vivendo um problema sério: embora o canal de acesso não estivesse
muito ruim, os berços de atracação dos Armazéns 4 ao 12 estavam assoreados e
era preciso fazer uma dragagem. Então foi proposto ao CAP uma parceria, onde
a CDP entrava com 5% e pagaria o seu próprio ISS e criaria um adicional com
mais 5%, totalizando 10%, a serem aplicados para investimentos no Porto de
Belém. Complementou que, sem entrar no mérito da questão, caso haja a
estadualização, esses recursos que
hoje são sobra de caixa da CDP, irão para o Governo Federal e a CPH irá
iniciar do zero. Havendo a supressão desse fundo de investimento agora,
poderá ser um risco à continuidade operacional notadamente no porto de Belém.
Propôs que todo e qualquer investimento que venha a sair da rubrica desse
fundo, seria previamente autorizado pelo CAP, isto é mantêm-se o fundo de investimento, mas qualquer obra ou
serviço em qualquer porto só poderá ser executado com a anuência prévia do
CAP. O Conselheiro Américo Silva informou que não vê motivos na
continuidade da cobrança dos 10% do fundo de investimento, uma vez que o
Governador do Estado tem dito que está disposto a investir R$50.000.000,00
nos portos do Pará, que a CPH obrigatoriamente tem que iniciar com capital de
giro, próprio e não com recursos de terceiros custo zero. Esclareceu que os
Operadores Portuários não estão duvidando da lisura e da licitude desses
recursos, nem está pedindo a devolução do dinheiro, só está propondo que a
tarifa seja abolida por não ver retorno desse investimento. O Diretor
Presidente em exercício da CDP, Guilherme Braga, esclareceu que a
tarifa deve remunerar os serviços e, se hoje ela não é suficiente para isso, propõe, ser uma questão de
coerência, que ela seja suspensa e que se estude a maneira mais adequada de
remunerar esses serviços. O Conselheiro Kleber Menezes observou que,
se for retirado o fundo de investimento, se estará única e tão somente
aumentando as dificuldades do porto de Belém. A remuneração que o porto necessita
para o seu dia a dia é insuficiente, quanto mais para recompor o passivo que
é de conhecimento de todos. Propôs que caso a CDP seja estadualizada, que
seja estudada a suspensão desse adicional. Porém, na conjuntura atual, ele
deva ser mantido, porque o porto precisa. Solicitou que seja deliberada a
urgência e emergência do processo de licitação de retirada dos guindastes,
para que seja levado ao Ministério dos Transportes. O Conselheiro Elias
Salame manifestou-se favoravelmente à manutenção da tarifa, que é
necessária para a sobrevivência do porto, sob pena da CDP começar a se
endividar. Solicitou que ficasse registrada em Ata o seu protesto pela
atitude que o Ministério dos Transportes, em total desrespeito ao porto de Belém, tomou ao não enviar os recursos que o porto
necessita para sobreviver, para que os trabalhadores tenham empregos, para
trazer divisas para o País e para o Estado, que é predominantemente
exportador e possa sobreviver economicamente. O Conselheiro Roberto Simões
concorda com a posição do Conselheiro Elias Salame de que a tarifa deva ser
mantida, cuja lisura e aplicação legítima dessa receita trazida ao CAP,
demonstra que ela era e ainda é necessária, não devendo ser tomadas decisões
precipitadas e que se mantenha normalmente essa cobrança, devendo ser feito
nessa Comissão um estudo apurado da necessidade ou não da permanência da
cobrança do fundo de investimento. O Conselheiro Américo Silva
esclareceu que os Operadores Portuários não estão questionando a legitimidade
da criação do fundo de investimento, e sim solicitando a extinção ou
suspensão dele, já que a existência
da tarifa não criou uma condição de investimento no porto, o qual hoje,
infelizmente, não pode prestar um serviço para os exportadores de forma
condizente. O Conselheiro Demorvan Tomedi sugeriu que, por ser
polêmico, o assunto ficasse para a próxima reunião, com mais dados e mais
adequadamente instruído. O Conselheiro Américo Silva complementou que,
caso a proposta de ficar para a próxima reunião seja aceita, solicita que os
elementos para análise sejam enviados antecipadamente para que possam
subsidiar a decisão dos Conselheiros. O Conselheiro Kleber Menezes
propôs uma agenda para Comissão e que
o relatório final seja encaminhado para a análise dos conselheiros com quinze
dias de antecedência da próxima reunião. Ficou decidido que a comissão ficará
assim constituída: Guilherme Oliveira Braga – Diretor Presidente em
exercício da CDP, Demorvan Jaime Tomedi – Representante dos
Exportadores e Importadores de Mercadorias, Natal de Freitas Neves –
Representante dos Trabalhadores, Américo Duarte da Silva –
Representante dos Demais Operadores Portuários, com assessoramento de: Kleber
Ferreira de Menezes – Diretor de Gestão Portuária da Companhia de Portos
e Hidrovias do Estado do Pará e Pedro Paulo Ferreira do Amaral –
Administrador do Porto de Belém, conforme Deliberação CAP n0
01/03, de 03.04.2003. O Conselheiro Américo Silva informou que os
problemas da pesagem dos contêineres foram minimizados com a implantação da
recolocação da balança externa que já está funcionando. Procedeu várias
considerações com relação aos demais itens, ficando decidido que o assunto
será melhor detalhado no estudo da Comissão. O Conselheiro Américo Silva
observou que a CDP interpreta erroneamente que o cliente dela é único e
exclusivamente o Operador Portuário, devendo entender que os seus clientes
são os Operadores Portuários, os Exportadores e os Importadores, ocorrendo
que os Operadores estão sendo cobrados de coisas das quais eles não detêm controle. Na sua opinião, a CDP
deve mudar essa linha de interpretação. O Diretor Presidente em exercício da
CDP, Guilherme Braga, informou com relação ao atraso das faturas, que
algumas vieram sem o peso, tendo a CDP que recorrer ao OGMO para pedir o
talho do conferente, a fim de poder
checar esse preço e se chegar no faturamento, sendo uma deficiência interna
que motivou o atraso. Informou que foi feita uma reunião interna na CDP,
ficando definido que o cliente da CDP, pode ser o exportador ou Operador
Portuário, porém para a fatura ser emitida em nome de um ou de outro, vai ter
que fazer o cadastro na CDP, a fim de que se possa fazer a análise do
crédito, ou então, o Operador se responsabilize como seu preposto, caso não
haja pagamento pelo exportador. O Conselheiro Américo Silva observou que tem que ser definido o que é
responsabilidade do exportador e do
Operador Portuário, uma vez que não concorda que o Operador se responsabilize
pelo não pagamento daquilo que é devido pelos reais beneficiários desses
serviços. O Diretor Presidente em exercício da CDP, Guilherme Braga,
informou que voltará a se reunir com os envolvidos na questão para se chegar
num consenso. O Conselheiro Américo Silva informou que outra questão
que preocupa o Operador Portuário, é a centralização do conhecimento do
sistema na Senhora Joelma que, quando não está fisicamente no porto de Belém
e o sistema entra em pane, cria uma confusão, em virtude de outras pessoas
não poderem atender com a mesma competência e eficiência, devendo a CDP
encontrar um meio de dividir essa responsabilidade. O Diretor Presidente em
exercício da CDP, Guilherme Braga, explicou que na fase inicial de
implantação do sistema concentrou o gerenciamento na referida Senhora, porém
o pessoal da informática da CDP já vem sendo treinado para dar o suporte
necessário. Com relação a manutenção da internet, a mesma está sob a
responsabilidade do Sr. Megumi Kinoshita Júnior, Analista de Sistema, e conforme se identifique as necessidades
do dia a dia, procura-se solucionar da melhor forma com o pessoal da CDP e os
contratados com o desenvolvimento dos trabalhos, com a gerência da Senhora
Joelma Gonçalves, Analista de Sistemas de Informática da FADESP. O
Conselheiro Agostinho Raiol informou que o problema ocorrido no porto
de Belém, há duas semanas foi no banco de dados, que só a Senhora Joelma
sabia resolver, sendo de opinião que tem que ter uma pessoa sempre no porto,
que tenha condições de mexer no banco de dados e possa resolver o problema. O
Diretor Presidente em exercício da CDP, Guilherme Braga, informou que
o problema então foi de infra-estrutura operacional, sendo mais fácil de
resolver e não um problema operacional de uso do sistema. O Administrador do
Porto de Belém, Pedro Paulo Amaral, informou que com implantação do
sistema houve muitos problemas, que no decorrer dos
trabalhos estão sendo resolvidos e que, atualmente, precisa se mexer muito
pouco no banco de dados, como também não há serviço na operação que seja
feito com a interferência da Senhora Joelma. Informou também que são vários
os segmentos envolvidos nessa operação e se alguns deles não fizerem a sua parte bem feita, todo o
processo fica comprometido. O Conselheiro Américo Silva informou que
tem recebido reclamações dos Armadores de Longo Curso, por não terem
representante no CAP, uma vez que em todos os CAP´s do Brasil eles tem esse
representante. Sugeriu que, além do representante do Armador Fluvial, que se
estude a possibilidade de ter no CAP o representante do Armador de Longo
Curso, uma vez que muitos dos assuntos que são discutidos na sua maioria são
direta ou indiretamente de interesse do Armador de Longo Curso, que é quem
opera nos portos de Belém e de Vila do Conde. O Conselheiro Kleber Menezes
informou que, sob a questão da falta de representatividade do Armador de
Longo Curso, é colocado pela Lei n0 8.630 que existe um
representante dos Armadores que deve ser indicado pelo Sindicato da Categoria
e este é quem vem indicando desde a criação do CAP, no caso o SINDARPA.
Perguntou ao Conselheiro Luiz Ivan, Presidente do SINDARPA, se existe
Armador de Longo Curso, associado ao SINDARPA e qual a relação do Sindicato
com eles. O Conselheiro Luiz Ivan respondeu que os Armadores de Longo
Curso não são associados no SINDARPA, somente os da navegação fluvial. O
Conselheiro Kleber Menezes observou que é legítima a representação
fluvial mas existe um outro segmento que não está representado, segmento este
economicamente predominante. Sugeriu que o Conselheiro Américo Silva,
trouxesse todos elementos e as demandas da categoria, para que fosse feita
uma correspondência pelo CAP, consultando o Ministério dos Transportes, a fim
de ser criado o assento da categoria. O Conselheiro Américo Silva
sugeriu que seja implementado um projeto que havia anteriormente de mudança
de localização da Receita Federal, para fora da área de operação, a fim de
ser evitada o acesso de pessoas que não estejam participando das operações,
evitando com isso acidentes e não prejudiquem o trabalho. O Conselheiro Kleber
Menezes informou que já existe o projeto básico para construção de um
novo Centro Integrado de Atendimento, que será no Armazém 8-B, com saída
externa para Av. Marechal Hermes, estando todas as obras necessárias ao bom
andamento da operação portuária paradas por determinação superior. Sugeriu
que fosse feita correspondência ao Ministério dos Transportes para liberação
da licitação para execução dessas obras. O Conselheiro Edivaldo Batalha
sugeriu que fosse colocado em pauta na próxima reunião o assunto do
tombamento do porto de Belém, pelo Governo Estadual, sendo um patrimônio público
federal. Indagou se houve alguma manifestação do CAP a respeito desse assunto
e qual a opinião dos Conselheiros, uma vez que o Conselheiro Carlos
Acatauassú informou que esse tombamento não impede que seja feito o
investimento ou a manutenção, entendendo que o referido tombamento vai
interferir e impedir os investimentos. Informou ainda que gostaria de ouvir a
opinião dos Conselheiros na próxima reunião. |
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4 - |
ASSUNTOS GERAIS |
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4.1 - |
Fax s/n STA/MT,
de 27.03.2003 – sobre o prosseguimento da Concorrência Pública COPELI/PVC n0
02/2002, para arrendamento de áreas para movimentação de contêineres no
Porto de Vila do Conde. O Sr. Presidente comunicou que o Secretário de
Transportes Aquaviários, Sr. José Alex B. de Oliva, informou que o assunto
está sendo analisado no âmbito do Ministério dos Transportes, com a devida
prioridade, juntamente com o processo de estadualização dos portos da CDP. |
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4.2 - |
Carta s/n de
24.03.2003, sobre renúncia do Conselheiro Valdemiro Martins Gomes. (ler a
Carta). O Sr. Presidente procedeu a leitura da Carta supra mencionada,
pelo qual devolve sua carteira de identificação de Conselheiro do CAP, bem
como cópia da Carta remetida a AEB informando sobre a sua renúncia como
membro do Conselho. |
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5 - |
ENCERRAMENTO
DOS TRABALHOS Ao encerrar
os trabalhos, o Sr. Presidente agradeceu a presença de todos, e informou que a próxima reunião
realizar-se-á no dia 08.5.2003. Nada mais havendo a tratar eu, DÉBORA
SALES LOBATO, lavrei a presente Ata, que lida e aprovada, foi assinada por mim e pelos Conselheiros.
Belém, 03 de abril de 2003. |
ELÓI
PORTELA NUNES SOBRINHO
Presidente
JOÃO
TERTULIANO ALMEIDA LINS NETO
Membro
JOSÉ
ANDRADE RAIOL
Membro
CONTINUAÇÃO DA ATA
DA 77a REUNIÃO DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS
DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM.
CARLOS
ACATAUASSÚ NUNES
Membro
MARCELINO
CAVALCANTE SILVA NETO
Membro
LUIZ
IVAN JANAÚ BARBOSA
Membro
AMÉRICO
DUARTE SILVA
Membro
EDIVALDO
DO NASCIMENTO BATALHA
Membro
EDVALDO
MELO SOUZA
Membro
CONTINUAÇÃO DA ATA
DA 77a REUNIÃO DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS
DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM.
OLÍVIO
SOUZA COSTA
Membro
AGOSTINHO RAIOL DA CUNHA
Membro
DEMORVAN JAIME TOMEDI
Membro
ELIAS
SALAME DA SILVA
Membro
ROBERTO
SEIXAS SIMÕES
Membro