ATA DA 5a REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM.

 

 

 

Data: 02.12.2003

Horário: 9h

Local: Auditório da Companhia Docas do Pará – CDP

 

 

 

 

PRESENÇAS:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AUSÊNCIAS

JUSTIFICADAS:

MARTINHO CÂNDIDO VELLOSO DOS SANTOS e ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO – Representantes do Governo Federal, JOÃO TERTULIANO ALMEIDA LINS NETO e RUDAJÁ DIAS DANTAS - Representante do Governo do Estado, JOSÉ ANDRADE RAIOL – Representante dos Municípios  -  PEDRO PAULO FERREIRA DO AMARAL - Representante da Administração do Porto,  LUIZ IVAN JANAÚ BARBOSA – Representante dos Armadores,  MARCELINO CAVALCANTE DA SILVA NETO – Representante dos Titulares de Instalações Portuárias Privadas, EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA – Representante Trabalhadores Portuários Avulsos, OLÍVIO SOUZA DA COSTA e JOSÉ MARIA POSSA ANDRADE,  AGOSTINHO RAIOL DA CUNHA e CARLOS AUGUSTO ROCHA SOUZA – Representantes dos Demais Trabalhadores Portuários, GABRIEL DA SILVEIRA GASPARETTO e LEÔNIDAS ERNESTO DE SOUZA DEMORVAN JAIME TOMEDI – Representante dos Exportadores e Importadores de Mercadorias, DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR e ELIAS SALAME DA SILVA  - Representantes dos Proprietários e Consignatários de Mercadorias e PAULO ROBERTO BRANDÃO – Representante dos Terminais Retroportuários. Como convidados, os Srs. Ademir Galvão Andrade – Diretor Presidente da CDP, Nelson Pontes Simas  - Diretor de Gestão Portuária da CDP.

 

MARIA DO SOCORRO PIRÂMIDES SOARES, PELÁGIO ARAÚJO CARVALHO, RAIMUNDO NONATO DOS SANTOS FILHO, ROBERTO SEIXAS SIMÕES.

 

1 -

ORDEM DO DIA:

 

1. 1-

Apreciação do Relatório da Comissão designada através da Deliberação no 08/2003, de 30.10.2003, para análise da proposta das diretrizes e estratégicas do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento dos Portos de Belém, Vila do Conde e Santarém. O Conselheiro Elias Salame observou que o PDZ do Porto de Belém apresentado pela atual Diretoria é totalmente diferente do existente atualmente, encontrando resistência em dois pontos: Fechamento da Av. Marechal Hermes e a Retirada do Terminal Fluvial de Passageiros. Informou que para os Conselheiros, só se deveria  mexer no Terminal de Passageiros depois de já ter um espaço pronto para fazer essa transferência. Com relação ao fechamento da Av. Marechal Hermes, informou que se trata de uma situação controvertida, uma vez que a propriedade e o registro de imóveis da área é da CDP, porém ela é de uso público e por esse motivo não dá poder absoluto e discricionário à CDP, tendo sido aprovado o restante. Quanto à retirada dos Armazéns 11 e 12, informou que a Comissão é a favor, desde que se obedeça aos critérios legais regidos pela Lei do Patrimônio Histórico. O Conselheiro Gabriel Gasparetto informou que, na sua avaliação, o titulo da reunião está um pouco inadequado, uma vez que deveriam estar analisando uma Proposta de Diretrizes Estratégicas “para um novo PDZ” e não “do novo PDZ”, tendo solicitado que fosse o titulo do Relatório corrigido. Observou que o Relatório estaria inadequado na forma e no conteúdo, por não dizer que resultou de uma Deliberação do CAP que a criou, até para a segurança do que está contido. Observou que no Relatório está mencionando Terminal de Vila do Conde, o que não existe, sendo o nome correto Porto de Vila do Conde, criado através de uma Portaria Ministerial. Na sua opinião, pela complexidade e profundidade do que está sendo discutido, que é um PDZ, o relatório lhe parece muito primário, não historiando como começou, que tipo de estudo levou em conta para chegar a essa conclusão, quais as justificativas apresentadas pela CDP para solicitar a avaliação de uma Comissão e quais os documentos que foram analisados, de vez que o referido documento não tem começo e meio, mas somente o fim. Questionou também sobre o porquê do Diretor de Gestão Portuária da CDP, ter redigido e providenciado a digitação do Relatório e o levou para o Coordenador da Comissão assinar, uma vez que ele não é Conselheiro nem membro da Comissão. Finalizando, frisou que o que existe é uma proposta de diretrizes estratégicas para um novo PDZ para ser analisada e eventualmente aprovada pelo CAP, e a partir daí, o Colegiado vai dar o direcionamento da melhor forma de se providenciar os estudos para que se faça um PDZ, assim como no caso de Vila do Conde e Santarém, onde a própria Comissão entendeu que não existe nenhuma modificação e, portanto não haveria necessidade de ser aprovado novamente pelo CAP. O Sr. Presidente informou que com relação à pauta, estava sendo apreciada uma proposição de um novo PDZ, efetivamente. Com relação ao Relatório comentou que os membros que estavam participando do Grupo de Trabalho, estavam representando os Conselheiros do CAP e não os blocos, ou seja, que o objetivo foi de se pegar pessoas de boa fé e bons propósitos que quisessem dar sua contribuição pessoal e técnica, na busca de um encaminhamento para uma solução. O Diretor Presidente da CDP, Ademir Andrade  observou que esse momento era de extrema importância para a CDP e para o Estado, e que valorizava e respeitava muito o CAP e todos os seus integrantes. Informou que o momento era de dividir responsabilidade muito séria e muito grande com relação ao PDZ. Aproveitou a oportunidade para fazer uma avaliação do que a Diretoria da CDP fez na administração da Empresa desde que assumiram e dizer quais os seus propósitos para chegar a questão da votação e da divergência fundamental que nela existe. Informou que o objetivo da Diretoria é ter um contato franco e leal, principalmente com os usuários dos portos do Estado do Pará, e fazer com que esses portos funcionem com comodidade, com rapidez e fazer com que no futuro os armadores barateiem os seus custos para atender ao porto de Belém. Informou ainda que a grande questão é que eles têm a compreensão de que melhorando a infra-estrutura dos portos, estarão trazendo para o Estado do Pará novos investidores, novas indústrias, geração de mais empregos e a conveniência da utilidade, se o cidadão vai querer usar Vila do Conde, Belém e Santarém, se vai querer usar a SOTAVE, sendo a conveniência do mercado. E ainda que a CDP não quer impor para ninguém, a conveniência do mercado, do preço que cada exportador use é que vai determinar onde vai ser feito o embarque e o desembarque, e a CDP tem que estar pronta para atender a conveniência dos usuários dos portos, seja o que exporta ou importa, essa é a obrigação fundamental da CDP. Informou ainda que a grande questão que se coloca hoje é a diferença de posicionamento, uma vez que o Governo do Estado do Pará, entendeu que o porto de Belém é um porto obsoleto, que não serve para nada e quer a qualquer custo e a qualquer preço transferir as atividades do porto de Belém para o Porto de Vila do Conde, querendo, claramente, transformar o Porto de Belém em um Centro de Convenções e numa Estação de Passageiros. Esclareceu que a questão da divergência em relação aos portos de Vila do Conde e Santarém no PDZ, está resolvido, sendo o problema no Porto de Belém, que há uma divergência entre o posicionamento da Empresa e a interferência que o Governador do Estado do Pará exerce sobre o seu posicionamento, querendo interferir no processo da Autoridade Portuária. Informou que a diferença entre a CDP e o Governo do Estado com relação ao PDZ, é que a administração portuária quer o porto de Belém servindo aos exportadores e importadores do Estado do Pará, funcionando como porto e o Governo do Estado quer o porto de Belém como Centro de Convenções e Estação de Passageiros. Informou que quem votar com o PDZ proposto pela CDP, está votando com a posição dela, e quem votar contra, estará votando com a posição daqueles que querem transformar o porto de Belém num Centro de Convenções e numa Estação de Passageiros, porém é preciso ouvir os exportadores, os armadores, sendo também necessário saber das conveniências do porto de Vila do Conde, o que vai haver com a navegação de cabotagem, com esse mercado que tende a crescer no Estado do Pará, uma vez que no Porto de Vila do Conde hoje não dá para atender a demanda que existe para navegação de cabotagem. O Sr. Presidente lembrou aos Conselheiros que não estava sendo discutida ali a estadualização da CDP, mesmo porque ela é uma empresa pública federal, vinculada ao Ministério dos Transportes, que dita a política que deve ser mantida pela Direção da Empresa e que dentro das diretrizes emanadas pelo Ministério dos Transportes não consta qualquer desativação do porto de Belém, que tem até mesmo o seu mercado. O Conselheiro Elias Salame observou que o interessa para os Conselheiros é a discussão com imparcialidade e com a consciência de idealizar o que seja melhor para o Estado, sendo defensores de um porto mais eficiente e tendo a consciência que não se tem a capacidade de fazer um mega-porto capaz de tudo, motivo pelo qual o Conselho optou por um conjunto portuário do Rio Pará, cada um com a sua determinação. Observou também que entendeu a grande limitação financeira e de tempo, por isso, acima de tudo que se quer um porto que funcione, por ser o Estado essencialmente exportador. Informou que sobre a questão do Terminal de Passageiros, só se retira quando fizer outro melhor ou igual, a fim de não prejudicar os passageiros ribeirinhos. Com relação ao fechamento da Av. Marechal Hermes, é de opinião que haja um plebiscito. O Diretor Presidente da CDP, Ademir Andrade questionou o Conselheiro Gabriel Gasparetto pela maneira com que este vinha criticando a CDP, parecendo não desejar benefícios para os nossos portos O Conselheiro Gabriel Gasparetto informou que há dez anos faz parte do CAP, sendo indicado pela Associação Brasileira do Comércio Exterior, sendo a única entidade na Lei dos Portos individualmente citada de abrangência nacional. Informou ainda ter trinta anos de experiência no Estado como um pequeno exportador madeireiro e que está defendendo arduamente seus pontos de vista, baseado, primeiramente, na orientação para o qual sua entidade o designou e segundo, naquilo que eventualmente for de sua convicção pessoal. Esclareceu que o que quer é que a CDP justifique porque um eventual PDZ que ela esteja apresentando é melhor que o atual, fundamentado em estudos e comprove a viabilidade técnica, econômica e financeira. Informou também que pode vir a votar integralmente a favor do que a CDP eventualmente desejar, no momento em que se sentir convencido de que existe justificativas baseadas em estudos e não em achismos, que é o que foi apresentado e pressionado para o CAP votar em Santarém. Para ele o que existe não é um PDZ e sim diretrizes estratégicas para um PDZ. Tornou a frisar que o que quer, que a sua entidade quer e que qualquer empresário deseja são portos mais ágeis, mais eficientes, competitivos e a custos menores. Com relação às questões políticas, concordou com o Conselheiro Elias Salame quando disse que para o CAP não importa o que o Governo Estadual ou o Federal querem, no sentido de que cada um tenha os seus desejos políticos. Informou que o Governo do Estado tem o seu representante no CAP e que nunca viu ele se manifestar de querer acabar com o porto de Belém. Concluiu dizendo que quer ser convencido, baseado em estudos e fundamentação, de que o que a CDP está propondo, que são diretrizes estratégicas, é melhor do que o que já existe, e caso venham a ser aprovados, deverão os PDZs serem efetivamente preparados para depois serem apreciados. O Conselheiro João Tertuliano informou que, como representante do Governo do Estado, se sentia na obrigação de dizer que o Presidente da CDP estava muito ansioso e por isso fez um pré-julgamento, e que, mesmo como técnico, achava improcedente quando ele chegou a conclusão que se os portos administrados pela CDP forem para a alçada do Governo do Estado haverá uma péssima condução por parte desse Governo. Achou a colocação incabível naquele momento. Informou que de maneira nenhuma faria uma consideração para não reconhecer o mérito da Administração da CDP, toda essa polêmica que está havendo sobre a retirada da Estação de Passageiros e sobre a Av. Marechal Hermes, tem uma questão central, que é a contingência histórica em que o Presidente da CDP assumiu a Empresa, no âmbito de uma disputa e nisso ninguém tem culpa, onde o Governo do Estado requereu a estadualização dos portos e o atual Governo Federal tem todo o direito de dizer que não quer, porém o que não tem direito é de procrastinar. Informou que tudo isso está acontecendo em função de uma procrastinação que é indevida, uma vez que o Governo constituiu uma empresa, a Companhia de Portos e Hidrovias - CPH, por via legislativa e fica difícil o Governo dizer, se sair o Terminal de Passageiros do Armazém 10 da CDP, que está com os recursos aprovados na agenda mínima do Governo para lá ser executada,  se vai ser em Val-de-Cães ou junto da Universidade, sem que antes se decida se o Governo Federal vai concordar ou não com a estadualização dos portos do Pará já efetivada pelo Governo anterior. Colocou também uma outra questão, é que quando se definiu o PDZ no âmbito do Complexo Portuário do Rio Pará, o que se quis foi a liberdade de alternativa para os usuários dos portos do Pará, nunca se falando em fechar o porto de Belém em favor deste ou de outro porto, quem decide isso é a iniciativa privada, é a atratividade econômica. Informou ainda que o Presidente da CDP tem o direito de discordar, porém antecipou que o desejo do Governo do Estado é de assumir o controle dos portos do Pará e exercer essa política de liberdade de alternativa, melhorando naturalmente dentro de uma diretriz  que pode ser discordada e discutida, dentro daquilo que for melhor para os usuários dos portos. O Conselheiro José Raiol colocou que a questão está dividida em duas partes: A primeira seria para todos refletirem: O Plano é bom para Belém, para o Porto de Belém, para os exportadores e operadores? A partir daí se avançaria para o mérito do Plano, ou seja, é bom para o desenvolvimento do Porto, para a economia da Cidade? Informou que no Relatório da Comissão verificou-se que o Plano tem duas preocupações: 1) a Estação de Passageiros, colocada pelo Conselheiro Elias Salame, da grande sensibilidade dele para com os usuários, principalmente os de baixa renda, que não devem ficar muito distantes dos pontos de atração da Cidade; 2) a questão da Marechal Hermes, e no debate, o que se verificou foi que surgiram duas soluções e dois encaminhamentos, ou seja, esses dois pontos críticos estão condicionados a aprovação do Plano pelo CAP. Informou ainda que o Plano estabelece que a Estação de Passageiros só deverá ser alterada a partir da definição da existência da disponibilidade de uma outra alternativa e com relação a questão da Av. Marechal Hermes, informou que jamais o CAP poderá exceder a sua atribuição, porém o CAP pode colocar a sua importância para o desenvolvimento do Porto, mas também condicionada à aprovação da Prefeitura Municipal de Belém, esclarecendo que essas condicionantes em planos não são novidade. O Diretor de Gestão Portuária, Nélson Simas demonstrou preocupação com os usuários como exportadores, com aqueles que realmente utilizam os serviços portuários, com uma melhor prestação de serviços por parte da CDP, que hoje prima principalmente por falta de infra-estrutura no Porto de Belém, uma vez que o espaço físico é pouco e a demanda é grande. Explicou que, infelizmente, o porto se encontrava num estado de abandono propositalmente para que fosse acabado, na sua opinião essa realmente era a intenção para transferir tudo para o porto de Vila do Conde e, por isso, hoje se sofre esse caos, porque a CDP não se preparou, não fez os investimentos necessários, e para atender esses usuários que a CDP vem com um modelo federal de gestão portuária complementar. O Sr. Presidente solicitou mais uma vez aos Conselheiros que dessem por encerrada essa questão de acabar com o porto de Belém. Informou que está representando o Governo Federal, e tudo o que existir a esse respeito é o que for determinado pelo Ministério dos Transportes, o resto se trata de especulação e já foi resolvido no âmbito do CAP, pois se houve no passado alguma demonstração de intenção, não se encontra expresso em nenhum dos PDZs aprovados. O Conselheiro Danilo Remor informou que participa do CAP desde a sua criação e há trinta e cinco anos trabalha com o Porto de Belém, e que nunca foi levantada a possibilidade, nem conversado e nem especulado acabar com esse Porto. Informou ainda não ter autorização para defender o Governo do Estado, porém acha que os Conselheiros devem ser justos em confirmar que o Governo do Estado nunca cogitou em acabar com Porto de Belém, constando inclusive no PDZ aprovado a ampliação do píer no Armazém 12. Observou que o que consta no PDZ, que é do conhecimento de todos é a Estação de Passageiros no Armazém 10, a Estação das Docas, que já está construída e a possibilidade de um Centro de Eventos nos Armazéns 4 e 4-A e 5, desde que houvesse condições para empresariado, das transferências das cargas do Porto de Belém para dela através do Porto de Vila do Conde e agora também pela SOTAVE. Informou que em pesquisa feita pela FIEPA o Porto de Vila do Conde foi aprovada a construção de um Terminal de Contêineres para o futuro, que será a saída por não ter problema de calado, vindo a movimentar milhares de contêineres e em navios maiores. Finalizou falando que o Porto de Belém nunca vai acabar porque tem a sua finalidade e vai continuar a ser uma finalidade nobre, porém deve haver uma alternativa para os exportadores que é o Porto de Vila do Conde. O Conselheiro Edivaldo Batalha entende que o Centro de Convenções não tem a ver com a atividade portuária, estando a questão dividida e como foi colocado pelo representante do Governo do Estado, o problema maior é a indefinição do Governo Federal com relação a essa questão, uma vez que, na sua opinião, todos conhecem a intenção do Governo do Estado, pela vasta reportagem que já saiu em diversos jornais locais, que é a construção de um Centro de Convenções no Porto de Belém. Observou ainda que, como membro da Comissão, mantém a sua posição de retirar o Terminal de Passageiros do Porto, uma vez que o Terminal de Passageiros era pra ser construído antes da Estação das Docas. O Sr. Presidente  informou que iria conduzir o assunto para votação, porém esclareceu alguns pontos: 1) No seu entendimento de técnico e engenheiro, o PDZ não é um conjunto de proposições apenas, ele é um Plano, e como Plano tem que estar bem consubstanciado em cima de características técnicas bem levantadas e com dados a exeqüibilidade do ponto de vista técnico, jurídico, ambiental e custo/benefício; 2) Concordou com as considerações do Conselheiro José Raiol, discordando somente com relação a temporalidade, uma vez que não vê que o fato de se empreender entendimentos com o Município e com o Estado para resolver as questões de utilização da Av. Marechal Hermes, da relocação do Terminal de Passageiros e da questão da remoção dos Armazéns, que acha irrelevante, uma vez que todos os Conselheiros concordam com a retirada deles, desde que seja cumprida a legislação pertinente. 3) Acha relevante que seja considerada, para que não fique nenhuma dúvida, que o PDZ que está sendo encaminhado para votação é um novo PDZ, devendo os Conselheiros entenderem que a proposta, se está completa ou não, faz parte do que está sendo votado por cada um, porém contemplando apenas as instalações que estão dentro das áreas dos portos organizados de Belém, Vila do Conde e Santarém. O Sr. Presidente suspendeu a reunião por trinta minutos para que os Conselheiros definissem o voto de cada bloco, conforme estabelece a Lei Nº 8.630. Antes de que fosse efetuada a votação, o Conselheiro José Raiol solicitou ao Presidente vistas ao processo relativo à mudança do PDZ pelo prazo de sessenta dias, para apresentação de estudos adicionais de viabilidade técnico, econômica e financeira. O Conselheiro Gabriel Gasparetto ponderou que um pedido de vistas dizia respeito apenas a prazo para um Conselheiro melhor formar sua convicção e retornar posteriormente, noutra reunião, para se continuar o processo de votação exatamente do ponto em que se havia parado. Ao se solicitar também prazo para apresentação de estudos adicionais, estava o Conselho diante de um fato novo. Em seguida, ouvido o plenário do Conselho, concedeu vistas ao processo de reformulação do PDZ, com o compromisso da Diretoria da CDP em empreender, os necessários estudos adicionais, esgotando os aspectos técnicos, jurídicos e ambientais da reformulação proposta. Os estudos serão apresentados tempestivamente para a análise dos Conselheiros, com a devida antecedência de uma próxima reunião para deliberar sobre o assunto. O Diretor Presidente da CDP, Ademir Andrade relatou que só concordou em apresentar estudos adicionais aos PDZs depois que sentiu que ia perder a votação, bem como que um dos motivos de sua ansiedade para ver aprovado os novos PDZs pelo CAP, seria utilizar esta decisão junto ao Governador do Estado para pressioná-lo no sentido de conseguir a autorização para remover os armazéns 11 e 12. O Conselheiro Gabriel Gasparetto solicitou que o Diretor Presidente da CDP reconhecesse então a procedência da insistência deste Conselheiro, de que não havia fundamentação para aprovação dos PDZs. O Diretor Presidente da CDP, Ademir Andrade reconheceu que o Conselheiro Gabriel Gasparetto “até tinha razão”, mas que ele não faria isso de maneira formal, ao que o Conselheiro Gabriel Gasparetto respondeu que poderia o Diretor Presidente da CDP ter tido um pouco mais de humildade. O Conselheiro Danilo Remor sugeriu que fosse marcada uma audiência com o Governador, juntamente com a Diretoria da CDP, para conversar sobre essa problemática. O Conselheiro Gabriel Gasparetto informou que não vai impedir qualquer coisa que vise o melhoramento para a CDP e para os usuários do porto. Informou ainda que os empresários, através de suas entidades de classe, confirmado pelo Presidente da FIEPA, estão dispostos a ir com o Governador naquilo que é uma questão operacional, dentro de uma situação do porto, não tendo nada a ver com o PDZ e, aparentemente, de uma questão legal, devendo encontrar-se uma maneira de superá-la, sendo interesse de todos os Conselheiros aprovar o que for melhor para CDP. O Conselheiro Elias Salame informou que tentou encaminhar para votação, separando aquilo que tinha oposição do restante, que todos aprovariam, porém o Presidente e o Diretor de Gestão Portuária da CDP, não concordaram com isso, que deveria ser tudo ou nada, esquecendo que os membros do CAP representam as entidades que os indicaram, sendo todas elas consultadas sobre o PDZ, não podendo estes membros votar contra aquilo que na entidade de classe foi decidido. O Sr. Presidente informou que foi aprovado o prazo de sessenta dias para vistas do PDZ, e que ao final desse prazo será distribuído o material para os Conselheiros, que terão quinze dias para analisá-lo e após será marcada a nova reunião para votação. Solicitou ao Presidente da CDP que nas reuniões intermediárias do CAP desse noticias sobre a evolução do processo do PDZ. 

 

2  -

ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS

      Ao encerrar os trabalhos, o Sr. Presidente agradeceu a presença de todos.  Nada mais havendo a tratar, eu, DÉBORA SALES LOBATO, lavrei a presente Ata, que lida e aprovada, foi assinada por mim e pelos Conselheiros. Belém, 02 de dezembro de 2003.

 

 

 

MARTINHO CÂNDIDO VELLOSO DOS SANTOS

Presidente

 

 

ELÓI PORTELA NUNES SOBRINHO

Membro

 

 

JOÃO TERTULIANO DE ALMEIDA LINS NETO

Membro

 

 

 

RUDAJÁ DIAS DANTAS

Membro

 

 

JOSÉ ANDRADE RAIOL

Membro

 

 

PEDRO PAULO FERREIRA DO AMARAL

Membro

 

CONTINUAÇÃO DA ATA DA 5a REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM

 

 

 

LUIZ IVAN JANAÚ BARBOSA

Membro

 

 

 

MARCELINO CAVALCANTE DA SILVA NETO

Membro

 

 

 

EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA

Membro

 

 

 

OLÍVIO SOUZA DA COSTA

Membro

 

 

 

JOSÉ MARIA POSSA ANDRADE

Membro

 

 

 

AGOSTINHO RAIOL DA CUNHA

Membro

 

 

CONTINUAÇÃO DA ATA DA 5a REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO CONDE E SANTARÉM

 

 

CARLOS AUGUSTO ROCHA DE SOUZA

Membro

 

 

 

GABRIEL DA SILVEIRA GASPARETTO

Membro

 

 

 

LEÔNIDAS ERNESTO DE SOUZA

Membro

 

 

 

DEMORVAN JAIME TOMEDI

Membro

 

 

 

DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR

Membro

 

 

 

ELIAS SALAME DA SILVA

Membro

 

 

PAULO ROBERTO BRANDÃO

Membro