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CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA - CAP
BELÉM - VILA DO CONDE - SANTARÉM
ATA
DA 44ª REUNIÃO DO CONSELHO DE AUTORIDADE PORTUÁRIA DOS PORTOS DE BELÉM, VILA DO
CONDE E SANTARÉM
Data:
20.12.99
Horário:
09h
Local:
Sala dos Conselhos da CDP
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PRESENÇAS: |
NEWTON JOSE DE MOURA – Representante do Governo Federal , JOÂO TERTULIANO DE ALMEIDA LINS NETO – Representante do Governo
do Estado, CARLOS ACATAUASSÚ NUNES – Representante da Administração do Porto,
MARCELINO CAVALCANTE DA SILVA NETO – Representante dos Titulares de
Instalações Portuárias Privadas, JOSÉ ERIVALDO DA SILVA FILHO – Suplente do
Representante dos Demais Operadores Portuários, OLÍVIO SOUZA DA COSTA e SEBASTIÃO LÚCIO BENEVIDES DE ARAÚJO –
Representantes dos Demais Trabalhadores Portuários, GABRIEL DA SILVEIRA GASPARETTO
e VALDEMIRO AGUIAR MARTINS GOMES –
Representantes dos Exportadores e
Importadores de Mercadorias, DANILO OLIVO CARLOTTO REMOR – Representante dos
Proprietários e Consignatário de Mercadorias. Como convidados os Srs. Marcus
Aurélio Caldeira Antunes – Inspetor da Receita Federal, Wagner Francisco Maia - Representante da Prefeitura Municipal de
Brecara. |
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AUSÊNCIAS JUSTIFICADAS: |
PAULO ACATAUASSÚ TEIXEIRA,
EDUARDO LOBATO CARVALHO, EDIVALDO DO NASCIMENTO BATALHA, ELIAS SALAME DA SILVA. |
1.1 – Leitura e Aprovação da
Ata da reunião.
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Foi lida e considerada
aprovada a Ata da 44a Reunião Ordinária. |
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2 - |
ORDEM
DO DIA: |
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2.1
- |
Obras da Estação da Docas – Relatório da CDP sobre
o cumprimento do Convênio, firmado com Governo do Estado do Pará. O
Conselheiro Carlos Acatauassú informou que quando foi feito o Contrato
aprovado pelo CAP, CONSAD e a Diretoria também, para que não ficasse fazendo
parte integrante do contrato um jogo de plantas volumoso que é o projeto
básico, pediu que fosse fornecida uma síntese do referido projeto, tendo sido
assinado o Termo de Contrato de Real de Uso n0 01/97, onde
diz que não poderia ser alterada a Cláusula Segunda – Objeto e respectivo
Parágrafo Único. E, para que não
houvesse desvirtuamento da destinação desse objeto, foi feito uma redução do
projeto básico, que é parte integrante do Contrato. Informou que teve
oportunidade de assistir uma apresentação feita pelo Dr. Aurélio Meira que é
o Fiscal da Obra e pelo Dr. Paulo Chaves Fernandes, para os Deputados e Vereadores
que estiveram na semana retrasada no
local da obra, mostrando exatamente que a introdução das alterações que
ocorreram foram para melhor aprimoramento do projeto. Em seguida, procedeu a
explicação minuciosa dos motivos que levaram ao aumento do valor do Contrato
de cerca de R$6.200.000,00 para cerca de R$17.000.000,00 , e nessa exposição
se verificou também que as melhorias introduzidas, não alteraram em nada
a parte estrutural do projeto básico
em relação ao projeto executivo, mas sim na parte de acabamento. Inicialmente
tinha-se a impressão de que a CDP ficaria com o controle acionário, porque a
Caixa Econômica havia avaliado os imóveis em R$11 milhões, quando foi
contratada pelo Governo a firma MARKO ENGENHARIA que ganhou a licitação da
obra por cerca de R$6 milhões. Dentro do que diz o contrato haveria uma
estrutura organizacional, onde o resultado seria distribuído em parceria
proporcionalmente à participação dos dois integrantes. Então a CDP teria
condições de ter a participação maior em relação ao Governo. Hoje a coisa se
inverteu. Se a CDP fosse seguir por este caminho teria uma participação menor
que o Governo do Estado, pelo volume de recursos que ele está investindo no
Complexo, o que para a CDP é bom, porque enriquece o seu patrimônio. Na verdade,
a preocupação gira em torno de um contrato de 25 anos, e a Diretoria
Executiva e o Conselho de Administração decidiram que a Companhia não deve
entrar na administração do Complexo e nem se preocupar com as lojas que darão
lucro e as que não darão, uma vez que não possui estrutura para esse tipo de
negócio, então foi decidido pela Diretoria Executiva, com a aprovação do
CONSAD e com a manifestação do
próprio CAP, que tem isso registrado em ata, de que a CDP não deverá estar
presente na administração do Complexo. Então passou-se a discutir, na
Comissão Especial para a qual o CAP
designou, como seria a participação dessa empresa na administração do
Complexo. Houve uma primeiro reunião da qual os membros do CAP tem a
transcrição de uma carta feita pelo Conselheiro Valdemiro Gomes, contendo sua
manifestação, onde a Comissão deveria pensar em algo em torno de R$300 ou
R$400 mil de arrendamento por mês. Na primeira reunião não se chegou a nenhum
dado conciso, pois ainda não se tinha base para fazer algum julgamento sobre
isso. Na reunião passada da Comissão Especial já foram tomadas algumas
posições a respeito dessa remuneração. Prosseguindo deu conhecimento de
documentos sobre esse assunto, como o Ofício n0 79-SEINFRA,
que a CDP recebeu do Governo do Estado no dia 02.9.99, onde propõe e solicita
a manifestação e análise da minuta do
20 Termo Aditivo do Contrato de Cessão de Real de
Uso, para atender a Cláusula Nona do
contrato assinado. O Governo do
Estado sugeriu que seria suficiente apenas um Termo Aditivo a esse contrato,
dando condições para cumprimento da Cláusula Nona. Esse aspecto foi discutido
em ambas assessorias jurídicas que concordaram ou seja, já que a CDP quer ter
uma receita fixa mensal, bastaria ter um aditivo ao Contrato Real de Uso invocando
a Cláusula Nona e dizendo quais seriam as regras. O Conselheiro Gabriel
Gasparetto perguntou que se o documento que estava sendo lido era um
documento feito pela Comissão. Respondendo, o Conselheiro Carlos Acatauassú
disse que não, que se tratava da proposta do Governo para a CDP que já foi
analisada pela Comissão. Informou que o IPTU da CDP, referente aos armazéns
1, 2 e 3 em 1997, o valor é de
R$482.675,00, e em 1998 o
valor é de R$339.957,00 e a CDP, após reunião de sua Diretoria Executiva,
registrou sua posição na Carta DIRPRE n0 457/99, do dia
08.10.99, dirigida ao Governo do Estado. No dia 11.10.99 a Comissão se
reuniu, cuja Ata ainda não foi
assinada. Informou ainda que foi feita uma reunião com os advogados do
Governo e da CDP na SEINFRA, onde foi elaborada a minuta do que seria esse Termo Aditivo, a fim de contemplar
nessas circunstâncias, o que já foi acordado entre as partes. O Termo Aditivo
n0 02 ao Contrato de Cessão Real de Uso n0
01/97, a ser celebrado entre a CDP e o Governo do Estado, foi examinado pela
Comissão, atendendo a orientação que foi dada pelo CAP, e aprimorada com
colocações feitas de interesse da CDP, através de proposta da sua DIREX.
Apresenta ao CAP esse documento para apreciação, uma vez que é preciso
agilizar essa formalização, em virtude do Governo pretender inaugurar o
Complexo no dia 21.04.2000. O
Ministro do Turismo, Rafael Greca, por ocasião do Círio, visitou todos esses projetos do Governo do
Estado, inclusive o projeto Estação das Docas, que faz parte do grande
projeto de revitalização do centro histórico de Belém, chamado Projeto Nova Lusitânia, que envolve todo o
VER-O–PESO e a Praça da Igreja da Sé. Com a inauguração no dia 21.04.2000, o
Governo terá três meses para providenciar a constituição de empresa, para a
licitação das áreas e tudo aquilo que cabe a ele como cessionário nesse
projeto. Assim, esclareceu sobre a necessidade de urgenciar a assinatura
desse Aditivo, até porque o Governo do Estado, aceitou a proposta da CDP de
R$20 mil por mês, o que representa R$240 mil por ano, e isso tem que estar no
Orçamento do Estado para o próximo exercício. O Conselheiro Valdemiro Gomes
argumentou que a Ata da Comissão não reflete totalmente o seu pensamento em
vários pontos, e que está tomando conhecimento agora do Ofício n0
79/99-SEINFRA, do Governo do Estado, remetido à CDP pleiteando esse Aditivo.
Solicitou uma cópia para que possa fazer suas considerações por escrito. Em sua opinião o Governo do Estado não
pode e não deve, quando o país busca uma modernidade de privatização, ficar
administrando um empreendimento que não tem nada de social e sim meramente
comercial. O Governo do Estado diz que tem uma nova figura que é uma empresa
social que vai gerir, que vai fazer a administração disso, contudo propõe num
documento de aditivo, que isso fique sendo gerido por uma Secretaria de
Estado, que nada tem a ver com o empreendimento. E continua achando e
julgando que a CDP não deve assinar esse documento. Afirma que fez uma
consideração, dizendo que conhece essa figura da nova empresa social e que
tem excelente resultado nos Estados Unidos, para administrar hospitais,
universidades e que julga que não seja o exemplo para administrar aquele
patrimônio que é meramente comercial. Com relação ao aluguel de R$20 mil para
um patrimônio que foi avaliado, há três anos atrás, em R$11 milhões, acha que
é uma brincadeira o CAP e a CDP virem a aceitar. No mínimo seria 1% do valor
patrimonial ou 12% ao ano, ou 1% ao mês. Com relação as explicações do
aumento do custo dessa obra, não quis tecer comentários, uma vez que já foram
dadas pelo Presidente da CDP, de maneira muito técnica, porém uma coisa está
bem dita no aditivo que foi assinado e referenciado por todos membros do CAP,
que no Parágrafo Único da Cláusula Segunda, está dito que não será admitida a
substituição do projeto básico em hipótese alguma. Se o Governo o
alterou, isso é uma iniciativa
própria dele e o CAP tem amparo e isso incorpora ao patrimônio da CDP, não permitindo, efetivamente, que o
Governo venha ditar novas regras àquelas estabelecidas. Com relação ao objeto
social e principal da cessão, o Conselheiro continua dizendo que o Governo
não cumpriu até agora, o objeto dito na Cláusula Segunda, para implantação do
complexo turístico do porto de Belém destinado para atividades de um Terminal
hidroviário, obrigação essa não cumprida pelo Governo até hoje. Julga que não
deveria ser tomada nenhuma decisão com relação a essa proposta que o Governo
que está pedindo. Informou ter necessidade de mais tempo para fundamentar um parecer
por escrito, uma vez que Comissão da qual faz parte somente se reuniu duas
vezes, o que não retrata o que está sendo apresentado como minuta. Sugeriu que não fosse tomada
nenhuma decisão com relação a essa proposta apresentada, devendo a CDP se excluir
de um problema gerado pelo Governo do Estado e solicitar um aluguel justo ao
seu patrimônio, para poder responder a quem de direito, aos donos dessa
Empresa, que não é Governo do Estado, ou lutar para criar sim um setor dentro
da CDP, a fim de que esse patrimônio retorne para a Companhia, colocando a
área para licitação, exercendo meramente a gestão dos arrendamentos dessas
áreas. O Conselheiro Carlos Acatauassú esclareceu que quanto a forma de
administração do Governo, já foi estabelecida pela DIREX, CONSAD e CAP e que
a CDP de que cabe ao Governo administrar esse empreendimento bem como a forma
de como irá fazê-lo, estando a CDP fora dessa administração, por não ser o
ramo dela. Quanto ao valor de R$20 mil ser ridículo, uma vez que na opinião
do Conselheiro deveria ser 1% sobre a avaliação. Já foram dadas as
explicações pelo Governo e pela CDP, onde se chegou que o valor de R$20 mil
seria suficiente e razoável. Prosseguindo informou que encaminhará as plantas
do projeto básico, a fim de que possa fazer uma comparação com as plantas do
projeto executivo, que já se encontra em suas mãos e verificar se houve
alguma alteração na concepção básica do projeto. O Conselheiro Valdemiro
Gomes insistiu sobre a necessidade de passar para iniciativa privada o empreendimento
da Estação das Docas, bem como recomendou que a administração da CDP exija o
ressarcimento de todas as despesas que são, por obrigação contratual do
Governo do Estado, como energia, segurança e IPTU, pelos três anos de
ocupação e construção da obra por ele. O Conselheiro Danilo Remor informou
que, pelo que sabe, o Governo não vai administrar diretamente essa obra,
inclusive pedindo ajuda ao SEBRAE para fazer um estudo a respeito para
terceirizar com empresas privadas. Seria um estudo de viabilidade econômica,
para saber como é a gestão daquele empreendimento, a fim de ser entregue a
iniciativa privada, sob as ordens do Governo do Estado, sugerindo que dever
haver bom senso. O que se verifica
que no Estado do Pará, é que vem ocorrendo vários problemas em obras
importantes em andamento, para o desenvolvimento do Estado, sendo a Estação
das Docas comentada pelo Brasil todo. É um projeto extraordinário, juntamente
com outros projetos da Prefeitura Municipal de Belém, para mudar Belém, onde
se deve dar todo o apoio e não deixar que isso atrase por empecilho nenhum.
Esses dados que o Conselheiro Valdemiro colocou sobre o aluguel, deverá ser
discutido, uma vez que o Governo
assumirá o pagamento do IPTU chegando a 20 ou 30 mil por mês,
tendo ai um prazo de 3 anos para
depois ser reavaliado. Outro ponto a ser analisado é questão da SECULT ficar
com a administração pelo que se sabe o Governo está procurando realmente
passar para iniciativa privada para administrar esse empreendimento, uma vez
que o Estado não tem condições de administrar diretamente. O Conselheiro
Valdemiro Gomes propôs que o CAP nomeasse uma comissão para conversar com o
representantes do Governo do Estado e pedir que deleguem novamente ao CAP a
missão de encontrar alguém que se interesse na privatização desse
empreendimento, uma vez que o Governo não espera receber lucro, ou seja, que
se abra um processo de privatização da mesma forma que foi aberto para a
CELPA. Informou estar convicto de encontrar pessoas da iniciativa privada,
como a FIEPA, órgãos de classe, a fim
de formar um consórcio de empresários que assumam aquilo e que traga para a
CDP, R$120 mil ou R$150 mil de aluguel e não apenas R$20 mil. O Conselheiro Carlos Acatauassú informou que vinte e
três (23)lojas formarão o Complexo Turístico e se for pensar em R$120 mil,
uma loja já começa com uma despesa mínima inicial de R$4 mil para
proporcionar o rateio do pagamento, além das despesas de água, luz e
condomínio. São lojas de pequeno porte que não tem capacidade de absorver
esse valor tão alto. Quanto a administração do Complexo pelo Governo, ou por
uma empresa terceirizada por ele contratada, o Dr. José Augusto, Secretário
Especial de Infra Estrutura, esclareceu que essa empresa que está sendo
formada vai cuidar de todos os projetos do Governo do Estado, inclusive os
que já estão implantados: os da Feliz Lusitânia, Estação das Docas, o Museu
Sacro, a Igreja de Santo Alexandre e todos aqueles que vão ser incorporados,
numa área física muito grande, acreditando
não haver mais tempo para se pensar em discutir se o Estado tem ou não
capacidade para essa administração, o que já vem sendo discutido há três anos
e já aprovado pela DIREX, CONSAD e CAP. Informou também que quando o Governo
Federal lançou o REVAP em 1993, apareceram três projetos: a Estação das Docas
(PA), Praça Mauá (RJ)e Ilhéus (BA), já constando, inclusive, na programação
oficial do Governo Federal para os festejos do “Brasil 500 Anos”. Com relação
a realização de uma licitação, também levará muito tempo, por exemplo, para a
elaboração do edital se levaria mais de um mês, e no dia 21.4.2000 a Estação
das Docas deverá ser inaugurada já em pleno funcionamento, devendo esses
pontos já estarem definidos há muito tempo, e não começar a se discutir como
se estivesse partindo da estaca a zero, mesmo porque o que interessa para a
CDP é ter uma receita fixa mensal que lhe garanta uma receita, independente
do sucesso ou não do empreendimento. O Conselheiro João Tertuliao se
pronunciou a respeito, de que se o Projeto Estação das Docas tivesse desde o
início levado em conta que ele deveria ser um projeto executado pela
iniciativa privada, através de uma abertura de concessão, talvez não tivesse
se chegado nesse problema agora, porém o que aconteceu é que originalmente
ele foi objeto de um concurso público. Então ele tinha que seguir uma
trajetória, estando diante da seguinte situação: estar vivendo um momento em
que ele tem que ser conduzido de uma maneira estatal, e nessa transição de
procurar qual é a forma de privatizar o que está causando essa polêmica toda.
O Conselheiro Gabriel Gasparetto comentou que quanto a administração do
Complexo pelo Governo, acha ilógico, porém admite ter sido aprovado
pelo CAP, devendo agora haver bom senso de levar adiante o que já foi
aprovado. Existem nos documentos iniciais aprovados pelo CAP e assinados com
o Governo, a expressão “projeto básico”, existe agora a expressão “projeto
executivo”. O projeto básico é aquele que ganhou o concurso público
anteriormente, e estava orçado na ordem de R$6 milhões, hoje está orçado na
ordem de R$18 milhões. Informou que o
que deverá ser avaliado é que aqueles documentos que foram assinados na forma
que o CAP concordou, passaram por um trâmite que possa ser entendido como adequado e correto. Não se
sentido capaz de avaliar o que é um projeto básico de um projeto executivo,
quando a dimensão passa de R$6 milhões para R$18 milhões e muda totalmente a
parte arquitetônica do que devia ser feito. Informou também não se sentir
confortável em aprovar essa mudança embora entenda que, do ponto de vista
prático, isso possa até ser bom, como usuário ele possa ficar muito
satisfeito, mas como Conselheiro não se sente com capacidade de avaliar, em
virtude da dimensão dessa mudança ter sido muito grande, procurando avaliar
aquilo que foi acertado como objetivo. Outro objetivo importante era a
construção do terminal hidroviário de passageiros concomitantimente com a
Estação das Docas, o que não foi feito, não cumprido um dos objetivos do
contrato. A questão do valor quanto a locação, isso é uma questão comercial.
Se o Governo acha difícil viabilizar o projeto isso é problema dele e não da
CDP, a CDP deve ter uma remuneração adequada a seu patrimônio: R$20 mil, R$21
mil ou R$15 mil, pode até ser menos, contanto que a CDP e todos entendam que
aquilo está adequado a valoração do seu patrimônio. O Contrato prevê na
minuta que foi elaborado para daqui a três anos ser revisto, achando que
deveria prever algo mais objetivo, ou seja, um aluguel menor agora se já
fosse estipulado um percentual ou um valor a receber daqui a três anos, então
ficaria um certo tempo com um valor menor. O Conselheiro Carlos Acatauassú
propôs a redução do prazo de renegociação de para dois anos, uma vez que já
daria para verificar o resultado do empreendimento. O Conselheiro Gabriel
Gasparetto não concordou com essa proposição, mantendo a sugestão da
compensação. O Conselheiro Carlos Acatauassú informou que a CDP fará parte do
Conselho Fiscal, exigindo balancete mensal, achando que também não deveria
ser fixado desde já o percentual, uma vez que daqui a dois anos poderá se ter
um percentual bem maior daquele que se pensa hoje. Acha que reduzir para 2
anos uma revisão dessa base seria interessante e com o acompanhamento da CDP
se teria elementos para verificar qual seria o percentual. O Conselheiro
Gabriel Gasparetto observou finalmente que o
Governo do Estado, está envolvido nesse empreendimento por vários
motivos, sendo evidente que ele tenha uma obra física bem sucedida, para mostrar
que já foi feita e é evidente também que ele vai explorar os dividendos
políticos dessa obra, e a proprietária do espaço dessa obra é a CDP. A CDP
pode avaliar o quanto ela pode cobrar pelo direito de uso dessa imagem que o
Governo vai usar politicamente e evidentemente para tentar continuar no
Governo. Informou ainda que normalmente não se pensa nisso, mas é algo que deve ser levado em conta, sendo
importante avaliar comercialmente como a CDP pode ter a sua melhor
remuneração. O Conselheiro Danilo Remor propôs que, além de reduzir para 2 anos, deveria ser colocada uma cláusula da a fim de que se
estabeleça o prazo de um ano para a privatização ou então da gestão da
Estação das Docas. O Conselheiro Carlos Acatauassú informou que o Governo
pretende administrar através de uma empresa sem fins lucrativos, baseado no
sucesso do Dragão do Mar em Fortaleza, onde ela vai ter autonomia
administrativa, mas não sabe se o primeiro passo dela é privatizar logo ou
ficar administrando algum tempo. A responsabilidade do Governo com a CDP é a
de pagar um valor fixo mensal, preservando o lado da CDP. O Conselheiro
Valdemiro Gomes insistiu na proposta de se tentar um diálogo diretamente com
o Sr. Governador para privatização imediata do empreendimento. Não sendo
possível a privatização total, em função do prazo de inauguração, pelo menos
a montagem de um consórcio gerencial na mão dos empresários. O Conselheiro
Carlos Acatauassú informou que será iniciada a obra de revitalização da Praça
Pedro Teixeira, onde haverá uma área no calçadão com limitação para oito táxis, visando retirar os
ambulantes que se encontram naquela Praça. Prosseguindo, manteve sua proposta de R$20.000,00 (vinte mil reais) por mês de imediato,
revisão anual na forma do INPC, revisão a cada dois anos para restabelecer o equilíbrio econômico financeiro,
e o IPTU passar todo para o Estado e a presença da fiscalização da CDP dentro
do Conselho Fiscal. O Conselheiro Danilo Remor fez uma outra proposta, onde o
Governo começaria a pagar os R$20 mil logo na sua instalação, e num período
de 6 meses já daria para fazer a avaliação, sendo que a Comissão, que já
existe, se reunirá novamente para discutir a remuneração, já com dados
econômicos, mais concreto do que se tenha na prática. o Sr. Presidente
colocou em votação, a seguinte
proposta: R$20 mil por mês, a ser pago a partir do trigésimo dia após a
inauguração, e com 180 dias para se fazer
uma revisão do valor do arrendamento mensal, incluindo também o
pagamento do IPTU, pelo Governo do Estado.
A proposta foi aprovada por
unanimidade, com o voto contrário do Conselheiro Valdemiro Gomes. |
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2.2
- |
Revisão da Estrutura Tarifária da CDP. O
Conselheiro Carlos Acatauassú informou que foi feita a distribuição do
Relatório Síntese do Estudo para Fixação da Nova Tarifa Portuária dos Portos
da CDP, a fim de ser analisado e ser discutido na próxima reunião.
Complementando o Sr. Presidente informou que o dossiê completo referente a
cobrança de Infra-estrutura Aquaviária aos Terminais Privativos encontra-se a
disposição dos Conselheiros na Secretaria do CAP. O Conselheiro Marcelino
Cavalcante fez uma observação que na Ata da reunião n0 43,
o Diretor Técnico da CDP, Kleber Menezes, fez um comentário de que as
empresas de terminais privativos não haviam colocado para ser visto em pauta
o problema da cobrança da tarifa aquaviária neste CAP, o que não é verdade,
uma vez que consta no dossiê distribuído, uma Carta datada de 09.04.99, onde
solicitaram claramente uma perícia, como também que o assunto fosse enviado
para análise do CAP. |
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2.3
- |
Utilização de rebocadores na área do Porto
Organizado de Belém. O Conselheiro Carlos Acatauassu informou que, em conversa com o Capitão dos Portos da
Amazônia Oriental, não é obrigatório o uso de rebocadores, porém só será
utilizado pelas empresas, caso o armador concorde em pagar pelo serviço. |
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3 - |
COMUNICAÇÕES: |
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3.1 - |
O Sr. Presidente procedeu a distribuição do
calendário das reuniões do CAP para 2000, ficando aprovada a programação para
a última quarta feira de cada mês. |